ISSN Online: 2177-1235 | ISSN Impresso: 1983-5175

EDITORIAL

Publicações - Rascunhos da história

Jorge Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):1

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CONTORNO CORPORAL

Perfil laboratorial em perioperatório de Lipoabdominoplastia

Roosevelt Santos Oliveira Junior; Ilson Abrantes Rosique; José Leonardo Bergamini; Anna Paula Alves dos Santos Pacheco; João Paulo Tessari Corrêa; Ewaldo Bolivar de Souza Pinto
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):2-3

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O sucesso de uma Cirurgia Plástica depende de cuidados ainda no pré-operatório, visto que complicações ocorrem em cerca de 17% dos casos. Faz parte da avaliação a realização de exames laboratoriais complementares. Os pacientes sofrem alterações súbitas das funções metabólicas e fisiológicas em resposta ao trauma, que variam em intensidade, de acordo com o procedimento a que foram submetidas. Tem por objetivo a avaliação dos índices laboratoriais em pacientes hígidos, selecionados a cirurgia plástica eletiva de lipoabdominoplastia. MÉTODOS: Foram avaliadas amostras de sangue de 59 pacientes em perioperatório de lipoabdominoplastia no período de 2015 a 2017. RESULTADOS: A primeira amostra do perfil laboratorial das pacientes foi semelhante aos exames pré-operatórios. hemoglobina teve uma queda de 12% e 19%, respectivamente, nas 2ª e 3ª amostras. A glicemia teve um aumento de 124% e 144%. O nível médio de colesterol apresentou queda significativa. CONCLUSÃO: O presente trabalho permitiu a observação dos níveis de elementos sanguíneos na vigência de uma resposta endocrinometabólica e imunológica ao trauma, porém sem comprometimento sistêmico grave no pós-operatório imediato em cirurgias eletivas de lipoabdominoplastias não combinadas.

Palavras-chave: Período perioperatório; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Investigação laboratorial; Abdominoplastia.

 

Triagem pré-operatória em pacientes tabagistas submetidos a lipoabdominoplastia

Ilson Abrantes Rosique; Jose Leonardo Bergamini; Roosevelt Santos Oliveira Junior; Anna Paula Alves dos Santos Pacheco; Rodrigo Santos de Oliveira; Ewaldo Bolivar de Souza Pinto
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):4-6

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O tabagismo é um dos principais fatores negativos para complicações no pós-operatório de cirurgia plástica e a triagem desses pacientes é de suma importância. A monoximetria é um método simples e eficaz para essa triagem. OBJETIVO: Uso da monoximetria como triagem de pacientes tabagistas que foram submetidos à lipoabdominoplastia. MÉTODOS: Estudo retrospectivo descritivo por meio de revisão de 185 prontuários de pacientes submetidos à lipoabdominoplastia, tendo o uso do monoxímetro nos tabagistas como critério de triagem para suspensão cirúrgico. Foram avaliados o perfil epidemiológico e as complicações. RESULTADOS: Dentre os 185 pacientes submetidos à lipoabdominoplastia que se encaixavam nos critérios de inclusão, 12,4% (n = 23) relataram tabagismo e foram submetidos à monoximetria no pré-operatório, sendo 3 pacientes com índices de monóxido de carbono expiratório elevado (ppm >6) e que tiveram cirurgias suspensas. As complicações pós-operatórias encontradas (seroma, hematoma e deiscência) não foram no grupo de ex-tabagista. CONCLUSÃO: A monoximetria no pré-operatório de lipoabdominoplastia auxiliou no status tabagístico e exclusão de pacientes potenciais a desenvolverem complicações pós-operatória decorrente ao cigarro.

Palavras-chave: Hábito de fumar; Abdominoplastia; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Duração da cirurgia; Anestesia.

 

Abdominoplastia convencional em paciente pós-bariátrico

Rolando Mendoza Romero; Amr Arikat; Pedro Salomão Piccinini; Miguel E. Rivera Gomez; Milton Paulo De Oliveira; Marcos Ricardo De Oliveira Jaeger
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):7-9

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RESUMO

A perda significativa de peso resulta inevitavelmente em algum grau de flacidez de pele e/ou deformidades do contorno corporal. O número de paciente com perda ponderal significante em aumento, junto com a procura aos cirurgiões plásticos para reparar as deformidades. Dentro do contorno corporal, o abdome é considerado a região que sofre a maior deformidade pós-perda ponderal. Este fato gera um desafio ao cirurgião que deve, além de conhecer as diferentes técnicas, saber identificar a melhor para cada paciente. Apresentamos um relato de caso de paciente após perda importante de peso, a qual, pelo perfil, características físicas e análise pré-operatória, decidiu-se optar por abdominoplastia convencional, com resultados satisfatórios. Demostra-se, assim, que a abdominoplastia convencional quando aplicada nos casos com indicação, resolve a diástase dos músculos retos, flacidez de pele e melhora o contorno corporal de paciente ex-obesos.

Palavras-chave: Abdominoplastia; Obesidade; Cirurgia bariátrica; Abdome.

 

Utilização da técnica do capeta em paciente com implante mamário

Geraldo Machado Filho; Mariana Angélica Berardi Cioffi; Miguel Enrique Rivera Gómez; Rolando Mendoza Romero; Milton Paulo de Oliveira; Marcos Ricardo de Oliveira Jaeger
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):10-12

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RESUMO

A redução mamária é um procedimento com elevado índice de satisfação, independemente da técnica utilizada. A técnica do "capeta" ("Devil's Incision Mammaplasty"), descrita em 1983, apresenta uma opção de mamoplastia redutora. A técnica empregada — mastopexia pela técnica do Capeta adaptada à colocação de implantes em duplo-plano — corrigiu a flacidez mamária enquanto permitia maior projeção do cone mamário. Não se observou alargamento da cicatriz ou presença de seroma ou infecção. Na comparação fotográfica, a paciente demonstrou satisfação com o resultado obtido, mesmo na presença de cicatriz vertical visível após os três meses. A principal vantagem deste tipo de abordagem consiste na ausência de cicatriz na região areolar superior, área de fácil visualização pela própria paciente, que pode gerar estigmas e desconforto psicológico. Entretanto, este tipo de procedimento não deve ser aplicado a mastopexias em pacientes com graus elevados de flacidez. Ao ressecar os prolongamentos ao redor da aréola, a técnica permite acomodar a cicatriz vertical, reduzindo sua extensão ou mesmo eliminando a cicatriz horizontal, além de dispensar cicatriz na parte superior da aréola.

Palavras-chave: Implante Mamário; Mamoplastia; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Implante de prótese.

 

Experiência de um serviço de residência em cirurgia plástica com uso de laser CO2 fracionado para resurfacing facial

Carlo Mognon Mattiello; Daniel Ongaratto Barazzetti; Estevão José Muller Uliano; Caio Pundek Garcia; Zulmar Antonio Accioli de Vasconcellos; Jorge Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):13-15

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O envelhecimento facial se apresenta por fotodano, telangiectasia e rugas, tendo importante impacto na qualidade de vida dos pacientes. O laser CO2 ablativo é o padrão-ouro para combater o fotoenvelhecimento, porém não é isento de complicações e exige conhecimento e treinamento para atingir resultados ótimos. O objetivo é estudar o perfil de pacientes submetidos a resurfacing facial num serviço de residência médica de cirurgia plástica, bem como avaliar desfechos e complicações. MÉTODOS: Estudo transversal, retrospectivo, baseado na análise de prontuários de uma série de casos que foram submetidos a resurfacing facial utilizando com laser CO2 entre os meses de abril e novembro de 2017. Foram incluídas aquelas com fotoenvelhecimento, sendo excluídas aqueles com melasma facial, erupções cutâneas ou infecções cutâneas ativas, herpes simples, fotossensibilidade ou alguma contraindicação clínica maior. As pacientes foram avaliadas com 2, 7, 15 e 30 dias de pós-operatório com relação à melhora dos parâmetros de fotoenvelhecimento. Os parâmetros do laser (energia, spot size, duração do pulso e densidade) variara, conforme decisão médica dependendo do grau de fotoenvelhecimento e região da face. RESULTADOS: Do total de 36 pacientes, todas eram do sexo feminino, idade média de 52,8 anos e em 25 pacientes foi realizado o resurfacing total, 9 na região periorbital, 3 fronte-glabela, 1 periorbicular. Quanto ao fototipo, a maioria foram classificados como fototipo II e III segundo Fitzpatrick. A maioria dos pacientes (72%) tolerou bem o procedimento avaliado pela Escala Análogo-visual (EAV) e apresentou evolução favorável, com melhora do fotoenvelhecimento avaliada em consulta médica e análise fotográfica pela Wrinckle Assessment Scale (WAS). Não houve complicações sérias na nossa casuística. CONCLUSÃO: O laser CO2 é um método consagrado para rejuvenescimento facial, com grande satisfação por parte das pacientes. A residência médica é um bom momento para que o jovem cirurgião se familiarize com esse procedimento para poder oferecer para pacientes que desejam rejuvenescer de maneira eficaz e segura.

Palavras-chave: Rejuvenescimento; Lasers, Cicatrizes.

 

Produtividade de 9 anos do banco de pele da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre

Leonardo Milanesi Possamai; Flávio Maciel De Freitas Neto; Níveo Steffen; Eduardo Chem; Pedro Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):16-17

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RESUMO

O Banco de Pele Dr. Roberto Corrêa Chem, fundado em 2005, é responsável pela captação, preservação, armazenamento e distribuição de pele humana alógena. OBJETIVO: Relatar a produtividade do Banco de Pele da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, durante o período de 2008 a 2016. MÉTODOS: Para análise de produtividade do Banco de Pele, realizou-se consulta aos relatórios mensais, cujo preenchimento periódico faz parte da rotina do Banco de Pele. RESULTADOS: Durante o período de 2008 a 2016, foram realizadas 298 captações de pele, 229 envios, com a extensão total de pele enviada de 256.043,89 cm2, média de 28.449,32 cm2 enviados por ano. Em 2016 se encontra o período com a maior quantidade de envios, total de 49 doações. A maior extensão de pele enviada foi em 2013, 41.618,50 cm2. CONCLUSÃO:O Banco de Pele da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre tem contribuído anualmente com a demanda de pele de todo Brasil.

Palavras-chave: Pele; Queimaduras; Bancos de órgãos e tecidos.

 

Mamoplastia de aumento - dicas para melhor adaptação da prótese na loja subfascial

Andre Gustavo Maschio; Ruth Maria Graf; Renata Fernanda Ramos Mascante; Dayane Raquel de Paula; Flavia David João de Masi; Bruna Ferreira Bernert Varaschin
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):18-19

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RESUMO

INTRODUÇÃO: A mamoplastia de aumento transaxilar tem oferecido como benefício principal a ausência de cicatrizes na unidade estética da mama devido à incisão localizada na região axilar. Este método, associado à inserção da prótese no plano subfascial, permite grau de satisfação pessoal alto entre as pacientes. OBJETIVO: Descrever uma variação na técnica de mamoplastia de aumento subfascial, realizada neste serviço, com intuito de melhora do aspecto mamário e melhor adaptação da prótese. MÉTODOS: Revisão de literatura em bases de dados e descrição da técnica tradicional e de variante da técnica utilizada neste serviço. RESULTADOS: Realização de incisões de relaxamento no músculo peitoral maior, resultando em melhora da adaptação da prótese na loja subfascial e do aspecto mamário. CONCLUSÃO: A experiência com a realização das incisões de relaxamento mostra melhor aspecto da mama e menor tensão na loja da prótese, além de conferir uma cobertura extra de músculo em região superomedial.

Palavras-chave: Mamoplastia; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Implante mamário; Silicones.

