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Artigo de Revisão - Ano 2015 - Volume 30 - Número 3

http://www.dx.doi.org/10.5935/2177-1235.2015RBCP0179

RESUMO

INTRODUÇÃO: Com o envelhecimento populacional, os idosos estão sujeitos a aumento dos traumas por queimadura. Estudos que realizam mensuração de dados epidemiológicos e fatores de risco de queimadura em idosos são um recurso importante para avaliar resultados de tratamento e desenvolvimento de estratégias que visem à prevenção.
OBJETIVO: Descrever os fatores de risco e os métodos de prevenção de queimadura em idosos, correlacionando-os aos dados epidemiológicos de incidência e mortalidade em estudos publicados na literatura mundial.
MÉTODO: Na revisão da literatura realizada, foram consultados 21 artigos de 4 continentes nas bases de dados: Lilacs, Medline, PubMed, Cochrane e ScienceDirect, de janeiro de 2000 a dezembro de 2012.
RESULTADOS: Foram selecionados 21 artigos de 4 continentes. O período variou de 2 anos a 28 anos. O total de pacientes idosos variou de 45 a 308. A idade média foi de 64,5 a 85 anos. O gênero foi descrito em 18 trabalhos, sendo 1132 homens e 1076 mulheres. O local predominante do acidente foi a residência (68 a 98%), com a cozinha sendo a localidade prevalente (17 a 65%), seguindo o banheiro em 9 a 31%. Os agentes principais foram o fogo direto ou líquidos inflamáveis (29 a 73%) e a escaldadura (17 a 66%). Lesão por inalação foi encontrada em 12 a 41% dos idosos e a mortalidade variou de 6 a 65%.
CONCLUSÃO: Conclui-se que a residência é o local de maior importância e prevalência da queimadura em idosos e devem ser intensificadas as medidas de prevenção deste acidente neste ambiente.

Palavras-chave: Fatores de risco; Idosos; Prevenção primária; Queimaduras.

ABSTRACT

INTRODUCTION: As the population ages, the elderly become more susceptible to burn injuries. Studies that assess the epidemiological data and risk factors of burn injuries in the elderly are valuable tools to evaluate the strategies developed with the aim of preventing these injuries.
OBJECTIVE: We aimed to describe the risk factors of burn injury and prevention methods in the elderly. In addition, we aimed to determine the correlation between the risk factors and the epidemiological data on the incidence and mortality from studies published in the literature worldwide.
METHODS: In the literature review, we consulted 21 articles published between January 2000 and December 2012 in 4 continents from the following databases: Lilacs, Medline, PubMed, Cochrane, and ScienceDirect.
RESULTS: We selected 21 articles from 4 continents. The research period ranged from 2 to 28 years. The number of elderly patients ranged from 45 to 308. Their mean age ranged from 64.5 to 85 years. The predominant accident site was the place of residence (68% to 98%), with the kitchen being the most prevalent location (17% to 65%), followed by the bathroom (9% to 31%). The main causes were direct fire or flammable liquids (29% to 73%) and scalding (17% to 66%). Injury by inhalation was found in 12% to 41% of the elderly, with mortality ranging from 6% to 65%.
CONCLUSION: We conclude that the place of residence is the most important and prevalent location of burn injuries in the elderly. Therefore, preventive measures against burn injuries in this type of environment should be intensified.

Keywords: Burn injury; Elderly; Risk factors; Primary prevention.


