ISSN Online: 2177-1235 | ISSN Impresso: 1983-5175

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Busca por : Alfredo Benjamim Duarte da Silva

Reconstrução oromandibular complexa com dois retalhos microcirúrgicos

Anne Karoline Groth, Alfredo Benjamim Duarte da Silva
Rev. Bras. Cir. Plást. 2009;24(1):11-21 - Artigo Original

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RESUMO

Introdução: O tratamento cirúrgico de tumores localmente avançados de cabeça e pescoço deixa como sequelas defeitos extensos e complexos. Retalhos microcirúrgicos são a primeira opção para reconstrução. Objetivo: Determinar a segurança e o impacto na sobrevida em pacientes submetidos a dois retalhos microcirúrgicos. Método: Vinte e três pacientes foram submetidos a reconstrução oromandibular entre 2006 e 2007 e divididos em 2 grupos, de acordo com o número de retalhos. Idade, sexo, tabagismo, desnutrição, tipo histológico, radioterapia, recidiva, complicações e sobrevida foram avaliados. Resultados: Dezessete pacientes foram submetidos a retalho microcirúrgico único (grupo I) e seis pacientes, a dois retalhos microcirúrgicos simultâneos (grupo II). Carcinoma epidermóide foi o tumor mais comum (83,3% grupo II versus 47,1% grupo I). No grupo I, o retalho mais utilizado foi o retalho de fíbula em 8 (47,1%) casos. No grupo II, os retalhos mais utilizados foram fíbula + ântero-lateral da coxa em 4 casos. Recidivas ocorreram em 3 pacientes do grupo I e 1 paciente do grupo II (17,6% versus 16,7%; p = 0,928). Tempo médio de sobrevida livre de doença foi de 11,8 + 6,8, no grupo I, versus 10,8 + 8,4, no grupo II (p = 0,77). Houve três perdas totais do retalho (90,3% sobrevida do retalho), sendo uma perda de retalho fibular no grupo II e perda de um retalho fibular e ântero-lateral da coxa no grupo II, com sobrevida no grupo II de 86,4%. Conclusão: Acreditamos que o uso de dois retalhos microcirúrgicos é seguro, com sobrevida do retalho semelhante ao grupo que realizou apenas um retalho microcirúrgico.

Palavras-chave: Microcirurgia. Cirurgia plástica. Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos. Carcinoma de células escamosas. Neoplasias mandibulares/cirurgia.

 

ABSTRACT

Introduction: Ablative surgery for locally advanced head and neck tumors can lead to devastating sequels. Free flaps are the gold standard in reconstruction. Aim: To determine safety and survival impact in patients submitted to double free flaps procedures. Method: Twenty three patients were submitted do oromandibular reconstruction between 2006 and 2007. For comparison purposes they were divided in two groups: group I - single free flap, and group II - double free flap. Data such as age, sex, smoking history, malnutrition, histological type, radiotherapy, recurrence, complications and survival were collected. Results: Seventeen patients were distributed in group I and 6 patients in group II. Squamous cell carcinoma was the most common histological type (83.3% group II versus 47.1% group I). Fibular free flap was the most used flap in group I (8 cases - 47.1%). The most common flap combination in group II was fibular free flap+anterolateral thigh flap in 4 cases. Recurrence was observed in three patients from group I and one patient from group II (17.6% versus 16.7%; p = 0.928). Mean survival time free from disease was 11.8 months + 6.8 in group I versus 10.8 + 8,4 in group II (p = 0.77). There were three total flap loss (90.3% flap survival), one fibular flap from group I and one fibular and one anterolateral thigh flap in group II. Flap survival in group II was 86.4%. Conclusion: We believe that double free flap reconstruction in head and neck is safe, reliable and has similar flap survival as single free flap procedures.

Keywords: Microsurgery. Plastic surgery. Reconstructive surgical procedures. Squamous cell carcinoma. Mandibular neoplasms/surgery.