 

Perfil lipídico no pré e pós-operatório imediato de pacientes submetidos a cirurgias de lipoaspiração

Carlos Henrique dos Reis Conte; Ewaldo Bolivar de Souza Pinto; João Paulo Tessari Correa; Rosevelt Santos Oliveira; Ilson Abrantes Rosique; José Leonardo Bergamini
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):20-22

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RESUMO

A cirurgia de lipoaspiração é um dos procedimentos estéticos mais realizados em todo o mundo com maior frequência em mulheres. A lipoaspiração, além da sua função de modelar áreas específicas do corpo e melhorar os contornos do corpo, remove o excesso de depósitos de gordura locais. Esta retirada de excesso de gordura pode alterar o perfil metabólico pela perda imediata de tecido adiposo. Este estudo tem por objetivo avaliar o perfil lipídico das pacientes submetidas à lipoaspiração entre de 2015 a 2017 no Serviço de Residência de Cirurgia Plástica "Dr. Ewaldo Bolivar de Souza Pinto" do Santos Day Hospital em parceria com a Clínica Corpo e Arte Guarujá e seu laboratório de análise. Foi realizado uma análise retrospectiva de 35 prontuário pacientes do sexo feminino submetidas a cirurgia de lipoaspiração não combinada do período de 2015 a 2017. Os resultados deste estudo apontaram que a primeira amostra do perfil lipídico das pacientes foi semelhante aos exames pré-operatórios, porém houve uma redução dos valores de LDL-LDL, TG, HDL-colesterol na terceira amostra. Pode-se concluir que apesar de ser um estudo descritivo, o presente trabalho avaliou que há uma resposta endocrinometabólica e imunológica ao trauma, correspondendo a diminuição dos níveis lipídicos no pós-operatório imediato em cirurgias de lipoaspiração não combinadas. Porém, não permite associar a lipoaspiração e a diminuição do perfil lipídico, necessitando de estudos mais elaborados sobre o assunto.

Palavras-chave: Lipoproteínas; Ácidos graxos; Lipectomia; Triglicerídeos; HDL-colesterol.

 

Double bubble em gluteoplastias com implantes no contorno corporal feminino: como prevenir e tratar

Gabriela Diesel Silveira; Mariana Angelica Berardi Cioffi; Cristiano Duncan Aita; José Henrique Guimarães Floriani; Milton Paulo de Oliveira; Marcos Ricardo de Oliveira Jaeger
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):23-25

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RESUMO

A demanda por definição do contorno glúteo aumentou rapidamente nos últimos anos. Este fato faz com que ocorra um maior interesse sobre este tema, no qual o aperfeiçoamento da técnica, e a prevenção das complicações pós-operatórias são de suma importância. Entre as complicações possíveis da gluteoplastia está a deformidade em dupla bolha ou "double-bubble" que é caracterizado por duas proeminências glúteas, ao contrário de um contorno glúteo único, diminuindo assim o grau de satisfação da paciente. O contorno natural e almejado depende de um planejamento cirúrgico adequado. Este trabalho tem como finalidade ajudar a detectar precocemente as pacientes que poderão desenvolver esta complicação e tratamento indicado.

Palavras-chave: Percepção de forma; Implante de prótese; Complicações pós-operatórias.

 

Correção cirúrgica de múltiplas hérnias abdominais associada à abdominoplastia: relato de caso

Leonardo Milanesi Possamai*; Mariana Zancanaro; Flávio Maciel de Freitas Neto; Eduardo Zanin; Pedro Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):26-27

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RESUMO

O abdômen possui importância estética e funcional de extrema importância no ser humano. O reparo da hérnia abdominal muitas vezes causa cicatrizes em posições indesejadas E alterações morfológicas em região abdominal. Relato de caso de paciente submetida à abdominoplastia com posterior surgimento de hérnias abdominais. Para a correção cirúrgica, foi realizada incisão em cicatriz prévia e dissecção ampla de parede abdominal, com suturas de sacos herniários e colocação de tela de polipropileno abrangendo toda área de descolamento. Paciente evolui satisfatoriamente, com melhora da dor abdominal e com resultado estético abdominal satisfatório. Procedimentos não estéticos combinados, como quando associados com hernioplastia, carregam um risco maior do que o procedimento isolado. Nenhum caso semelhante foi encontrado na literatura.

Palavras-chave: Hérnia abdominal; Abdominoplastia; Cicatriz; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos.

 

Viabilidade do uso de retalhos de Liacyr dos tipos I e III em mastopexias com implantes em pacientes com incisão prévia no sulco inframamário

Bruno Della Méa Gasperin; Michel Pavelecini; Leonardo Milanesi Possamai; Flávio Maciel de Freitas Neto; Pedro Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):28-30

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O aumento mamário associado à mastopexia é indicado em pacientes com ptose mamária e hipoplasia glandular associadas. Muitas dessas pacientes foram submetidas previamente a mamoplastias de aumento com incisões através do sulco mamário. OBJETIVO: Analisar a viabilidade de retalhos de pedículo inferior em mastopexias realizadas em pacientes com incisões prévias em sulco inframamário. MÉTODOS: Série de 12 casos. Avaliou-se a viabilidade do retalho de Liacyr no transoperatório através da visualização de sangramento na extremidade do retalho. No pós-operatório, foram monitorados sinais indiretos de inviabilidade do retalho: infecção por necrose profunda, deiscências, sinais inflamatórios e endurecimento tardio à palpação. RESULTADOS: Sangramento para avaliação da viabilidade tecidual foi visualizado em todos os retalhos confeccionados. Não foram observados, em nenhum caso, sinais indiretos de complicações relacionadas à necrose do retalho de Liacyr. CONCLUSÃO: A confecção de retalhos de pedículo inferior em pacientes com incisão prévia em sulco inframamário mostrou-se viável em nossa série de casos.

Palavras-chave: Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Mamoplastia; Retalhos cirúrgicos.

 

Melanoma do seio da mucosa nasal: caso clínico

Melizza Colello; Noel Fraga; Natalia Cortabarría
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):31-33

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O melanoma é a transformação neoplásica maligna dos melanócitos. São neoplasmas malignos muito agressivos e de mau prognóstico, razão pela qual sua detecção e seu tratamento precoces são fundamentais. Dentre os melanomas, 10% daqueles que se localizam no rosto e no pescoço são da mucosa. O melanoma nasossinusal é um tumor muito agressivo, que corresponde a menos de 1% de todos os melanomas. OBJETIVO: Conhecer o melanoma cutâneo, amelânico, topografado na região nasossinusal, por meio de um caso clínico. MÉTODOS: Paciente de 72 anos, do sexo feminino, com antecedente de resseção de um tumor nasossinusal com diagnóstico de melanoma amelânico e que apresenta, depois de 2 anos, uma tumoração na pálpebra inferior. RESULTADOS: Feita uma resseção da tumoração na pálpebra, depois de realizada uma biópsia que revela um melanoma amelânico e, posterior reconstrução com retalho cervicofacial. Estuda-se uma extensão da lesão, regional e sistêmica, encontrando-se uma recidiva nos referidos níveis. CONCLUSÃO: Trata-se de um tumor pouco frequente, agressivo, com capacidade de dar metástases regionais e sistêmicas e alta recorrência local, regional e à distância.

Palavras-chave: Melanoma amelanótico; Cavidade nasal; Metástase neoplásica; Reabilitação.

 

FACE I

P.P.T. Platysma Pinch Test na eleição das técnicas de ritidoplastia cervical

Julio Wilson Fernandes
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):34-36

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RESUMO

Introdução: A seleção das técnicas na ritidoplastia cervical está relacionada ao background e percepção do cirurgião, e a uma evidente subjetividade, decorrente da avaliação de cada paciente e suas expectativas. Método: A partir da observação das características de pescoços jovens e senis, o autor sistematizou um teste objetivo (P.P.T. - Platysma Pinch Test) para a eleição da técnica mais adequada para cada caso, entre o M.A.C.S. Lift, a Tração lateral de Fogli e as platismoplastias de Feldman e Labbé. O presente trabalho apresenta o P.P.T. e os resultados obtidos com as referidas técnicas. Resultados: Resultados satisfatórios foram obtidos com as 3 técnicas selecionadas pelo teste-protocolo proposto. No entanto, as pacientes com bandas platismais visíveis no pré-operatório, operadas pelas técnicas menos invasivas (M.A.C.S. Lift e Fogli) apresentaram possíveis indícios de futura recidiva, apesar da gratificante melhora obtida. Conclusão: O P.P.T. - Platysma Pinch Test tem sido útil no planejamento cirúrgico e na eleição da técnica de ritidoplastia cervical mais adequada para cada paciente.

Palavras-chave: Ritidoplastia; Pescoço; Músculos do pescoço; Cervicoplastia; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos.

 

Reconstrução de lesões extensas de pálpebras com retalhos de face após excisão de neoplasias palpebrais

Rodolfo Luis Korte; Chrystiano Campos Ferreira; Ana Elisa Kadri Castilho; Laryssa Fernanda Feitosa; Sarah Amanda Kuster Schereder
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):37-39

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RESUMO

Por apresentar uma pele fina e sensível, a pálpebra pode ser acometida por diferentes tipos de tumores de pele, sendo esses benignos ou malignos. Dependendo do tamanho da lesão, das camadas de pele afetadas e da extensão da área de excisão, são necessários retalhos cutâneos para reconstruí-la. A extensão dos tumores determinará qual a melhor forma de reconstrução. Esses devem ser eficientes em devolver a funcionalidade do tecido lesionado, bem como sua estética. No presente trabalho, quatro reconstruções são demonstradas em relação à eficiência na recuperação funcional e estética das pálpebras em ressecções extensas, identificadas pelo retalho médio-frontal, retalho V-Y e retalho de região temporal.

Palavras-chave: Neoplasias palpebrais; Reconstrução; Retalhos cirúrgicos.

 

Anatomia artística e opções técnicas na rinosseptoplastia

Julio Wilson Fernandes
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):40-42

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RESUMO

INTRODUÇÃO: A prática da rinosseptoplastia envolve uma percepção adequada e objetiva da "deformidade", uma adequada avaliação funcional do nariz, e uma idealização da beleza, baseada na anatomia artística, e no contexto das expectativas de cada paciente. MÉTODOS: O autor apresenta os mais frequentes aspectos da anatomia artística, relevantes para a rinoplastia, e as técnicas, táticas, e atitudes cirúrgicas que têm possibilitado a convergência, entre a referida anatomia e a obtenção de resultados estética e funcionalmente adequados na sua prática. RESULTADOS: Os narizes com alterações mínimas na ponta foram submetidos à rinoplastia convencional, enquanto os que necessitaram maiores intervenções foram submetidos a rinoplastia aberta, ambos com resultados igualmente satisfatórios. CONCLUSÃO: A anatomia artística tem sido uma importante contribuição ao sucesso das rinosseptoplastias, tanto na abordagem fechada como na aberta.

Palavras-chave: Nariz; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Cartilagens nasais; Osteotomia; Septo nasal.

 

Displasia fibrosa óssea fronto-orbital

Bruna Ferreira Bernert Varaschin*; Flávia David João de Masi ; Anne Karoline Groth ; Alfredo Benjamim Duarte da Silva; Renato da Silva Freitas; Maria Cecília Closs Ono
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):43-46

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Displasia fibrosa óssea (FD) consiste em uma desordem congênita do esqueleto que leva a um crescimento ósseo "benigno". A região órbito-craniana está envolvida em aproximadamente 20% dos casos de FD. Deformidades craniofaciais e cefaleia consistem nas principais formas de apresentação da FD craniofacial. O comprometimento visual é a sequela mais temida e mais potencialmente debilitante da FD. Descrevemos nossa experiência com uma série de 7 casos de displasia fibrosa óssea orbitária, e discutimos aspectos baseados na revisão da literatura sobre o tema. O tratamento da displasia fibrosa fronto-orbital ainda é rodeado de controvérsias entre abordagem radical ou mais conservadora. Alguns autores argumentam a favor do manejo radical com ampla ressecção das lesões, porém é inquestionável a maior possibilidade da ocorrência de sequelas em ressecções mais amplas. Nesse contexto, o manejo conservador, como remodelamento, mostra evolução aceitável em casos em que a ressecção ampla e reconstrução ocasionariam certamente maus resultados estético-funcionais. Cirurgia precoce para manejo de distúrbio sensitivo progressivo é recomendada a fim de evitar o prejuízo de uma descompressão tardia.