INTRODUÇÃO

A população mundial de idosos aumenta continuamente devido a melhorias nas condições de saúde e cuidados médicos. Este aumento produz um maior número de idosos que necessitam de cuidados médico-hospitalares devido a traumas1. Durante o ano de 2012, a Associação Americana de Queimaduras realizou levantamento de dados coletados nos EUA, Canadá e Suécia, encontrando que, de 183.000 pacientes atendidos no período de 2002 a 2011 em 91 hospitais especializados no tratamento de queimaduras, 12% dos casos correspondiam a pessoas com mais de 60 anos2. A população de idosos vítima de queimaduras traz elevados custos ao sistema de saúde, com gastos médios aproximados de US$ 1000,00/dia nos Estados Unidos em pacientes internados em centros de referência em tratamento de queimados, com maior tempo de hospitalização e maiores taxas de complicações e mortalidade1,3. Esses pacientes estão em maior risco de queimadura devido a fatores de risco conhecidos tais como tempo de reação a injúrias lentificado, mobilidade restrita, baixa capacidade de avaliação de riscos com senso crítico debilitado e fatores pré-mórbidos que influem na incidência e no prognóstico, como doenças crônicas, alcoolismo, uso de medicações, senilidade e desordens psiquiátricas ou neurológicas1,3. Em estudos de prevenção realizados, é mostrado que grande parte dos riscos são preveníveis com a educação da população de idosos, familiares e cuidadores, sendo necessários programas efetivos de prevenção dos casos de queimadura de idosos. Nesses mesmos estudos, também é dada importância ao preparo de profissionais desde o ensino na graduação e a continuidade do preparo de especialistas na área de geriatria e médicos de família para a correta prevenção de casos de queimaduras em idosos4.

Assim, é necessário o desenvolvimento de sistemas de prevenção de queimaduras em idosos focados principalmente nas residências, considerando que a maioria das queimaduras de pacientes com mais de 60 anos acontece durante a estada destes no lar, ao contrário de adultos jovens, em que a maior parte dos acidentes, segundo a literatura disponível, acontece durante sua jornada de trabalho5.

O objetivo deste estudo é descrever os fatores de risco e os métodos de prevenção de queimadura em idosos, correlacionando-o aos dados epidemiológicos de incidência e mortalidade em estudos publicados na literatura mundial.


MÉTODO

O estudo consiste em uma revisão sistemática da literatura especializada. Foram selecionados artigos publicados nas bases de dados Lilacs, Medline, PubMed, Cochrane e ScienceDirect nos idiomas português e inglês, indexados pelos descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e MESH: queimados, idosos, prevenção, elderly, burn, primary prevention, no período compreendido entre 1 de janeiro de 2000 e 31 de dezembro de 2012. Na base de dados PubMed/Medline foram encontrados 189 artigos. Na base de dado Cochrane foram encontrados 46 artigos. Na base de dados Lilacs foram encontrados 70 artigos. Na base de dados ScienceDirect foram encontrados 240 artigos. Foram incluídos artigos originais que relacionassem as características da queimadura, como o local de queimadura, tipo de queimadura, média de superfície corporal queimada, país de ocorrência, período do ano, número total de pacientes acometidos com a queimadura e estudados, idade, sexo, mortalidade, percentagem de lesões por inalação e informações sobre condições pré-mórbidas ao trauma. Foram excluídos estudos realizados em animais e de revisão que não abordaram em seu conteúdo lesões em seres humanos, que não abordavam o tema de idosos queimados ou que não continham dados referentes à epidemiologia dos casos estudados. Dos artigos pesquisados, 21 satisfizeram os critérios de inclusão e exclusão e apresentaram dados epidemiológicos relacionados à circunstância da queimadura.


RESULTADOS

Os trabalhos foram agrupados de acordo com as variáveis pesquisadas (critérios de inclusão), pois nem todas estavam presentes nos trabalhos revistos. Os estudos foram representativos de várias regiões do mundo, representando 4 dos 5 grandes continentes. A Tabela 1 demonstra a representatividade de trabalhos de acordo com a localidade da pesquisa por continente. O período pesquisado em cada trabalho variou de 2 anos a 28 anos.




O total de pacientes idosos pesquisados variou de 45 a 308 por estudo, o que representou de 2,5 a 30% do total de pacientes queimados de todas as idades nos serviços. A média da idade variou de 64,5 a 85 anos, com desvio padrão de 5,38. O gênero foi descrito em 18 trabalhos, sendo 1132 homens e 1076 mulheres no total da soma de todos os estudos (Tabela 2).




Em 10 trabalhos foi demonstrado a localidade em que o idoso se encontrava na ocasião da queimadura (Tabela 3). Nestes, o local predominante foi a residência do paciente, com uma variação de 68% a 98% das vezes. Em 6 destes trabalhos, os autores especificaram os locais da residência em que os idosos se queimaram, sendo os incidentes prevalentes na cozinha (17% a 65%) com o preparo dos alimentos, o segundo lugar mais prevalente foi o banheiro, em 9% a 31% das vezes, principalmente associados ao banho com água quente (Tabela 4).






