ISSN Online: 2177-1235 | ISSN Impresso: 1983-5175

Artigo Anterior Próximo Artigo

Tórax e Tronco - Ano 2010 - Volume 25 - (3 Suppl.1)

INTRODUÇÃO

O método a vácuo de curativo tópico é um sistema utilizado na cicatrização de feridas em que se institui uma pressão negativa localizada e controlada, com o objetivo de estimular a granulação e a cicatrização. Promove a vasodilatação arterial e, consequentemente, o aumento do fluxo sanguíneo nos tecidos, estimulando a formação de tecido cicatricial de granulação. A remoção dos fluidos diminui o edema, a pressão intersticial e a colonização bacteriana, criando um ambiente úmido benéfico para a migração epitelial e a cicatrização. Além disso, a pressão negativa atrai os bordos da ferida ao centro, diminuindo sua dimensão.


OBJETIVO

O objetivo deste trabalho é apresentar a experiência com o uso do método a vácuo em pacientes com úlceras crônicas e infectadas.


MATERIAL E MÉTODOS

Foram estudados os pacientes operados no período de agosto de 2008 a março de 2010, com úlceras de pele há pelo menos 20 dias, infectadas com confirmação por cultura de tecido. Foram excluídos os pacientes sem condições clínicas para cirurgia e que foram avaliados pela equipe de anestesiologia, e com valores de albumina < 2,5 g/dL. Todos pacientes foram submetidos ao curativo com vácuo com pressão tópica de 125 mmHg, com esponja impregnada de prata, sendo o primeiro curativo no modo contínuo de pressão e os subsequentes no modo intermitente (5 minutos de vácuo e 2 minutos sem vácuo), com trocas a cada 48 horas em centro cirúrgico, com 4 trocas programadas em um período de 8 dias. Em todas as trocas, foram realizados debridamento de tecido desvitalizado e colhido material das úlceras para cultura de tecido. Após o término das trocas, todos os pacientes foram submetidos ao fechamento das úlceras.


Figura 1 - Úlcera de perna esquerda infectada.


Figura 2 - Curativo: método a vácuo.



RESULTADOS

Foram submetidos ao curativo com método a vácuo 7 pacientes, sendo 6 homens e 1 mulher. Destes, 4 casos foram de úlcera de pressão, 2 casos de trauma e 1 de queimadura química. Em todos os casos, foi possível o fechamento das úlceras de pressão ao término do protocolo. Após a segunda troca do curativo, todas as culturas de tecido tornaram-se negativas. Um caso evoluiu com nova úlcera de pressão após 30 dias da cirurgia de fechamento da úlcera devido a piora clínica da doença de base, indo a óbito após 74 dias da cirurgia.


Figura 3 - Aspecto da ferida após 8 dias do curativo pelo método a vácuo.


Figura 4 - Pós-operatório tardio de retalho ânterolateral microcirúrgico em perna esquerda.



CONCLUSÃO

O uso do curativo a vácuo mostrouse um método muito eficiente no preparo das feridas para o reparo cirúrgico em úlceras infectadas.

 

Artigo Anterior Voltar ao Topo Próximo Artigo

Patrocinadores

Indexadores

Licença Creative Commons Todos os artigos científicos publicados em http://www.rbcp.org.br estão licenciados sob uma Licença Creative Commons