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Body and Chest - Year2013 - Volume28 - (3 Suppl.1)

INTRODUÇÃO

O conceito de beleza feminina tem mudado ao longo dos anos, porém a forma e o tamanho das mamas e nádegas permanecem como símbolos de máxima feminilidade. A exposição corporal, especialmente da região glútea, tem proporcionado aumento da procura pela cirurgia de gluteoplastia de aumento com utilização de implantes de silicone. Em 1969, surgiu a gluteoplastia de aumento com prótese de mama descrita por Bartels, porém ganhou mais aceitação quando Cocke & Ricketson utilizaram uma prótese silástica em forma achatada para corrigir uma depressão na face lateral da região glútea. González-Ulloa refinou a técnica e a popularizou como procedimento estético, descrevendo a loja no subcutâneo em 1991; após essa popularização, os implantes passaram a ser desenvolvidos especificamente para a região glútea. Desde então, diversas técnicas foram descritas, tendo como diferença o sítio da prótese (subfascial, submuscular e intramuscular). Todas as técnicas se encontram descritas em pormenores, porém não há registro na literatura de dados pós-operatórios importantes, principalmente a sensibilidade, pois trata-se de uma zona erógena do corpo feminino e, com base nesse fato, torna-se importante o conhecimento da permanência ou diminuição/perda da sensibilidade após a gluteoplastia de aumento com prótese.


OBJETIVO

Avaliar a sensibilidade da região glútea a diferentes estímulos pós-gluteoplastia de aumento com prótese.


MÉTODO

Trata-se de um estudo transversal. A amostra é composta de 20 pacientes divididos em 2 grupos, sendo um grupo estudo constituído por 10 pacientes submetidas a gluteoplastia de aumento segundo a técnica de Serra e Aboudib; e um grupo controle, com 10 pacientes sem nenhum tipo de intervenção cirúrgica. Foram considerados critérios de exclusão: pacientes com menos de 18 anos de idade, cicatrizes nas regiões lombar e/ou glútea, diagnóstico de qualquer doença sistêmica, e pacientes com deformidades dos membros inferiores. A região glútea foi dividida em 4 quadrantes, e em cada um deles foi avaliada a sensibilidade em ponto pré-definido, por um mesmo examinador, para toque, dor, pressão, vibração, calor e frio. O toque foi avaliado por meio do contato de um chumaço de algodão nos pontos pré-definidos dos 4 quadrantes, sendo descrito como positivo ou negativo. A sensação de dor foi avaliada por objeto pontiagudo de 30 g que foi lançado de uma altura de 5 cm, sendo reportada como positiva ou negativa. A pressão foi avaliada por meio de aparelho manufaturado (estesiômetro) com medidas padronizadas para diferentes valores de pressão. A vibração foi medida com um diapasão, sendo descrita como positiva ou negativa.As sensações de calor e frio foram medidas pelo contato de tubos de ensaio cheios com água a 60 graus e gelo, respectivamente, e foram descritas como positiva ou negativa.


RESULTADOS

No grupo estudo, 1 paciente apresentou sensibilidade negativa ao toque no quadrante superior medial direito, 3 apresentaram sensibilidade positiva à pressão a partir de 1,96 mN e 7, sensibilidade positiva à pressão a partir de 19,6 mN. No grupo controle, 1 paciente apresentou sensibilidade positiva à pressão a partir de 0,49 mN, 5 apresentaram sensibilidade à pressão a partir de 1,96 mN e 4, sensibilidade à pressão a partir de 19,6 mN.


DISCUSSÃO

O formato da prótese foi quartzo em 100% dos casos, com perfil baixo e variando entre 300 ml e 400 ml de volume, da marca Silimed. A idade das pacientes variou entre 19 anos e 49 anos. Em 100% dos casos operados, foi associada lipoaspiração de dorso. Com relação aos resultados, não é possível afirmar que houve alteração da sensibilidade. Um estudo prospectivo autocontrolado é necessário para avaliar com precisão se há perda de sensibilidade à pressão, conforme demonstra a variação dos resultados.


CONCLUSÃO

A sensibilidade aparentemente permanece inalterada a partir de 1 ano de pós-operatório de gluteoplastia com prótese, porém estudos prospectivos são necessários para uma avaliação mais precisa da sensibilidade cutânea pós-operatória.

 

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