Em 18 estudos revistos no período de 2000 a 2012 foi analisado o tipo de queimadura mais prevalente, sendo que, em 12 destes, a chama por fogo direto ou líquidos inflamáveis foi a maior causa (29,0 a 73,6%). Em segundo lugar, foi a queimadura por escaldadura com líquidos quentes, sendo este o tipo de trauma mais frequente em 6 estudos (17 a 66%) (Tabela 5).




O número de idosos que tinham morbidades pré-trauma se mostrou alto nos 5 estudos que realizaram esta descrição. Na Tabela 6 é evidenciado que nesses estudos acima de 50% da população de idosos queimados tinham alguma doença crônica no momento do trauma.




Lesão por inalação foi descrita em 6 estudos, com variação de 12 a 41% dos idosos afligidos e a mortalidade variou entre 6,8 a 65% de todos os idosos (Tabela 7).




DISCUSSÃO

Em vários estudos, é demonstrado um crescimento da população idosa mundial1,6. Esses idosos estão sob maior risco de se envolverem em traumas e terem pior prognóstico devido alterações fisiológicas típicas da senilidade como visão deficiente, maior tempo de resposta frente a lesões, dificuldade de movimentação com restrição ao leito, problemas neurológicos com o julgamento de riscos reduzido, pele atrófica com cicatrização lentificada e sistema imunológico com menor efetividade e predisposição a infecções5,7-10.

Queimaduras são a 5º causa de morte por injúria acidental nos EUA e a segunda causa de morte em acidentes que ocorrem no lar11-13. Devido ao aumento da população idosa mundial e ao risco que esses idosos estão expostos a traumas, é de se esperar que haja aumento do número de queimaduras ocorridas nesta faixa etária7. Em razão da limitação dos idosos, é descrito maior risco de trauma e maior mortalidade nos queimados quando comparado com adultos jovens, estimando-se até 4 vezes maior o risco de mortalidade que em faixas etárias mais jovens8,11,14-16. Mesmo com a melhora do tratamento de queimados e diminuição da mortalidade entre pacientes jovens, a literatura falha em mostrar melhora do prognóstico em idosos, permanecendo com alto índice de mortalidade e sequelas advindas do trauma, principalmente devido às doenças crônicas que complicam aspectos do tratamento, como a ressuscitação hídrica naqueles com cardiopatias ou índices de infecção naqueles com diabetes e diminuição da resposta imunológica. Além disso, a literatura mostra que os idosos têm menor probabilidade de retornar às suas atividades anteriores devido a sequelas advindas da queimadura, principalmente quando comparados a adultos jovens5,9,14,17-19.

Este trabalho teve por objetivo conhecer dados epidemiológicos e possíveis causas de queimadura em idosos para facilitar desenvolvimento de métodos de prevenção destes acidentes. Esse tipo de acidente é prevalente em várias regiões do mundo, sendo neste trabalho representado 10 países em 4 dos 5 continentes. Os dados mostram que não houve uma prevalência de acometidos de acordo com o sexo, sendo semelhante o número de trabalhos com prevalência de cada um dos gêneros.