Palavras-chave: Displasia fibrosa óssea; Reconstrução; Crânio; Órbita; Osso frontal.

 

Abordagem cirúrgica em hemangioma cavernoso de lábio com deformidade da arcada dentária

Pedro Salomão Piccinini; Cristiano Duncan Aita; Geraldo Machado Filho; Rolando Mendoza Romero; Milton Paulo de Oliveira; Marcos Ricardo de Oliveira Jaeger
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):47-49

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RESUMO

Hemangioma é uma doença relativamente comum, com uma taxa de regressão espontânea alta. Em alguns casos, porém, como naqueles com efeito de massa sobre tecidos adjacentes, o tratamento deve englobar o uso de betabloqueadores ou cirurgia. Apresentamos um caso de paciente de 8 anos, com hemangioma do lábio superior com deformidade da arcada dentária superior.

Palavras-chave: Hemangioma; Hemangioma cavernoso; Neoplasias de tecido vascular; Dermatopatias vasculares; Malformações vasculares; Lábio.

 

Utilização da sutura reabsorvível em ácido polilático no remodelamento da face

Mariana Angelica Berardi Cioffi; Gabriela Diesel Silveira; Geraldo Machado Filho; Pedro Salomão Piccinini; Milton Paulo Oliveira; Marcos Ricardo de Oliveira Jaeger
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):50-52

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INTRODUÇÃO: Com o aumento na procura de tratamentos não invasivos para o rejuvenescimento facial, os fios de sustentação facial de material absorvível vêm se tornando uma opção considerável, já que podem ser utilizados em ambiente não hospitalar sob anestesia local. Podem ser utilizados em pacientes a partir dos 30 anos, com certa flacidez facial, que ainda não desejam procedimentos invasivos. O objetivo é demonstrar a utilização do fio de ácido polilático absorvível na reestruturação de elementos da face e comparar com os dados da literatura relacionada ao assunto. MÉTODOS: Paciente feminina, 48 anos de idade, com queixas de perda de definição do contorno da região da mandíbula. Não desejava se submeter a um procedimento cirúrgico por receio de parecer ter "rosto de operada". O procedimento foi executado no consultório sob anestesia local nos pontos de entrada da sutura, sendo utilizados dois fios de cada lado com 8 cones em cada extremidade. A tração dos fios é iniciada com o paciente semissentado, em posição confortável, de forma que ela mesma possa se observar, logo após a tração. RESULTADOS: A paciente demonstrou satisfação com o resultado obtido. Foi utilizado o teste FACE-Q para avaliação de resultados. Assim como a avaliação fotográfica comparativa com antes e depois do procedimento. As suturas de fios de ácido polilático no Brasil ficaram conhecidas pelo nome comercial - Silhouette®. Uma das principais vantagens do método não cirúrgico é o tratamento de sinais leves a moderados de envelhecimento facial e que ainda não possam ser submetidos a procedimentos mais invasivos, ou quando o paciente não deseja o estigma da cicatriz. Existem relatos de que estes fios podem estimular a produção de colágeno na face, mas ainda requer mais estudos sobre o tema. Apresenta um tempo de duração de resultados superior aos outros métodos minimamente invasivos disponíveis no mercado, e um índice de complicações relativamente baixo. CONCLUSÃO: O fio de ácido polilático permitiu o reposicionamento das estruturas da face na paciente avaliada. É um procedimento rápido, realizado em consultório, o que torna o método mais acessível comparado aos métodos cirúrgicos convencionais.

Palavras-chave: Face; Suturas; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Estética; Âncoras de sutura.

 

Reconstrução total de couro cabeludo: relato e experiência de dois casos

Estevão José Müller Uliano; Inara do Carmo Lucchese; Diego Fernando Villagra Avila; Mackerley Bleixuvehl de Brito; Zulmar Antonio Accioli de Vasconcellos; Jorge Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):53-55

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INTRODUÇÃO: O escalpelamento, ato de remover uma parte do escalpo, pode ser facilmente causado por diversos mecanismos como trauma, queimadura, infecção, ablação cirúrgica de tumores e lesões congênitas. Há diversas opções de reconstruções relatadas na literatura. OBJETIVO: Relatar dois casos de escalpelamentos atendidos e tratados em um Hospital Universitário. MÉTODOS: Os dois casos de escalpelamento foram tratados com enxerto autólogo em diversos tempos cirúrgicos até a total cobertura da área lesionada. RESULTADOS: Obteve-se resultado satisfatório após as cirurgias de enxertia de pele nas áreas lesionadas de ambos os casos tratados. CONCLUSÃO: O enxerto autólogo mostrou-se uma opção viável na reconstrução do couro cabeludo.

Palavras-chave: Reabilitação; Couro cabeludo; Face.

 

Experiência de tratamento cirúrgico de fraturas de côndilo mandibular extracapsular do Hospital do Trabalhador - Curitiba

Maria Cecília Closs Ono; Renato da Silva Freitas; Gilvani Azor Cruz; Flavia David João de Mais; Bruna Ferreira Bernert Varaschin; Dayne Raquel de Paula
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):56-58

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INTRODUÇÃO: As fraturas condilares possuem elevada incidência entre as fraturas mandibulares, sendo consideradas as fraturas mandibulares mais controversas, tanto em relação ao diagnóstico como ao tratamento. De acordo com a literatura, os resultados obtidos com o tratamento de fraturas condilares são satisfatórios, porém ainda permanece controversa a indicação cirúrgica ou conservadora. Este artigo apresenta uma revisão mais recente da experiência do Hospital do Trabalhador usando uma abordagem cirúrgica menos invasiva e viável para o tratamento cirúrgico aberto de fraturas condilares extracapsulares da mandíbula. MÉTODOS: Entre 2013 e 2018, 09 pacientes com fratura condílica extracapsular foram tratados cirurgicamente através da abordagem transparotídea minirretromandibular. Foram analisados dados pré e pós-operatórios dos pacientes. RESULTADOS: No pós-operatório não houve casos de infeção e não foram observados problemas com cicatriz. Durante o perioperatório, foi necessário mudança de plano cirúrgico de um paciente, devido à presença de sangramento. CONCLUSÃO: A experiência no Hospital do Trabalhador com a abordagem transparotídea minirretromandibular mostrou-se uma opção segura, devendo ser incluída como uma opção para o tratamento aberto de fraturas condilares extracapsulares da mandíbula.

Palavras-chave: Côndilo mandibular; Mandíbula; Fraturas mandibulares; Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos.

 

Tecido de granulação hipertrófico: série de casos tratados com ácido tricloroacético a 75%

Estevão José Müller Uliano; Diego Fernando Villagra Avila; Inara do Carmo Lucchese; Carlo Mognon Mattiello; Zulmar Antonio Accioli de Vasconcellos; Jorge Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):59-61

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O tecido de hipergranulação é definido como um excesso de tecido de granulação que ultrapassa a superfície do epitélio normal. Há diversos métodos para o tratamento. Os casos no presente estudo foram tratados com ácido tricloroacético (ATA) na concentração de 75%. OBJETIVO: Relatar uma série de 5 casos utilizando o ácido tricloroacético na concentração de 75% no tratamento do tecido de hipergranulação. MÉTODOS: As feridas com granulação hipertrófica de 5 pacientes foram tratadas com ATA 75%, os pacientes eram seguidos semanalmente no ambulatório de cirurgia plástica e o número de sessões variou conforme a evolução dos casos. RESULTADOS: Foram tratados 5 pacientes que apresentavam tecido de granulação hipertrófico, com total resolução do tecido hipertrófico após o tratamento com ATA 75%. CONCLUSÃO: A aplicação do ATA é um método prático, efetivo e de baixo custo no tratamento de feridas com tecido de hipergranulação.

Palavras-chave: Reabilitação; Face; Ácido tricloroacético.

 

Reconstrução imediata do couro cabeludo com retalho de transposição baseado na artéria temporal superficial pós-ressecção oncológica

Diego Fernando Villagra Avila; Inara do Carmo Lucchese; Estevão José Muller Uliano; Daniel Ongaratto Barazzetti; Zulmar Antonio Accioli de Vasconcellos; Jorge Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):62-64

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Os tumores mais comuns envolvendo o couro cabeludo incluem carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma maligno. A ressecção desses tumores pode causar defeitos variados e complexos. Há vários algoritmos para o tratamento desses defeitos. A reconstrução ideal irá depender da avaliação criteriosa de cada caso de acordo com diversos fatores. A técnica escolhida para a reconstrução deve priorizar o melhor resultado funcional e estético possível, com mínimo de morbidade do sítio doador. MÉTODOS: Relato de caso. Foram revisados o prontuário e os registros fotográficos de um caso de reconstrução imediata com retalho local após ressecção de tumor de couro cabeludo, e realizada revisão bibliográfica. RESULTADOS: Paciente foi submetido à ressecção de tumor de couro cabeludo e à reconstrução imediata com retalho local, com evolução favorável. CONCLUSÃO: Existem diversas opções para a reconstrução do escalpo, sendo o retalho local de transposição baseado na artéria temporal superficial, seguida de enxertia da área doadora, uma excelente opção de reconstrução do couro cabeludo.

Palavras-chave: Reabilitação; Neoplasias cutâneas; Carcinoma basocelular; Couro cabeludo.

 

Ressecção segura do dorso nasal

Felipe Bilhar Fasolin; Anna Luiza Melo Martins; Niveo Steffen; Bruno Della Mea Gasperin; Caroline Batistti; Pedro Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):65-66

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RESUMO

Rinoplastia é uma das cirurgias estéticas mais realizadas no Brasil, mas apresenta riscos reais de complicações. Ressecções do dorso nasal mal-sucedidas podem gerar problemas funcionais ou estéticos. Realizamos uma revisão de literatura acerca das técnicas essenciais para uma ressecção segura do dorso nasal. Dentre as mais publicadas, ressecções compostas ou por componentes foram as duas grandes vertentes, cada uma apoiada por nomes de peso da rinoplastia mundial. A rotina padronizada em cinco passos pareceu ser ideal dentro de um ambiente de ensino devido à ressecção óssea gradual realizada por raspas e pela reprodutibilidade do método de separação dos componentes do dorso nasal com uma abordagem individualizada de cada estrutura, sendo efetiva e segura ao mesmo tempo.

Palavras-chave: Rinoplastia; Cartilagens nasais; Septo nasal.

 

Nevo sebáceo de Jadassohn: relato de caso

Pedro Salomão Piccinini; Miguel Enrique Rivera Gómez; Mariana Angélica Berardi Cioffi; Gabriela Diesel Silveira; Milton Paulo de Oliveira; Marcos Ricardo de Oliveira Jaeger
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):67-69

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RESUMO

O nevo sebáceo de Jadassohn (NSJ) é um hamartoma congênito de estruturas cutâneas, localiza-se com maior frequência na região da cabeça e pescoço e apresenta-se como uma placa alopécica bem demarcada de cor amarelada. A natureza dos tumores secundários que surgem no nevo sebáceo e o risco de neoplasia maligna são questões controversas. O momento da excisão também é um assunto de debate, com alguns autores defendendo a excisão precoce e outros sugerindo que a excisão tardia é razoável. Apresentamos um relato de caso de um paciente de 12 anos com NSJ em escalpo, onde foi realizada uma excisão completa com fechamento primário com retalho duplo de avançamento.

