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Extremidades - Ano 2012 - Volume 27 - (3 Suppl.1)

INTRODUÇÃO

A diferenciação entre os tumores benignos da mão representa um desafio para o cirurgião plástico. A mão é uma estrutura altamente especializada, que representa para o homem um instrumento de relacionamento com o meio ambiente e com as outras pessoas, participando praticamente de todas as atividades humanas. Os tumores benignos da mão são motivo frequente de consulta no ambulatório de Cirurgia Plástica e Reparadora da Mão, na Enfermaria 11ª da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Entre janeiro de 2008 e janeiro de 2012, foram tratadas lesões tumorais benignas em 105 pacientes. Os tumores mais frequentes foram o cisto sinovial, neuroma, tumor de células gigantes, lipoma, tumor glômico, hemangioma, fibroma.


OBJETIVO

Definir as características clínicas próprias dos tumores benignos mais frequentes no nosso ambulatório, que ajudam orientar o diagnóstico clínico dessas lesões. Facilitar o diagnóstico, e subsequente abordagem dos tumores benignos da mão, estabelecendo as características clínicas comuns a cada tumor.


MÉTODO

No período de janeiro de 2008 a janeiro de 2012, 105 pacientes foram atendidos e examinados em virtude de tumores benignos da mão no Serviço de Cirurgia Plástica e Reparadora da Mão da 11ª Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. As motivações que levaram estes pacientes à consulta foram: esclarecimento do diagnóstico e melhora estética e, em alguns casos, por queixa álgica aos pequenos traumas ou também por exposição ao frio. O critério de inclusão foi a presença de tumor benigno da mão no momento da consulta. Avaliamos todos os prontuários dos pacientes que se consultaram em nosso serviço, elegendo os pacientes com tumores benignos da mão, e os organizamos em uma tabela com os seguintes tópicos: idade, sexo, diagnóstico anatomopatológico, mão acometida (direita ou esquerda), região afetada (dorsal ou palmar ou digito acometido) e associação a traumatismos. Os pacientes foram agrupados em diferentes faixas etárias: menores de 20 anos, 20 a 40 anos, 40 a 60 anos e maiores de 60. Dentre os pacientes com cisto sinovial, fizemos um subgrupo dependendo se a lesão se encontrava na região radial ou ulnar.


RESULTADOS

A idade dos pacientes com tumores da mão variou de 10 a 75 anos. Em relação ao sexo, as mulheres apresentaram incidência maior de tumores (66 casos), em relação aos homens (39 casos). A localização mais frequente dos tumores estudados foi a mão direita (67 casos). A face dorsal da mão foi a mais acometida, seguida da região da face volar e da região dos dígitos, identificando cada um dos dedos quase na mesma proporção de afetação. Em relação ao aparecimento da lesão, 65 pacientes não relataram nenhum mecanismo de trauma anterior ao aparecimento do tumor e 45 associaram o aparecimento da lesão ao trauma. Dentre os diferentes tumores que encontramos relacionados a trauma prévio, o neuroma esteve relacionado em 17 casos, o cisto sinovial em 20, o fibroma em 2 e granuloma piogeno em 1. Os outros tumores, como lipoma, tumor de células gigantes, glômico e hemangioma, não estiveram relacionados a aparecimento da lesão após trauma.






CONCLUSÃO

O reconhecimento das diferentes características clínicas dos tumores da mão facilita o diagnóstico adequado e encaminhamento terapêutico para cada um dos diferentes tumores.

 

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