O local mais frequente de queimadura em idosos é em sua própria residência, variando de 68 a 98% das vezes, ao contrário de adultos jovens, em que o local mais frequente de queimadura é relacionado ao local de trabalho5. É mais frequente em idosos que vivem sozinhos ou durante o dia, quando a família está no trabalho e esses idosos estão sem supervisão familiar realizando atividades cotidianas, como o preparo de alimentos ou a utilização de água quente para o banho1,20. Quando pesquisado o local da residência em que esses idosos mais se envolveram em acidentes e em quais atividades estavam envolvidos durante o incidente, como demonstrado neste trabalho, a maioria se deu na cozinha, com até 65% de prevalência, seguido do banheiro. Isto demonstra a necessidade de supervisão destes idosos quando realizam atividades cotidianas simples como cozinhar ou tomar banho, pois grande parte destes idosos perde a noção de perigo dessas atividades. O tipo de acidente mais prevalente foi por chama, seguido de escaldadura. A escaldadura é comum acontecer em meses de inverno e em países com clima mais frio, principalmente durante o preparo do banho, em que é utilizada água quente encanada com temperaturas elevadas11,16. Grande parte dos idosos tem doenças crônicas, sendo de 53 a 68% a prevalência de comorbidades, o que prejudica a recuperação destes idosos e dificulta o tratamento. Assim, a mortalidade destes idosos permanece alta, principalmente naqueles que são mais velhos, têm maior superfície corporal queimada ou lesão por inalação, sendo estes os fatores que mais influem no prognóstico6,21-25. Neste trabalho, foram encontrados dados que indicaram que de 4 a 28% dos idosos tinham lesão por inalação, com índices de mortalidade tão altos quanto 65% dos queimados, variando de 6,8 a 65%, demonstrando que os índices de mortalidade são altos e descritos como sendo até 400% maiores naqueles com lesões inalatórias7.

A maior parte dos acidentes envolvendo idosos é prevenível9. Em um trabalho que promoveu entrevista com idosos após o trauma de queimadura, até 85% destes disseram que o acidente poderia ser prevenido26. Como demonstrado, grande parte dos acidentes ocorrem dentro de casa, principalmente quando os idosos estão sozinhos realizando tarefas cotidianas. Realizar supervisão de pacientes com comorbidades, dificuldade de movimentação ou algum tipo de debilidade é importante para evitar acidentes com altos índices de mortalidade e prejuízo funcional naqueles sobreviventes. Programas governamentais de estímulo à supervisão dos pacientes idosos, treinamento de equipes de saúde para orientação dos idosos, familiares e cuidadores são importantes para diminuição dos acidentes que ocorrem nesta faixa etária, bem como a utilização de meios multimídia para promover maior alcance de métodos preventivos2. Estratégias de prevenção devem focar nas residências, principalmente em locais como cozinha e banheiro, devido à prevalência dos acidentes nestes locais. Realização de visitas às residências com vistas à orientação, detecção de riscos com mudança e adequação ambiental é importante para promover a prevenção de acidentes e a limitação dos danos advindos quando ocorrem. Entre os métodos descritos como limitação dos danos advindos dos acidentes estão a melhoria dos primeiros socorros, a rapidez no atendimento, limitação da demora para admissão em ambiente hospitalar e cuidado multidisciplinar com objetivo de retorno funcional precoce. Assim, é importante conhecer a epidemiologia de cada região individualmente para propor e melhorar sistemas de prevenção de queimaduras de acordo com a frequência em que ocorrem, bem como orientar equipes para a necessidade de foco em possíveis riscos regionais.


CONCLUSÃO

Devido ao aumento da população idosa em todo o mundo, a frequência de acidentes do tipo queimadura é elevada nesta população. A necessidade de prevenção destes acidentes se mostra importante quando é comparada a mortalidade desta população submetida a esse tipo de trauma, pois mesmo havendo melhoria no tratamento os índices de mortalidade permanecem elevados e com altos custos para o sistema de saúde.

Realizar sistemas de prevenção baseados em estatísticas regionais de detecção dos riscos a que esses idosos são submetidos se mostra como o melhor método de evitar acidentes trágicos com grandes repercussões, sendo necessário o envolvimento de setores governamentais para a melhoria destes métodos de prevenção.


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1. Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde-FEPECS, Brasília, DF, Brasil
2. Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, São Paulo, SP, Brasil
3. Hospital Regional da Asa Norte-Brasília, Brasília, DF, Brasil
4. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
5. Escola de Medicina da Escola de Superior de Ciências da Saúde, Brasília, DF, Brasil
6. Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brasil
7. Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Secretaria de Saúde, Brasília, DF, Brasil

Instituição: Hospital Regional da Asa Norte, Brasília, DF, Brasil.

Autor correspondente:
Rodrigo Vieira Silva
Rua 09 Sul Lote 10, 1701, Aguas Claras
Aguas Claras, SP, Brasil CEP 71938-360
E-mail: rvmed13@gmail.com

Artigo submetido: 29/01/2014.
Artigo aceito: 01/06/2014.

 

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