Palavras-chave: Anormalidades congênitas; Hamartoma; Nevo sebáceo de Jadassohn; Nevo; Couro cabeludo.

 

Reconstrução microcirúrgica do terço médio da face

Pedro Henrique Gomes Casavechia; Anne Karoline Groth; Alfredo Benjamin Duarte; Maria Cecília Closs Ono; Bruno Legnani; Willian Itikawa
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):70-73

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Os defeitos craniofaciais e do terço médio da face após ressecção tumoral representam um grande desafio para os cirurgiões plásticos devido à complexidade das estruturas envolvidas, pela configuração tridimensional do defeito e pelo grande impacto funcional e estético que implicam. Portanto, a utilização dos transplantes microcirúrgicos tornou-se uma grande opção para as reconstruções envolvendo a região craniofacial. MÉTODOS: Análise retrospectiva de pacientes submetidos à ressecção de tumores da região craniofacial e que foram submetidos à reconstrução com retalhos microcirúrgicos no período de maio de 2012 a maio de 2017. RESULTADOS: O retalho microcirúrgico mais utilizado foi o retalho miocutâneo do músculo reto abdominal, com 50% dos casos. Os vasos faciais foram os mais utilizados para anastomose com 68,2% dos casos. E em 90,9% obteve-se sucesso do tratamento. CONCLUSÃO: Tendo em vista a magnitude do defeito residual após a ressecção tumoral, a reconstrução com retalhos microcirúrgicos apresenta-se como opção segura e com elevado índice de sucesso, devolvendo ao paciente a forma e função da região.

Palavras-chave: Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Mi-crocirurgia; Face.

 

Reconstrução do lábio inferior baseado na técnica de Karapandzic: descrição cirúrgica e relato de caso

Natália Biancha Rendó; Inara do Carmo Lucchese; Carlo Mognon Mattiello; Rogério Schutzler Gomes; Zulmar Antonio Accioli de Vasconcello; Jorge Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):74-76

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RESUMO

A técnica de Karapandzic foi introduzida, em 1974, para reconstrução de lábio inferior. É uma modificação do fan-flap de Gillies, um retalho em avanço em rotação composto de espessura total ao redor da boca. O movimento do retalho emprega rotação e avanço, enquanto ele é transferido para a região periférica da comissura oral para fechar o defeito. Esse método de reconstrução é empregado mais comumente na reconstrução de defeitos do lábio inferior e sua melhor indicação é a reconstrução dos defeitos centrais. Neste trabalho descrevemos a técnica de Karapandzic em um paciente com tumor de lábio inferior que compromete mais de 50% do mesmo.

Palavras-chave: Reabilitação; Retalhos cirúrgicos; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Lábio.

 

Angioedema facial em paciente submetido à lifting cervical: um relato de caso

Carlo Mognon Mattiello; Miguel Angel Rodriguez Silva; Caio Pundek Garcia; Natália Biancha Rendón; Zulmar Antonio Accioli de Vasconcellos; Jorge Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):77-80

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Pouco se sabe sobre os casos de angioedema pós-operatórios graves e muitas vezes essa entidade é de difícil diagnóstico e pode passar despercebida, com repercussões no desfecho dos pacientes. Dentre os diagnósticos diferenciais, estão o angioedema hereditário, angioedema não hereditário, alérfico, andioedema adquirido, idiopático. Diferenciar essas entidades é importante para que o tratamento seja rapidamente instituído e o paciente evolua de forma favorável. OBJETIVO: Relatar o caso de um paciente que desenvolveu angioedema de face grave após uma cirurgia de lifting facial. MÉTODOS: As informações foram obtidas por meio de revisão do prontuário, entrevista com a paciente, registro fotográfico e revisão da literatura. Resultados/Relato do Caso: Paciente feminino, 64 anos, submetida à cirurgia de lifting facial completo evoluiu com angioedema agudo no terceiro dia pós-operatório, com necessidade de suporte ventilatório. Inicialmente, o tratamento instituído foi com anti-histamínicos, glicocorticoides e adrenalina na suspeita de angioedema alérgico, porém, a paciente não teve melhora dos sintomas. Frente à suspeita de angioedema idiopático, iniciou-se terapia com plasma fresco congelado, quando houve melhora paulatina do quadro clínico. A paciente seguiu acompanhamento ambulatorial frequente. Teve como complicação do angioedema o sofrimento isquêmico do retalho retroauricular, necessitando de desbridamento, o qual foi deixado cicatrizar por segunda intenção. Atualmente, paciente encontra-se bem, sem quaisquer queixas. CONCLUSÃO: O cirurgião plástico deve estar alerta para complicações pós-operatórias como a descrita, pois a terapêutica deve ser iniciada com maior brevidade para melhores desfechos. A rápida evolução do caso nos atenta para a gravidade da complicação e necessidade do conhecimento desta entidade.

Palavras-chave: Angioedema; Angioedemas hereditários; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos cosméticos.

 

Malformação arteriovenosa facial: tratamento com embolização seletiva e ressecção cirúrgica

Nicolás Urroz; Denisse Hartwig; Tania Lena; Oscar Jacobo
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):81-83

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RESUMO

O tratamento de malformações arteriovenosas é complexo devido à alta taxa de recorrência e complicações. Este artigo descreve o tratamento interdisciplinar de uma malformação arteriovenosa na região frontal, em um paciente de 38 anos tratado no Hospital Universitário. MÉTODOS: Realizamos uma pesquisa bibliográfica e apresentamos um caso clínico diagnosticado de malformação arteriovenosa infiltrada. Foram avaliados o manuseio e tratamento necessários e as recorrências e complicações, avaliando os resultados no médio e longo prazo. RESULTADOS: O seguimento foi realizado por 39 meses e consistiu numa embolização seletiva com Onyx e ressecção de 90% da malformação, realizando reconstrução com autoenxerto parcial de pele. Observou-se uma melhora clínica evidente, com diminuição da massa tumoral, controle da dor, sem evidência de recorrência ou complicações, apresentando um bom resultado estético. CONCLUSÕES: Os sintomas e características das lesões são fatores importantes na elaboração do plano de tratamento. A embolização e a ressecção parcial permitem um controle aceitável da doença, maior conservação das estruturas nobres em malformações arteriovenosas infiltradas, com baixa taxa de complicações no médio e longo prazo.

Palavras-chave: Malformações vasculares; Malformações arteriovenosas; Embolização terapêutica; Terapia combinada; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos.

 

Utilização da cirurgia com margens cutâneas mínimas - cirurgia de Mohs - no tratamento das neoplasias malignas não melanocíticas de pele

André Valiente Nectoux; José Henrique Guimarães Floriani; Tassiana Amado de Paula; Thalia Nunes dos Santos; Gabriela Agne Magnus; Marcos Ricardo de Oliveira Jaeger
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):84-86

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RESUMO

O câncer de pele é a neoplasia maligna mais frequente no Brasil, sendo o carcinoma basocelular o mais prevalente. A área afetada por esta afecção é frequentemente local sensível à preservação tecidual. Durante o desenvolvimento do tratamento cirúrgico destas lesões, foram propostas abordagens que contemplavam esta característica, dentre elas, a cirurgia com margens cutâneas mínimas - cirurgia de Mohs - destaca-se pela efetividade de cura. Esta revisão visa abordar a factibilidade desta abordagem no Brasil. A cirurgia de Mohs apresenta efetividade de cura compatível com outras técnicas, tendo a superioridade da preservação de tecidos e tratamento definitivo imediato, ao passo que apresenta custo e complexidade de realização superiores.

Palavras-chave: Cirurgia de Mohs; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Carcinoma basocelular; Neoplasias cutâneas; Estética; Face.

 

Ritidoplastia no tratamento da paralisia facial secundária a lesão do nervo facial

Mariana Angelica Berardi Cioffi; Gabriela Diesel Silveira; Miguel Eenrique Rivera Gomez; Geraldo Machado Filho; Milton Paulo de Oliveira; Marcos Ricardo de Oliveira Jaeger
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):87-89

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RESUMO

INTRODUÇÃO: A paralisia facial periférica é uma doença relativamente comum, que pode deixar sequelas estéticas e funcionais. O nervo facial é o responsável pela mímica facial e lesões desse nervo produzem deformidades em graus variáveis. O tratamento da paralisia facial visa recuperar a simetria estática e dinâmica da face. OBJETIVO: Demonstrar a utilização da ritidoplastia como tratamento de paralisia facial por lesão de nervo facial em procedimento prévio e comparar com os dados da literatura relacionada ao assunto. MÉTODOS: Paciente feminina, hígida, caucasiana, que apresentava cirurgia de face 20 anos atrás, com consequente denervação parcial da hemiface esquerda. Com o envelhecimento, o lado enervado parcialmente apresentava mais flacidez. Queixava-se também da perda do contorno da face, dos dois lados, e da tristeza que este aspecto face lhe conferia. Foi-lhe indicada a ritidoplastia. RESULTADOS: O resultado foi avaliado considerando o teste de FACE-Q para avaliação de estética facial, e foi comparado as fotografias obtidas de antes. CONCLUSÃO: A harmonização facial requer habilidade técnica, rigoroso estudo da anatomia e sensibilidade artística para individualizar o objetivo cirúrgico conforme as necessidades e desejos do paciente. O desrespeito às técnicas cirúrgicas pode levar a danos permanentes ao paciente.

Palavras-chave: Face; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Ritidoplastia; Reabilitação; Paralisia facial.

 

Reconstrução de defeitos no couro cabeludo

Rolando Mendoza Romero; Amr Arikat; Geraldo Machado Filho; Cristiano Duncan Aita; Milton Paulo de Oliveira; Marcos Ricardo de Oliveira Jaeger
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):90-92

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RESUMO

O seguinte estudo mostra uma série de casos de 16 pacientes submetidos a tratamento cirúrgico de cobertura defeitos de couro cabeludo. É evidente que esse tipo de procedimento sempre foi um desafio para o cirurgião plástico, devido à região anatômica, características da pele ao redor ou motivo do defeito, os defeitos em couro cabeludo são de difícil reconstrução. Partindo dessa conclusão, optamos por tentar descrever as diferentes e melhores opções terapêuticas para os defeitos com características de maior prevalência, realizando finalmente um algoritmo como apoio no momento de escolha do cirurgião para à sua indicação terapêutica.

Palavras-chave: Reabilitação; Couro cabeludo; Retalhos cirúrgicos; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Neoplasias.

 

Reconstrução de orelha pós-amputação traumática: relato de caso

Juliane Ribeiro Mialski; Marcelus Vinicius de Araujo Santos Nigro; Larissa Dalla Costa Kusano; Guilherme Werle Ribeiro; Isabella Mauad Patruni; Ana Paula Trotta
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):93-94

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RESUMO

A amputação traumática do pavilhão auricular, seja total ou subtotal, acarreta sérios problemas estético-funcionais, de difícil manejo para o cirurgião plástico, e apresenta elevada incidência na última década. Relatamos um caso em que, após sofrer traumatismo com amputação por mordedura humana, é realizada reconstrução total do polo superior da orelha, com enxerto de cartilagem costal, em 3 tempos. Paciente evoluiu bem, com enxerto apresentando completa viabilidade no pós-operatório.

Palavras-chave: Reabilitação; Cartilagem da orelha; Pavilhão auricular.