 

Escolha do vaso receptor em reconstrução de mama microcirúrgica

Maria Cecília Closs Ono; Anne Karoline Groth; Alfredo Benjamim Duarte da Silva; Ivan Maluf Junior
Rev. Bras. Cir. Plást. 2013;28(2):227-232 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: A transferência microvascular de tecido autógeno se tornou o padrão de referência para a reconstrução da mama. Como em qualquer reconstrução com tecido livre, a escolha do vaso receptor é fundamental para o planejamento adequado na reconstrução mamária. O objetivo do presente estudo é determinar quais dentre os vasos receptores disponíveis (a artéria mamária interna e seus vasos perfurantes ou os vasos circunflexos escapulares) são mais adequados para a reconstrução microvascular da mama. MÉTODO: Foi realizada análise retrospectiva de 117 pacientes consecutivas submetidas a reconstrução da mama microvascular, entre janeiro de 2005 e dezembro de 2007. Foi estabelecido um algoritmo que pode ser aplicado para a seleção do vaso receptor com base em alguns parâmetros, como dissecção axilar, tempo da reconstrução (imediata ou tardia) e presença de radioterapia pré-operatória. Foram avaliadas as complicações relacionadas ao retalho, a taxa de conversão e os resultados clínicos. RESULTADOS: A artéria mamária interna e seus vasos perfurantes e os vasos circunflexos escapulares são adequados para a reconstrução da mama, com taxas semelhantes de complicações e de viabilidade. Observou-se, também, maior risco de perda do retalho com o uso do retalho da artéria epigástrica inferior superficial em comparação ao retalho da artéria epigástrica inferior profunda ou retalho musculocutâneo abdominal transverso de músculo reto do abdome com preservação do músculo. CONCLUSÕES: A reconstrução mamária microcirúrgica é um método seguro e confiável, com alta viabilidade do retalho e baixas taxas de complicação.

Palavras-chave: Mama. Microcirurgia. Retalhos cirúrgicos.

 

ABSTRACT

BACKGROUND: Microvascular transfer of autogenous tissue have become the gold standard for breast reconstruction. As in any free tissue reconstruction, recipient vessel choice is fundamental for adequate planning in breast reconstruction. The purpose of the present study is to determine which of the available recipient vessels (the internal mammary artery and its perforators vessels or circumflex scapular vessels) are adequate for microvascular breast reconstruction. METHODS : A retrospective analysis of 117 consecutive patients who underwent microvascular breast reconstruction between January 2005 and December 2007 was performed. An algorithm that could be applied to the selection of the recipient vessel based in the axillary node dissection, immediate or late reconstruction, preoperative radiotherapy was established. Flap related complications, conversion rate and clinical outcomes were analised. RESULTS: The internal mammary perforator, the internal mammary and the circumflex scapular are adequate recipient vessels for breast reconstruction, with similar rates of complications and viability. We also observed a lower flap viability rate when using superficial inferior epigastric artery flap comparing to deep inferior epigastric artery perfurator and transverse rectus abdominis musculocutaneous with muscle preservation flaps. CONCLUSIONS: Microsurgical breast reconstruction is a safe and reliable method, with high flap viability and low complications.

Keywords: Breast. Microsurgery. Surgical flaps.

 

Displasia fibrosa óssea fronto-orbital

Bruna Ferreira Bernert Varaschin*; Flávia David João de Masi ; Anne Karoline Groth ; Alfredo Benjamim Duarte da Silva; Renato da Silva Freitas; Maria Cecília Closs Ono
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):43-46 - Face I

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RESUMO

Displasia fibrosa óssea (FD) consiste em uma desordem congênita do esqueleto que leva a um crescimento ósseo "benigno". A região órbito-craniana está envolvida em aproximadamente 20% dos casos de FD. Deformidades craniofaciais e cefaleia consistem nas principais formas de apresentação da FD craniofacial. O comprometimento visual é a sequela mais temida e mais potencialmente debilitante da FD. Descrevemos nossa experiência com uma série de 7 casos de displasia fibrosa óssea orbitária, e discutimos aspectos baseados na revisão da literatura sobre o tema. O tratamento da displasia fibrosa fronto-orbital ainda é rodeado de controvérsias entre abordagem radical ou mais conservadora. Alguns autores argumentam a favor do manejo radical com ampla ressecção das lesões, porém é inquestionável a maior possibilidade da ocorrência de sequelas em ressecções mais amplas. Nesse contexto, o manejo conservador, como remodelamento, mostra evolução aceitável em casos em que a ressecção ampla e reconstrução ocasionariam certamente maus resultados estético-funcionais. Cirurgia precoce para manejo de distúrbio sensitivo progressivo é recomendada a fim de evitar o prejuízo de uma descompressão tardia.

Palavras-chave: Displasia fibrosa óssea; Reconstrução; Crânio; Órbita; Osso frontal.

