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Crânio, Face e Pescoço - Ano 2012 - Volume 27 - (3 Suppl.1)

INTRODUÇÃO

Os lábios são estruturas anatômicas em evidência no terço inferior da face. Têm como característica anatômica a estrutura trilaminar composta por pele, mucosa e musculatura própria. Constituem o centro dinâmico da face, participando de funções imprescindíveis, como mastigação, fala e expressão facial. Por essas razões, a reconstrução dos lábios é um procedimento cirúrgico complexo, já que o restabelecimento funcional é resultado cirúrgico tão importante quanto resultado esteticamente aceitável para o paciente e a sociedade. A dificuldade na reparação de defeitos dos lábios está relacionada ao tamanho e à localização da perda de substância. A reparação de lesões traumáticas de lábio envolve procedimentos complexos, os quais podem gerar deformidades em outras regiões da face. Por conseguinte, a reconstrução labial configura um desafio para o cirurgião plástico.


OBJETIVO

Este estudo objetiva a revisão da literatura sobre as técnicas de reconstrução de lábio inferior e citar a experiência do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Universitário Cajuru.


MÉTODO

O método de pesquisa deste estudo foi transversal e retrospectivo. Foi realizada revisão de prontuários de todos os casos com trauma de lábio tratados cirurgicamente pelo Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba, no período de 1986 a 2012. Foi realizada revisão da literatura sobre reconstrução de lábio.


RESULTADOS

Foram operados 23 pacientes no período, sendo 14 do sexo masculino e 9 do sexo feminino. A idade média foi de 32 anos, variando de 4 a 77 anos. Os mecanismos de trauma mais comuns foram mordedura (canina e humana), que representou 47% dos casos (11 pacientes), acidentes automobilísticos, responsáveis por 21% (5 pacientes) e quedas, 17% (4 pacientes). A maior parte (60%) dos traumas atingiu o lábio inferior, 26% atingiram o lábio superior e 13% ambos os lábios. Foram utilizadas técnicas de reconstrução mais simples, com a ressecção e fechamento primário em 43% dos pacientes, pois não havia perda de substância maior que um terço do lábio. No demais pacientes, foram utilizadas técnicas mais complexas, com emprego de retalhos cutâneos e miocutâneos para cobertura da lesão.


CONCLUSÃO

É de conhecimento de todos os cirurgiões plásticos que a melhor técnica a ser utilizada é aquela na qual o profissional tem mais domínio, conhecimento e experiência de resultados, de maneira nenhuma há como padronizar o tratamento das lesões traumáticas de lábio inferior, uma vez que estas apresentam grande variabilidade. Em nossa experiência, a ressecção em cunha e sutura primária do defeito foi suficiente para tratamento da maioria dos pacientes, os casos que apresentaram sequela pós-operatória de microstomia foram submetidos a nova cirurgia para correção.



 

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