 

O porquê da plicatura de smas como primeira opção em serviço de residência médica

Lucas Cunha de Andrade; Pedro Henrique Casavechia; Leilane Droppa Appel; Rafael Reston; Dayson Luiz Nicolau
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):95-97

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O lifting facial é uma cirurgia que continua em crescimento e há inúmeras opções de técnicas para sua execução. Devido à complexidade anatômica e cirúrgica destes procedimentos, o médico residente se depara com grande temor no aprendizado inicial de ritidoplastias. A plicatura do sistema musculoaponeurótico superficial da face (SMAS), por mobilizar menos tecido e ser em plano superficial a estruturas nobres, possibilita menos complicações e mesmo assim apresenta resultados satisfatórios aos pacientes. MÉTODOS: Levantamento de casos operados entre março a dezembro de 2016, avaliar o grau de satisfação das pacientes, por meio de questionário com pontuação, e descrever complicações encontradas no pós-operatório de pacientes. RESULTADOS: 17 dos 19 pacientes estavam satisfeitos (90%) com o resultado estético da cirurgia, sendo atribuída uma nota média dentre todos de 8,2 (muito satisfeitos). Como complicações, 3 evoluíram com hematoma (15%), 1 com necrose retroauricular (5%) e 1 com deiscência pós tragal (5%). CONCLUSÃO: A plicatura do SMAS é uma técnica segura, tem menor curva de aprendizado, baixa incidência de complicações e obtém um bom índice de satisfação pelos pacientes, sendo uma ótima opção de técnica para treinamento inicial de liftings faciais em serviço de residência médica.

Palavras-chave: Ritidoplastia; Face; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Estética; Rejuvenescimento.

 

Blefaroplastia inferior: reposicionamento versus ressecção da gordura orbital

Leilane Droppa Appel; Rafael Reston Viana; Pedro Henrique Casavechia; Lucas Cunha de Andrade; Dayson Luiz Nicolau
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):98-100

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RESUMO

INTRODUÇÃO: A área periorbitária demonstra alguns dos primeiros sinais de envelhecimento e a blefaroplastia adequadamente realizada é um dos procedimentos mais rejuvenescedores das cirurgias faciais, podendo ser realizada por diferentes técnicas cirúrgicas. MÉTODOS: Foram avaliados pacientes submetidos a duas diferentes técnicas de blefaroplastia inferior no Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Universitário Cajuru e no Hospital Santa Casa de Curitiba/PR no período de março de 2017 a janeiro de 2018 por meio dos resultados cirúrgicos, satisfação dos pacientes e complicações pós-operatórias. RESULTADOS: No grupo submetido à blefaroplastia inferior com reposicionamento da gordura periorbitária, o grau de satisfação foi excelente em 38,5%, muito bom em 38,5% e bom em 23%. No grupo submetido à blefaroplastia inferior somente com ressecção das bolsas de gordura em excesso, o grau de satisfação foi excelente em 30%, muito bom em 30%, bom em 30% e regular em 10%. Como complicações ocorreram hematoma, persistência das bolsas na pálpebra inferior, edema prolongado, assimetria de cicatriz e ectrópio. CONCLUSÃO: Tanto a técnica de reposicionamento das bolsas quanto a de ressecção dos coxins gordurosos na blefaroplastia inferior são eficazes se corretamente indicadas.

Palavras-chave: Blefaroplastia; Pálpebras; Rejuvenescimento; Estética; Satisfação do paciente.

 

Retalho músculo cutâneo de pálpebra superior para inferior com pedículo medial para correção de ectrópio

Dayane Raquel de Paula; Maria Cecília Closs Ono; Anne Karoline Groth; Alfredo Benjamim Duarte da Silva; Fabíola Grigoletto Lupion; Renato da Silva Freitas
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):101-103

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O ectrópio se caracteriza por uma eversão da margem palpebral, e é mais comum na pálpebra inferior. O processo de exposição ocular associado a esse quadro pode levar a sequelas graves, como a perda ocular. Muitos retalhos foram propostos para tratar esse quadro. Contudo, a taxa de recorrência pode ser alta, e quando o defeito se localiza na porção medial da pálpebra, ele se torna muito mais desafiador. Por isso, é fundamental que o cirurgião disponha de uma variedade de estratégias cirúrgicas para tratar adequadamente esses casos, definindo, em cada circunstância, qual a melhor técnica a ser adotada, entre as possibilidades disponíveis. O objetivo é apresentar o emprego do retalho miocutâneo de pálpebra superior para inferior, pediculado medialmente, como alternativa no tratamento de três casos de ectrópio MÉTODOS: Tratamento de pálpebra inferior com retalho miocutâneo de pálpebra superior para inferior, pediculado medialmente. Três casos pós-ressecção de lesão oncológica que evoluíram com ectrópio de pálpebra inferior (um deles já recidivado) e que foram trados com retalho miocutâneo de pálpebra superior para inferior, pediculado medialmente; nenhum dos 3 casos apresentou recidiva após essa abordagem proposta. CONCLUSÃO: O retalho miocutâneo de pálpebra superior para inferior com pedículo medial demonstrou-se uma opção viável, com resultado funcional e estético satisfatório, sem trazer grande prejuízo à área doadora e apresentando pele de cor, espessura e textura adequada à reconstrução da pálpebra inferior.

Palavras-chave: Ectrópio; Retalhos cirúrgicos; Pálpebras; Carcinoma; Reabilitação.

 

Utilização do músculo grácil da coxa como opção para a cobertura de defeitos ósseos na microssomia hemifacial: relato de caso e discussão da literatura

Geraldo Machado Filho; Mariana Angélica Berardi Cioffi; Rolando Mendoza Romero; José Henrique Floriani; Milton Paulo de Oliveira; Marcos Ricardo de Oliveira Jaeger
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):104-106

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RESUMO

A microssomia craniofacial (MCF) é a segunda anomalia craniofacial mais comum após a fenda lábio-palatina. O tratamento da MCF é complexo e envolve desde a traqueostomia e gastrostomia neonatal, passando pela correção ortognática e enxertos ósseos até o remodelamento das partes moles do crânio. Para deformidades maiores de partes moles, o retalho microcirúrgico tem se tornado carro-chefe no preenchimento da região da bochecha, pescoço e pré-auricular. O estudo apresenta descrição de técnica de reconstrução de partes moles com retalho microcirúrgico de músculo grácil em paciente com MCF. Paciente apresenta melhora importante da simetria facial imediata e de longo prazo, sem intercorrências pós-operatórias. As cicatrizes tanto da área doadora quando da abordagem facial ficaram satisfatoriamente posicionadas. O músculo transplantado não acarretará prejuízo funcional para a vida da paciente.

Palavras-chave: Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Paralisia facial; Microcirurgia; Assimetria Facial.

 

O papel das sombras e luzes na estética nasal

Bruno Della Méa Gasperin; Anna Luiza Melo Martins; Níveo Steffen; Felipe Bilhar Fasolin; Pedro Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):107-109

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RESUMO

A rinoplastia continua a ser um dos procedimentos cirúrgicos estéticos mais comumente realizados. O contorno de um nariz visualmente atrativo é criado a partir de linhas, sombras e luzes que recobrem o dorso, ponta e base nasal. O controle da anatomia de superfície nasal requer conhecimento amplo das estruturas subjacentes e de técnicas cirúrgicas capazes de modificá-las a favor da estética nasal.

Palavras-chave: Rinoplastia; Cartilagens Nasais; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos.

 

Avaliação funcional e estética da rinoplastia estruturada

Pedro Henrique Gomes Casavechia; Rogério Bittencourt; Mário Bongiolo; Lucas Andrade; Rafael Reston; Leilane Appel
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):110-113

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RESUMO

INTRODUÇÃO: A rinoplastia é reconhecida como um dos procedimentos mais desafiadores na cirurgia plástica. Na tentativa de alcançar melhores resultados estéticos e funcionais, este procedimento apresentou uma evolução muito grande nas últimas décadas. MÉTODOS: Estudo prospectivo com inclusão de pacientes submetidos à rinoplastia aberta estruturada no período de janeiro a dezembro de 2016. Os pacientes responderam ao questionário NOSE no período pré e pós-operatório acrescido do índice de satisfação no período pós-operatório. RESULTADOS: Foram realizadas 25 rinoplastias abertas no período proposto, sendo obtida melhora funcional e satisfação no âmbito estético em 92% dos pacientes. CONCLUSÃO: A avaliação funcional e estética quando realizada de forma subjetiva, demonstra bastante confiabilidade e validade para demonstrar os resultados da rinoplastia.

Palavras-chave: Qualidade de vida; Satisfação do paciente.

 

Retalho cervicofacial composto: uma alternativa para reconstrução facial

Natália Biancha Rendón; Pedro Henrique Ongaratto Barazzetti; Caio Pundek Garcia; Arthur Koerich D'avila; Zulmar Antonio Accioli de Vasconcellos; Jorge Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):104-116

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RESUMO

O câncer de pele é a neoplasia maligna mais comum, e a subclassificação não melanoma representa uma grande porcentagem dessa ocorrência. Frequentemente, as lesões acometem áreas do corpo diariamente expostas à radiação solar, sendo esse um dos principais fatores de risco para desenvolvimento tumoral. As áreas atingidas geralmente são profundas e extensas, o que exige do cirurgião plástico uma excelente técnica para reparos com esse grau de dificuldade. A face conta com uma complexa e densa rede vascular e nervosa, registrando inúmeras variações anatômicas, sendo que a secção de um feixe calibroso, por exemplo, do nervo facial, compromete a movimentação de toda uma hemiface e, consequentemente, compromete o resultado funcional e estético da cirurgia. Neste caso, apresentamos uma paciente com múltiplas tumorações em região da face, com biópsias prévias, resultando em CBC infiltrativo, com necessidade de ressecção e retalho para reconstrução do terço médio da face direita, associado a dorso e asa nasal esquerda. A escolha pelo retalho miocutâneo de avanço de face ou facelift baseou-se em uma maior segurança para redução de casos de isquemia e também por apresentar melhores resultados estéticos em comparação ao retalho cutâneo. A presença do SMAS intensifica o aporte sanguíneo ao retalho, decrescendo as taxas de complicação por eventos isquêmicos no retalho. Assim, com boa indicação, o retalho miocutâneo para reconstrução facial potencializa os resultados estéticos e funcionais finais da face do paciente, embora exija melhor técnica e maior conhecimento anatômico da região a ser tratada.

Palavras-chave: Retalhos cirúrgicos; Face; Reabilitação.

 

Reconstrução complexa de escalpo com retalho anterolateral da coxa microcirúrgico: relato de caso

Felipe Bilhar Fasolin; Angelo Syrillo Pretto Neto; Ronaldo Scholze Webster; Bruno Della Mea Gasperin; Flávio Maciel de Freitas Neto; Pedro Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):117-118

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Reconstruções de escalpo podem ser desafiadoras em casos com perda de grande extensão tecidual. São várias as opções cirúrgicas e elas devem ser empregadas de acordo com a complexidade do defeito. O presente artigo relata um caso de ampla perda tecidual de couro cabeludo, com exposição óssea, em que foi proposta a reconstrução com retalho anterolateral da coxa microcirúrgico. O procedimento ocorreu sem intercorrências e o paciente teve excelente recuperação pós-operatória. O retalho utilizado é muito versátil, possui um pedículo vascular muito seguro e pode recobrir extensas lesões, sendo uma ótima opção para reconstruções complexas de cabeça e pescoço.

Palavras-chave: Retalhos cirúrgicos; Retalho perfurante; Microcirurgia.