 

Retalho músculo cutâneo de pálpebra superior para inferior com pedículo medial para correção de ectrópio

Dayane Raquel de Paula; Maria Cecília Closs Ono; Anne Karoline Groth; Alfredo Benjamim Duarte da Silva; Fabíola Grigoletto Lupion; Renato da Silva Freitas
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):101-103 - Face I

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O ectrópio se caracteriza por uma eversão da margem palpebral, e é mais comum na pálpebra inferior. O processo de exposição ocular associado a esse quadro pode levar a sequelas graves, como a perda ocular. Muitos retalhos foram propostos para tratar esse quadro. Contudo, a taxa de recorrência pode ser alta, e quando o defeito se localiza na porção medial da pálpebra, ele se torna muito mais desafiador. Por isso, é fundamental que o cirurgião disponha de uma variedade de estratégias cirúrgicas para tratar adequadamente esses casos, definindo, em cada circunstância, qual a melhor técnica a ser adotada, entre as possibilidades disponíveis. O objetivo é apresentar o emprego do retalho miocutâneo de pálpebra superior para inferior, pediculado medialmente, como alternativa no tratamento de três casos de ectrópio MÉTODOS: Tratamento de pálpebra inferior com retalho miocutâneo de pálpebra superior para inferior, pediculado medialmente. Três casos pós-ressecção de lesão oncológica que evoluíram com ectrópio de pálpebra inferior (um deles já recidivado) e que foram trados com retalho miocutâneo de pálpebra superior para inferior, pediculado medialmente; nenhum dos 3 casos apresentou recidiva após essa abordagem proposta. CONCLUSÃO: O retalho miocutâneo de pálpebra superior para inferior com pedículo medial demonstrou-se uma opção viável, com resultado funcional e estético satisfatório, sem trazer grande prejuízo à área doadora e apresentando pele de cor, espessura e textura adequada à reconstrução da pálpebra inferior.

Palavras-chave: Ectrópio; Retalhos cirúrgicos; Pálpebras; Carcinoma; Reabilitação.

 

Perfil dos casos de ectrópio em um centro de referência de tratamento oncológico

Dayane Raquel de Paula; Maria Cecília Closs Ono; Anne Karoline Groth; Alfredo Benjamim Duarte da Silva; William Itikawa; Renato da Silva Freitas
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):122-124 - Face I

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O ectrópio é a alteração de mal posicionamento da pálpebra mais comum. A pálpebra e a região periocular são as áreas mais comumente afetadas pelos cânceres de pele - entre 5 e 10% dos cânceres de pele ocorrem nessa topografia. O ectrópio ocorre em 2,5 a 7% dos casos de remoção de lesões da pálpebra. Frequentemente, o tratamento do ectrópio vai requerer uma intervenção cirúrgica, e, infelizmente, a taxa de recorrência pode ser alta. Objetivo: Relatar a experiência de um centro de referência no atendimento de pacientes oncológicos no tratamento de casos de ectrópio. MATERIAIS E MÉTODO: Avaliação retrospectiva dos casos de ectrópio atendidos no nosso Serviço de Cirurgia Plástica e Reparadora do Hospital Erasto Gaertner, no período entre junho de 2012 e dezembro de 2017. RESULTADOS: Quarenta e sete casos de ectrópios foram levantados nessa pesquisa. A idade média dos pacientes foi de 67,65 anos. Vinte e oito pacientes do sexo feminino e 19 do sexo masculino. O tempo médio transcorrido entre a ressecção inicial e a cirurgia de correção do ectrópio foi de 27 meses. Sobre as neoplasias, 24 casos eram carcinoma basocelular, 16 casos de carcinoma espinocelular, 4 casos de melanoma e 1 caso de carcinoma de células de Merckel. Em 14 casos, houve necessidade de radioterapia adjuvante para o tratamento da neoplasia. Houve recidiva do ectrópio em 11 casos, sendo que em 4 deles havia história de radioterapia prévia. Entre estes mesmos 11 casos de recidiva, a reconstrução imediata foi feita pela própria equipe da Oncologia Cirúrgica em 8. CONCLUSÃO: A avaliação dos casos de ectrópio em centros de tratamento oncológico tem elementos muito relevantes que devem ser levados em consideração, como a equipe que realizará a reconstrução imediata e os casos em que será necessário complementar o tratamento com radioterapia. Esses dois elementos parecem, numa primeira análise, relacionados com aumento das taxas de recidiva.

Palavras-chave: Ectrópio; Carcinoma; Recidiva; Neoplasias palpebrais; Retalhos cirúrgicos.

 

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