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Tórax e Tronco - Ano 2012 - Volume 27 - (3 Suppl.1)

OBJETIVO

Comparar o padrão hemodinâmico normal da veia femoral e suas mudanças com os 2 tipos de cinta mais utilizados no pós-operatório de abdominoplastia.


MÉTODO

Estudo clínico, transversal, autocontrolado, não intervencionista, realizado no Hospital São Paulo, no Departamento de Cirurgia Plástica em associação com o Departamento de Radiologia. Foram selecionadas 15 voluntárias, conforme os seguintes critérios de inclusão: gênero feminino, idade entre 20 a 30 anos, IMC < 30, sem comorbidades. Os critérios de exclusão são obesidade (índice de massa corpórea maior ou igual 30 kg/m2), tabagismo, lipoaspiração ou outras cirurgias prévias no abdome, cicatriz na parede abdominal, hérnia da parede abdominal, história de TVP ou trombofilia, doenças do sistema linfático (linfedema), doença pulmonar obstrutiva crônica, hepatopatia crônica, neoplasia. Todas as voluntárias assinaram os Termos de Consentimento e tiveram as medidas realizadas na mesma ocasião, em 5 situações diferentes: sem cintas (controle), com a malha tipo faixa elástica abdominal 22 cm em 3 gomos, com a malha modeladora abdominal sem pernas com abertura frontal (primeiramente em posição supina e depois em 45º de flexão do tronco) e sem cintas novamente (controle final). Foi observado 1 min entre o momento da colocação da cinta e o início da aferição ultrassonográfica. O fluxo sanguíneo foi verificado com um aparelho Philips EnVisor, com transdutor linear de alta resolução, multifrequência. As medidas foram realizadas na veia femoral comum, à direita, cerca de 1 cm distal à junção safeno-femoral. Os seguintes parâmetros foram avaliados: velocidades máxima e média, circunferência, área e diâmetros transversais. Todos os exames foram realizados pelos mesmos examinadores (residente do quarto ano de radiologia e orientador), no mesmo equipamento. Para comparar as medidas entre as diferentes cintas foi utilizada a seguinte fórmula (exemplo com vmáx quando o grupo controle foi comparado com a Cinta): Diferença (Dif) = vmáx- Cinta - vmáx Controle. Assim, as diferenças obtidas foram comparadas entre si. Também foi realizada a comparação da variação de todas as medidas usando a seguinte fórmula: Var = (100 x (vmáxfaixa / vmáxmalha) - 1). Como foram obtidos resultados semelhantes aos do cálculo da diferença, este ultimo foi utilizado ao longo dos resultados (somente a fórmula da diferença foi utilizada).


RESULTADOS

As características das voluntárias avaliadas estão descritas na Tabela 1. As médias das características hemodinâmicas das pacientes estudadas foram descritas na Tabela 2. Foram comparadas as médias dos parâmetros hemodinâmicos entre a situação inicial (controle inicial) e as diversas situações com o uso de cinta (Tabela 3). Foram comparadas as diferenças entre as diversas cintas (faixa, malha e com a malha a 45º), apresentadas na Tabela 4.

CONCLUSÃO

Houve alteração dos parâmetros analisados utilizando-se ambas as cintas. Não houve vantagens na utilização de um dos tipos de cinta em relação ao outro.







 

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