 

Tratamento cirúrgico da paralisia facial com ponte de nervo masseter e cantoplastia lateral: relato de caso e revisão da literatura

Flávio Maciel de Freitas Neto; Ronaldo Scholze Webster; Bruno Della Mea Gasperin; Leonardo Milanesi Possamai; Caroline Battisti; Pedro Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):119-121

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RESUMO

INTRODUÇÃO: A paralisia facial é uma afecção complexa, em que a morbidade afeta o paciente tanto clínica, com prejuízo estético e funcional, como psicologicamente. Tais alterações, quando presentes, afetam de forma profunda o cotidiano do paciente, bem com as relações interpessoais. OBJETIVO: Relatar um caso de tratamento cirúrgico de paralisia facial com ponte de nervo masseter e cantoplastia lateral, bem como o resultado clínico pós-operatório, discutindo com outras possibilidades terapêuticas cirúrgicas. MÉTODOS: Revisão de prontuário, descrição cirúrgica e registros fotográficos de um caso de paralisia facial, tratado cirurgicamente com retalho muscular de masseter ipsilateral e revisão na literatura médica de opções cirúrgicas para tratamento da patologia. Paciente feminina, parda, 36 anos, com paralisia de nervo facial a esquerda secundário a ressecção de tumor ponto cerebelar, associado a prejuízo de fechamento ocular e mímica facial. Resultados: Para correção da lagoftalmia, optou-se pela realização de uma cantoplastia lateral. No mesmo tempo cirúrgico, com vistas à correção da mímica facial, a porção distal do coto do nervo facial lesado foi reinervada com o nervo massetérico ipsilateral, ramo do nervo trigêmeo. CONCLUSÃO: A paralisia facial é uma afecção complexa, que necessita de um acompanhamento multidisciplinar entre cirurgiões, clínicos, psiquiatras, fisioterapêuticas, psicólogos e enfermeiros e tratamento individualizado, em que o paciente deve participar efetivamente das decisões em conjunto com a equipe médica, visando maior participação nas decisões e maior satisfação do paciente com o resultado final.

Palavras-chave: Paralisia Facial; Reabilitação; Microcirurgia.

 

Perfil dos casos de ectrópio em um centro de referência de tratamento oncológico

Dayane Raquel de Paula; Maria Cecília Closs Ono; Anne Karoline Groth; Alfredo Benjamim Duarte da Silva; William Itikawa; Renato da Silva Freitas
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):122-124

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O ectrópio é a alteração de mal posicionamento da pálpebra mais comum. A pálpebra e a região periocular são as áreas mais comumente afetadas pelos cânceres de pele - entre 5 e 10% dos cânceres de pele ocorrem nessa topografia. O ectrópio ocorre em 2,5 a 7% dos casos de remoção de lesões da pálpebra. Frequentemente, o tratamento do ectrópio vai requerer uma intervenção cirúrgica, e, infelizmente, a taxa de recorrência pode ser alta. Objetivo: Relatar a experiência de um centro de referência no atendimento de pacientes oncológicos no tratamento de casos de ectrópio. MATERIAIS E MÉTODO: Avaliação retrospectiva dos casos de ectrópio atendidos no nosso Serviço de Cirurgia Plástica e Reparadora do Hospital Erasto Gaertner, no período entre junho de 2012 e dezembro de 2017. RESULTADOS: Quarenta e sete casos de ectrópios foram levantados nessa pesquisa. A idade média dos pacientes foi de 67,65 anos. Vinte e oito pacientes do sexo feminino e 19 do sexo masculino. O tempo médio transcorrido entre a ressecção inicial e a cirurgia de correção do ectrópio foi de 27 meses. Sobre as neoplasias, 24 casos eram carcinoma basocelular, 16 casos de carcinoma espinocelular, 4 casos de melanoma e 1 caso de carcinoma de células de Merckel. Em 14 casos, houve necessidade de radioterapia adjuvante para o tratamento da neoplasia. Houve recidiva do ectrópio em 11 casos, sendo que em 4 deles havia história de radioterapia prévia. Entre estes mesmos 11 casos de recidiva, a reconstrução imediata foi feita pela própria equipe da Oncologia Cirúrgica em 8. CONCLUSÃO: A avaliação dos casos de ectrópio em centros de tratamento oncológico tem elementos muito relevantes que devem ser levados em consideração, como a equipe que realizará a reconstrução imediata e os casos em que será necessário complementar o tratamento com radioterapia. Esses dois elementos parecem, numa primeira análise, relacionados com aumento das taxas de recidiva.

Palavras-chave: Ectrópio; Carcinoma; Recidiva; Neoplasias palpebrais; Retalhos cirúrgicos.

 

A técnica de Webster Bernard modificada na reconstrução quase total do lábio inferior: casos clínicos

Tania Lena; Denisse Hartwig; Nicolás Urroz; Virginia Giachero; Oscar Jacobo
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):125-128

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O carcinoma labial é o tumor maligno mais frequente da cavidade bucal. Dentro destes, 80% corresponde ao carcinoma de células escamosas, cuja topografia mais frequente é o lábio inferior. Em casos localmente avançados, a morbidade da ressecção e reconstrução é alta, sendo um desafio para a equipe cirúrgica. Existem várias técnicas para reconstrução do lábio inferior que dependem principalmente do tamanho e topografia da lesão. Uma técnica clássica para defeitos totais ou quase totais é a de Webster Bernard bilateral, que consiste em retalhos miocutâneos de avanço da bochecha, com ressecção de triângulos de Burrow e reconstrução do vermelhão com retalhos de mucosa jugal. As modificações desta técnica preservam a inervação do músculo orbicular e, portanto, reconstituem a morfologia semelhante ao lábio, preservando a função do esfíncter, com um resultado estético aceitável. MÉTODOS: São apresentados dois casos clínicos de pacientes com carcinomas de células escamosas do lábio inferior, estágio T2 de acordo com a American Joint Committee on Cancer (AJCC) 2010, tratados no ano de 2017 no Hospital Universitário de Montevidéu, Uruguai, em que a ressecção e reconstrução oncológica foram realizadas com a técnica de Webster Bernard bilateral modificada e realizado um seguimento de 10 meses. RESULTADOS: Em ambos os casos foram alcançados resultados morfologicamente aceitáveis, com boa funcionalidade do esfíncter, abertura bucal e sensibilidade, e com um resultado aceitável de cicatrizes. CONCLUSÃO: A técnica de Webster Bernard é um procedimento clássico para grandes defeitos do lábio inferior, ainda em vigor apesar das múltiplas técnicas que emergiram nos últimos anos, incluindo as microcirúrgicas. A nossa experiência, coincidindo com a bibliografia analisada, mostrou um resultado morfológico, funcional e estético aceitável.

Palavras-chave: Lábio; Reabilitação; Carcinoma de células escamosas.

 

Uso de poliglactine mesh 910 para o reconstrução de defeitos na asa nasal

Virginia Giachero; Tania Lena; Malena Scarone; Juan Silva; Denisse Hartwig; Oscar Jacobo
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):129-132

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RESUMO

A reconstrução de defeitos da asa do nariz pode gerar estenose ou falha da válvula nasal, com a consequente obstrução respiratória. A reconstrução do defeito requer o uso de um método de suporte para evitar esse colapso. O uso de enxertos de cartilagem é a técnica mais conhecida e foi a primeira a ser descrita para a reconstrução, assim como para o tratamento do colapso primário idiopático. Posteriormente, o uso de múltiplos materiais sintéticos foi publicado. Os autores propõem o uso da malha poliglactina 910 (Vicryl®) como material de suporte na reconstrução da asa do nariz. Ele atua como um guardião temporário durante o processo de cicatrização, permitindo o suporte dos tecidos na posição adequada e com a segurança necessária para evitar colapso inspiratório e retração de cicatrizes. A técnica cirúrgica é descrita em relação a 9 pacientes, com seguimento de 12 meses. A avaliação foi realizada pesquisando retrospectivamente o resultado morfológico, com exame físico e registro fotográfico e em vídeo. O resultado funcional foi avaliado pela permeabilidade da via aérea percebida pelo paciente e pelo cirurgião plástico. Um bom resultado morfológico e funcional foi encontrado em todos os casos, tanto aos 3 como aos 12 meses e sem complicações. A malha de poliglactina 910 tornou-se um bom meio de suporte estrutural nos defeitos de cobertura da asa do nariz, por isso, poderia ser considerada uma alternativa acessível e de baixo custo neste tipo de reconstrução.

Palavras-chave: Obstrução nasal; Procedimentos cirúrgicos nasais; Poliglactina 910; Neoplasias nasais; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos.

 

MEMBRO SUPERIOR E INFERIOR

Evolução e avaliação de 2 pacientes submetidos a reimplante total de membro superior. um de Porto Alegre em 1968 (primeiro reimplante do brasil - meio século) e outro de Bruxelas em 1980

Jorge Bins Ely; Osvaldo João Pereira Filho; Paulo Roberto da Silva Mendes; Kuang Hee Lee; Zulmar Antonio Accioli de Vasconcellos
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):133-135

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RESUMO

Maltt (1962) realizou o primeiro reimplante de braço em Boston e Ch'em (1963) reimplantou um antebraço em Shangai. O diâmetro dos vasos era maior que 2mm e os fios para sutura eram normais. Harry Buncke publicou 2 trabalhos em 1966, um com coelhos e outro com macacos. Ambos com utilização de microscópio e realizou reimplantes de orelha e polegar, respectivamente, com sucesso. Este trabalho apresenta 2 casos de reimplantes totais de membros superiores, um realizado no Brasil e outro na Bélgica. No primeiro reimplante de mão realizado com sucesso no Brasil, ocorrido em 1968 em Porto Alegre, Hospital Moinhos de Vento, pelo professor Jorge Fonseca Ely, S. Castellani, J. Bins Ely. Na Bélgica em 1980 em Bruxelas, Hopital Saint Luc, Prof. J.J. Rambouts, J. deFays, J. Bins Ely, A. deConinck e A. Vincent reimplantaram um braço. Em ambos os casos as cirurgias foram longas e a microcirurgia foi fundamental. Foi utilizado microscópio e técnica microcirúrgica. No caso brasileiro [50 anos depois], o paciente trabalha em construção civil utilizando sua mão amputada como sua mestra, tendo em vista ter perdido do os 3 primeiros dedos da mão esquerda no mesmo acidente. No caso belga [38 anos depois] o paciente trabalha na triagem de cartas no correio. Ambos os casos foram publicados, mas essa avaliação tardia fazia-se necessária. Documentação fotográfica apresentada. Nos 2 casos apresentados houve evolução favorável com retorno à mobilidade da grande maioria dos movimentos, com exceção da oponência do polegar. Na sensibilidade e propriocepção houve recuperação praticamente total.

Palavras-chave: Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Extremidades; Evolução Clínica

 

Neurofibromatose: relato de caso

Inara do Carmo Lucchese; Diego Fernando Villagra Avila; Estevão José Muller Uliano; Leandro Soares Grangeiro; Zulmar Antonio Accioli de Vasconcellos; Jorge Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):136-137

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RESUMO

Os autores relatam um caso de neurofibromatose em um paciente que desenvolveu uma volumosa tumoração lombar, alertando para as variações clínicas desta afecção.

Palavras-chave: Neurofibromatoses; Neurofibroma; Neoplasias.

 

Correção de área de afundamento da pele consequente a deformidade em varo do joelho: relato de caso

Cristiano Duncan Aita; Miguel Enrique Rivera Gómez; Geraldo Machado Filho; Mariana Angelica Berardi Cioffi; Milton Paulo de Oliveira; Marcos Ricardo de Oliveira Jaeger
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):138-142

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RESUMO

Os defeitos de volume dérmico, áreas afundadas da pele ou cicatrizes atróficas, podem ser abordadas com diferentes opções de tratamento, como os preenchedores biodegradáveis ou temporais, ou enxertos autólogos como o enxerto gorduroso. Porém, quando o procedimento está associado a leito manipulado, e quando a escassez financeira no sistema de saúde é uma limitante, o leque de possibilidades diminui e a tomada de decisão se torna um verdadeiro reto para o cirurgião plástico. Apresentamos um relato de caso de uma paciente de 12 anos portadora de deformidade em varo do joelho esquerdo associada a região de depressão da pele próxima ao joelho. Foi realizada a correção da área afundada utilizando desepidermização do leito operatório (enxerto dérmico in situ).

Palavras-chave: Genu varum; Reabilitação; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Cicatriz; Cicatrização.

 

Uso de matriz sintética e biológica em reconstrução mamária imediata

Evandro Luiz Mitri Parente; Carlo Mognon Mattiello; Miguel Angel Rodriguez Silva; Jorge Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):141-144

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RESUMO

INTRODUÇÃO: No Brasil e no mundo, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres. De todos os casos, aproximadamente, 20 são submetidos à reconstrução imediata. Desde que foi realizada pela primeira vez, a reconstrução mamária teve aprimoramentos, variando de uso de tecidos autólogos, expansores, implantes mamários e mais recentemente o uso de matrizes dérmicas e sintéticas. OBJETIVO: Relatar a experiência do autor com uso de matriz sintética e biológica na reconstrução mamária imediata. MÉTODOS: Análise descritiva dos dados por meio de revisão de prontuário; foi avaliado o perfil epidemiológico das pacientes e os resultados estético-funcionais, além das complicações. RESULTADOS: Foram analisadas 4 pacientes que foram submetidas à mastectomia por câncer de mama e reconstrução imediata em estágio único com uso de implantes mamários e matriz dérmica. A idade de 37,25 ± 8,53 anos, o tipo de câncer de mama prevalente foi carcinoma ductal invasor 2 (66,6%), em todos 3 casos com neoplasia foi realizada mastectomia radical (skin sparing), todas pacientes pós-mastectomia foram submetidas à colocação de prótese submuscular, uma delas colocou expansor e 2 implante mamário, perfil moderado, cujo tamanho variou de 330ml a 475ml. Do total, 3 pacientes usaram a matriz dérmica sintética absorvível (Gore®) e 1 paciente a matriz biológica de origem porcina (Strattice®); a indicação do uso da matriz foi principalmente para compor o revestimento e dar sustentação ao polo inferior da prótese. Apenas 1paciente fez radioterapia pós-operatória como terapia adjuvante devido a características patológicas da neoplasia que aumentavam risco de recorrência local; 2 delas fizeram quimioterapia perioperatória. Uma paciente apresentou seroma pós-operatório (subgrupo da tela sintética Gore®), que foi resolvido com punção simples. Não houve outras complicações como hematoma, extrusão ou infecção da prótese e matriz dérmica. Em todas pacientes, foram obtidos resultados satisfatórios (avaliação subjetiva). CONCLUSÃO: O uso de matriz dérmica do Brasil é incipiente, porém promissor. Acreditamos que o uso dessa tecnologia é importante num grupo de pacientes cuidadosamente selecionado para que o custo-benefício seja favorável. A experiência do autor mostra bons resultados. Para avaliação da incidência/complicação, necessitamos mais casos e maior seguimento.

Palavras-chave: Reabilitação; Mamoplastia; Mastectomia.

 

Variação da técnica ninfoplastia com uso de haste metálica para maior simetria

Paulo Roberto da Silva Mendes; Carlo Mognon Mattiello; Miguel Angel Rodriguez Silva; Gustavo Palmeiro Walter; Jorge Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):145-147

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O rejuvenescimento vaginal e a labioplastia vêm crescendo em popularidade entre pacientes e cirurgiões plásticos. A preocupação da mulher com o aspecto da genitália não é um problema meramente estético e muitas pacientes buscam tratamento por dificuldades funcionais e psicológicas associadas. Há diversas técnicas descritas com suas variações, sendo atribuída ao cirurgião a escolha da melhor técnica para cada caso. OBJETIVO: Relatar uma variação da técnica de excisão simples para correção da hipertrofia dos pequenos lábios, utilizando instrumento cirúrgico desenvolvido pelo próprio autor, com intuito principal de manter a simetria da genitália. MÉTODOS: Descrição da técnica utilizando haste aço inoxidável, de 1 mm de espessura e 17 cm de comprimento, para realização de labioplastia. Todos os casos eram oriundos do Sistema Único de Saúde e avaliados e operados pelo Serviço de Cirurgia Plástica e Queimados do Hospital Universitário (HU) da UFSC no período fevereiro 2012 até março 2017. Todas foram operadas sob anestesia geral ou bloqueio regional. As pacientes foram avaliadas no pós-operatório quanto à simetria, satisfação e complicações. RESULTADOS: Foram selecionados e operados um total de 15 pacientes. A média de idade foi 34,4 anos, o índice de massa corporal (IMC) foi 21,8, o tempo médio de seguimento foi 32 meses. De maneira geral, tivemos bons resultados estéticos, principalmente no que concerne à simetria - pela avaliação subjetiva do cirurgião e dos pacientes - com baixo índice de complicações. CONCLUSÃO: A labioplastia utilizando a haste metálica como guia permitiu a obtenção de bons resultados estéticos (simetria, sem alterações da pigmentação) e funcionais, resultando em boa satisfação tanto dos pacientes quanto da equipe médica, podendo ser ferramenta útil nessas cirurgias.

Palavras-chave: Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Clitóris; Vulva.

 

Síndrome de bandas aminióticas: relato de caso

Karols Tatiana Vila Claro; Ciro Paz Portinho; Jorge Luís Hoyos Ramirez; Juan Jose Cubilla; Marcus Vinicius Martins Collares; Rochele Bampi; Javier Zaiek Papaterra; Diego Paluszkiewicks Dullius
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):148-149

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RESUMO

A síndrome de bandas amnióticas é uma patologia congênita infrequente com variada forma de apresentação clínica. Sua incidência é estimada em cerca de 1:1.200 a 1:15.000 nascidos vivos. O acometimento das extremidades é o mais frequente. O tratamento para as apresentações sintomáticas é cirúrgico, com ressecção da banda e reconstrução da pele e subcutâneo, até amputações. Salvar os membros acometidos pelas constrições anulares e garantir a funcionalidade dos mesmos deve ser preocupação básica. O objetivo deste estudo foi relatar um caso de uma criança com síndrome de bandas amnióticas no membro inferior direito, sendo tratada num tempo cirúrgico. O paciente evoluiu de forma satisfatória com o tratamento instaurado.

Palavras-chave: Síndrome de bandas amnióticas; Anormalidades congênitas; Constrição patológica.

 

Mamoplastia com montagem multiplanar centrípeta baseada na proporção áurea

Osvaldo João Pereira Filho; Jorge Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):150-152

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RESUMO

O propósito desse estudo é planejar a mastopexia e a redução mamária baseado na proporção divina, representada pela letra phi, com a montagem multiplanar centrípeta convergente em múltiplas camadas. Essa estratégia baseia-se na constância do sulco submamário, orienta-se pelos ramos de um triângulo com vértice no umbigo abrindo-se em direção à articulação acrômio-clavicular. Esse triângulo funciona como um ponto de fuga que orienta a ressecção horizontal e vertical da mama, bem como a montagem convergente. A estratégia foi investigada em 265 pacientes (n = 530 mamas). A média de idade dos pacientes foi de 36 anos. O período do segmento pós-operatório variou de 6 meses a 3 anos.

Palavras-chave: Mamoplastia; Reconstrução Mamária; Cirurgia Plástica; Proporção Áurea

 

Acidente traumático do membro superior devido à máquina laminadora: 2 casos clínicos

Melizza Colello; Natalia Cortabarría; Noel Fraga; Jesús Manzani
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):153-155

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RESUMO

INTRODUÇÃO: No Uruguai, o uso da sobadora ou laminadora, uma máquina usada na indústria gastronômica, é frequente. Devido ao grande número de acidentes desta natureza, nos últimos anos essas máquinas foram melhoradas com interruptores de segurança, reduzindo o número de pacientes afetados. No entanto, hoje, ainda há protetores desprotegidos, além do uso inadequado por trabalhadores, causando esse tipo de trauma. É um acidente de trabalho que gera alterações anatômicas funcionais da mão e/ou do resto do membro superior, gerando sequelas e incapacidade em maior ou menor grau, bem como trauma de grande magnitude que pode colocar em risco a vida do paciente. OBJETIVO: Conhecimento desta afecção frequente em nosso meio, análise do mecanismo de lesão, tratamento e reabilitação, com base em 2 casos clínicos. MÉTODOS: Detalharemos 2 pacientes com seu quadro clínico e enfrentar terapêutica. Caso número 1, paciente de 25 anos, mão direita, trabalhador manual, sofre traumatismo aberto, com ferida na palma da mão direita, em seguida, eminência e primeiro segmento de polegar. Paciente do caso número 2 de 27 anos, sem antecedentes pessoais, destro, sofre traumatismo aberto na mão direita, com degloving na parte de trás e palma da mão. RESULTADOS: O paciente número 1 sofreu osteossíntese estável com as unhas de Kirschner, o reparo de planos de cobertura, que exigiu o autoenxerto. Imobilização por 4 semanas, com posterior reabilitação. O paciente número 2 sofreu osteossíntese com as unhas de Kirschner e o fechamento direto da ferida. Ele apresenta no pós-operatório sofrimento de planos de cobertura que requer autoenxerto. Imobilização por 4 semanas, com posterior reabilitação. CONCLUSÕES: O uso da sobadora é comum no Uruguai; seu manuseio pode causar lesões no nível do membro superior, com severidade variável. Seu mecanismo de lesão depende de vários fatores e consiste em 3 forças, atração, fricção e avulsão. O tratamento deve ser precoce, com uma adequada reabilitação posterior, a fim de obter bons resultados.

Palavras-chave: Ferimentos e lesões; Traumatismos da mão; Fios ortopédicos; Enxerto osso-tendão patelar-osso.

 

Utilização do retalho microcirúrgico do músculo grande dorsal para a reconstrução da mão torta congênita

Cristiano Duncan Aita; Rolando Mendoza Romero; José Henrique Floriani; Pedro Salomão Piccinini; Milton Paulo de Oliveira; Marcos Ricardo Oliveira Jaeger
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):156-158

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RESUMO

A reconstrução do segmento distal do antebraço, sobretudo a região do punho, pode representar um grande desafio. A Mão Torta Radial (MTR) é uma deficiência longitudinal congênita do rádio que varia desde uma hipoplasia até a ausência completa deste osso longo, com consequente desvio da posição normal dos ossos do carpo, o que confere ao indivíduo uma posição antifuncional e prejuízo na aquisição da pinça digital. A reparação do defeito ortopédico impõe a exposição dos ossos do punho, tendões e eixo vascular. O presente relato demonstra a utilização do retalho microcirúrgico do músculo grande dorsal para a cobertura das estruturas profundas da região do punho na criança.

Palavras-chave: Retalhos cirúrgicos; Reabilitação; Microcirurgia.

 

TRONCO I

Mastectomia Contralateral Profilática (CPM) - quebra de paradigma no tratamento cirúrgico do câncer mamário

Jorge Bins Ely; Osvaldo João Pereira Filho; William Seidel; Paulo Roberto da Silva Mendes; Kuang Hee Lee; Zulmar Antonio Accioli de Vasconcellos
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):159-161

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RESUMO

Halsted (1884) descreveu a mastectomia e Patey (1948) preconizou cirurgia menos mutilante. Em 1962, foi o ano de lançamento das próteses de silicone que revolucionaram a história da cirurgia plástica. A simetria é quase tudo. A reconstrução imediata aumentou muito, parcialmente pela demanda das pacientes. A importância das mamas ultrapassa a amamentação, a feminilidade é vital. Foram relacionadas técnicas cirúrgicas utilizadas nos diferentes tipos de abordagem em mastectomias/reconstruções. Técnicas cirúrgicas da retirada do tumor (dependendo do estadiamento TNM), de tumorectomia/lumpectomia até mastectomias radicais. As reconstruções com retalhos dorsais e do muscular grande dorsal – com e sem pele; retalho muscular do reto abdominal TRAM (transversal) e VRAM (vertical); retalhos toracoabdominal; retalhos microcirúrgicos. A bipartição foi abandonada. As reconstruções com material heterólogo - matrix dérmica acelular, são relatadas. O "luto cirúrgico" é abordado como período "importante" entre a mastectomia e a reconstrução. Apresentados dados do Serviço de Cirurgia Plástica e Queimados do Hospital Universitário/UFSC comparados com diversas publicações de Salzberg e Pusic. Por que não indicar a mastectomia contralateral preventiva (CPM) nos casos de câncer mamário com comprovação anatomopatológica (parafina)?

Palavras-chave: Mastectomia; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Neoplasias da mama.

 

Deiscência do complexo areolomamilar pós-mamoplastia redutora - quando e como abordar essa complicação

Caroline Battisti; Felipe Fasolin; Bruno Gasperin; Leonardo Possamai; Ronaldo Scholze Webster; Pedro Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):162-163

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Necrose do complexo areolomamilar (CAM) tem sido relatada em 2% dos casos das mamoplastias redutoras e em 1% dos casos de mastopexia. Relato de um caso de reconstrução de CAM pós-deiscência de mamoplastia redutora e, com isso, revisar a literatura e discutir as causas dessa complicação e maneiras de solucioná-la. RESULTADOS: paciente foi submetida e evoluiu com deiscência importante em mama esquerda e necrose do CAM. Optou-se por reconstrução com enxerto de pele total proveniente da virilha para reconstrução da aréola e enxerto de mamilo contralateral. DISCUSSÃO: O leito receptor sadio, com uma boa circulação arterial e drenagem venosa, é essencial para o sucesso da reconstrução do CAM. CONCLUSÃO: A prevenção da necrose do CAM deve ser parte da rotina cirurgia, estando atento para sinais de isquemia ou congestão venosa o mais precoce possível, a fim de tomar as medidas necessárias para evitar essa complicação indesejada.

Palavras-chave: Complicações pós-operatórias; Mamilos; Mamoplastia; Necrose.

 

Reconstrução torácica em paciente com Síndrome de Moebius

Gabriela Diesel Silveira; Mariana Angelica Berardi Cioffi; Miguel Enrique Rivera Gomez; Geraldo Machado Filho; Milton Paulo de Oliveira; Marcos Ricardo de Oliveira Jaeger
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):164-166

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RESUMO

A síndrome de Moebius é uma doença rara que em alguns casos está associada à malformação da parede torácica, ocasionando complicações respiratórias secundárias à assimetria torácica, tais como respiração paradoxal e restrição ventilatória. Os retalhos mais comumente utilizados são os musculares e musculocutâneos de grande dorsal, peitoral maior, serrátil anterior, reto abdominal e oblíquo externo; assim como retalhos microcirúrgicos. Os retalhos musculares, como o grande dorsal, trazem tecido bem vascularizado para a área reconstruída. O retalho grande dorsal é versátil e confiável para as reconstruções torácicas devido a sua vascularização e capacidade de reconstrução em defeitos situados na parede torácica anterior e lateral. O objetivo deste trabalho é relatar a técnica cirúrgica utilizada para reconstrução torácica com alinhamento de arcos costais em um paciente com síndrome de Moebius.

Palavras-chave: Reabilitação; Retalhos cirúrgicos; Toracoplastia.

 

Exame anatomopatológico de rotina em mamoplastia redutora: análise de resultados

Luciane Biancon Gemelli; Juliana Rufini Isolani; Vanessa Gaissler
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):167-170

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RESUMO

INTRODUÇÃO: A mamoplastia redutora é uma das cirurgias mais realizadas em Cirurgia Plástica. A análise anatomopatológica rotineira dos espécimes resultantes é objeto de frequente debate quanto à incidência de achados e ao seu custo-benefício. Objetivou-se nesse estudo determinar a incidência dos achados anatomopatológicos correlacionando-os com faixa etária e peso dos espécimes. MÉTODOS: Análise retrospectiva de prontuários de 47 pacientes operadas em um centro único no período de 2 anos. RESULTADOS: 29,28% das pacientes apresentaram alterações mamárias não proliferativas, 14,9% alterações proliferativas sem atipia, 4,3% alterações proliferativas com atipia e uma apresentou carcinoma (2,1%). Foi encontrada tendência de elevação dos achados com aumento da idade e peso dos espécimes. CONCLUSÕES: Foi possível encontrar alta frequência de alterações nos exames, evidenciando a relevância de ampliar o estudo para futuras correlações e categorização das pacientes em grupos de risco.

Palavras-chave: Neoplasias da mama; Patologia cirúrgica; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Mamoplastia.

 

Avaliação da qualidade de vida em pacientes submetidas à reconstrução mamária no Mutirão Nacional da SBCP ano de 2016 em Santa Catarina

Caio Pundek Garcia; Daniel Ongaratto Barazzetti; Natália Biancha Rendón; Evandro Luiz Mitri Parente; Zulmar Antonio Accioli de Vasconcellos; Jorge Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):172-175

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RESUMO

INTRODUÇÃO: A reconstrução mamária tem por objetivo restabelecer a estética corporal e melhorar a autoimagem da paciente. OBJETIVO: O presente estudo analisa a qualidade de vida em pacientes submetidas à reconstrução mamária no mutirão nacional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) ano de 2016, em Santa Catarina. MÉTODOS: Estudo transversal, descritivo, de uma série do Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago HU/UFSC de cirurgias reconstrutivas pós-mastectomia. A qualidade de vida foi avaliada pelo questionário WHOQOLbref proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Resultados: Pontuação total de 65,71 na escala de 0-100 para o grupo pesquisado. O domínio psicológico apresentou maior pontuação (71,81) e o domínio ambiente, a pior pontuação (60,31). Sobre as melhores pontuações temos: mobilidade (82,86), autoestima (82,81), ambiente do lar (77,86) e espiritualidade/religião/crenças pessoais (75,71). CONCLUSÃO: Reconstruir a mama possibilita à mulher mastectomizada ou com indicação de mastectomia incorporar ao tratamento do câncer de mama conceitos de qualidade de vida, de integridade, com preservação da autoimagem e, consequentemente, um processo de reabilitação menos traumático, trazendo benefícios físicos, psicológicos e sociais.

Palavras-chave: Qualidade de vida; Mamoplastia; Mastectomia; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos.

 

Tratamento da hipertrofia de pequenos lábios vaginais na adolescência - experiência atual do Hospital da Criança Santo Antônio da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre

Caroline Battisti; Leonardo Milanesi Possamai; Flavio de Freitas Neto; Felipe Bilhar Fasolin; Paulo Eduardo Krauterbluth Solano Junior; Pedro Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):175-177

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RESUMO

INTRODUÇÃO: A hipertrofia dos pequenos lábios vaginais, na maior parte dos casos, tem etiologia congênita, porém pode se desenvolver com o envelhecimento e após o uso de hormônios ou quadros de inflamação cutânea crônica. O objetivo é descrever três casos de pacientes com hipertrofia de pequenos lábios vaginais submetidas ao tratamento cirúrgico e revisão da literatura. MÉTODO: Foi realizada a revisão dos prontuários das pacientes e a revisão bibliográfica foi efetuada na base de dados PubMed. RESULTADOS: As pacientes foram avaliadas no ambulatório de Cirurgia Plástica Pediátrica do Hospital da Criança Santo Antônio da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, sendo proposto o tratamento cirúrgico. A técnica cirúrgica utilizada foi a descrita por Gary J Alter, em 2008. CONCLUSÃO: As pacientes podem apresentar importante dano psicológico associado à baixa autoestima; assim, o tratamento cirúrgico pode ser uma boa opção terapêutica após criteriosa avaliação ambulatorial.

Palavras-chave: Adolescente; Genitália feminina; Hipertrofia.

 

Implante no plano subfascial: revisão da literatura

Flávio de Freitas Neto; Michel Pavelecini; Bruno Blaya Batista; Felipe Bilhar Fasolin; Caroline Battisti; Pedro Bins Ely
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):178-180

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Atualmente, na literatura científica faltam evidências para comparação tanto do plano de inclusão quanto do local da incisão e do tipo de implante mamário. Sabemos que existem planos de inclusão para implante mamário, como o subglandular, submuscular, subfascial e também o duplo-plano. OBJETIVO: O objetivo deste trabalho foi analisar na literatura existente as evidências científicas que comparassem os planos subglandular e o plano subfascial para a analisar se há realmente diferença clínica e estatisticamente significativa entre eles. MÉTODOS: Foi realizada uma revisão bibliográfica usando a base de dados PubMed com o objetivo de realizar uma revisão das evidências científicas disponíveis a respeito do plano de inclusão subfascial. RESULTADOS: Analisamos os artigos disponíveis na literatura que eram compatíveis com os critérios de inclusão, foram selecionados 13 artigos que faziam menção ao plano subfascial e, desses, apenas três faziam comparação entre os planos de inclusão. Não encontramos evidências científicas que comprovem a superioridade do plano subfascial sobre os demais tanto em relação à taxa de complicações quanto ao grau de satisfação das pacientes nos artigos selecionados. CONCLUSÃO: No momento, não existe evidência científica que comprove a superioridade do plano subfascial em relação aos demais, tanto em relação à taxa de complicações quanto ao grau de satisfação das pacientes. Assim, novos estudos são necessários para adequada comparação dos planos.

Palavras-chave: Implante Mamário; Mamoplastia; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos.

 

Epidemiologia dos pacientes queimados no contexto de agressão interpessoal admitida no centro nacional de pacientes com queimaduras (CE.NA.QUE), Hospital de Clínicas, Montevidéu - Uruguai

Georgina de Angelis; Gabriel Otormin; Oscar Jacobo
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):181-183

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RESUMO

O objetivo é descrever o perfil epidemiológico dos pacientes admitidos no CENAQUE com queimaduras causadas por terceiros no contexto da violência interpessoal. MÉTODOS: Estudo epidemiológico, retrospectivo e descritivo, realizado com base na análise dos registros médicos dos pacientes admitidos no CENAQUE no período compreendido entre 1º de janeiro de 2006 e 31 de dezembro de 2016. Os critérios de inclusão incluem todos os pacientes admitidos no CENAQUE, com diagnóstico de queimados, que na sua história clínica na admissão existe "agressão interpessoal" como mecanismo de lesão. Nós excluímos os pacientes que foram classificados como agressão interpessoal, mas a partir da análise de sua história clínica, surge outro contexto de lesão. Os seguintes aspectos demográficos foram analisados: idade, sexo, origem, comorbidades, superfície total do corpo queimado (SCTQ), profundidade, topografia, presença de queimadura da via aérea, situação de violência doméstica, situação da rua, privação de liberdade e evolução. RESULTADOS: 39 pacientes foram registrados durante o período acima mencionado com queimaduras causadas no contexto da violência interpessoal. A maioria dos homens, com idade média de 33,2 anos. Mais de 50% tinham alguma comorbidade médico-psiquiátrica associada. O agente de lesões térmicas mais utilizado foi o fogo direto. CONCLUSÕES: Os pacientes com queimaduras causadas por terceiros em um contexto de violência são principalmente homens, com idade média de 33,2 anos. A maioria deles tem algumas afecções médico-psiquiátricas associadas e 1 em cada 4 tem dependência de drogas. Houve grande variabilidade na superfície total do corpo queimado. Sabemos que há uma subnotificação de casos de violência interpessoal e fundamentalmente de violência doméstica que podem corresponder à variabilidade na terminologia utilizada no registro de cada paciente no sistema, ou mesmo à omissão da própria queixa do paciente.

Palavras-chave: Epidemiologia; Unidades de queimados; Agressão.

 

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