ISSN Online: 2177-1235 | ISSN Impresso: 1983-5175

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Busca por : Neo-umbigo; Neoumbilicoplastia; Neo-onfaloplastia; Abdominoplastia vertical; Abdominoplastia em âncora; Cirurgia pós-bariátrica

Complicações após dermolipectomia abdominal em âncora para correção de cicatriz: relato de caso

JULIANA METZKER OLIVEIRA BERGAMO; MATEUS SOBRAL POMPEU DE CAMPOS; DAVID GERARDO ALVARADO CANIZARES; LUCIO FLAVIO MANETTA MARTINS BELEM; JOSE CESARIO DA SILVA ALMADA LIMA
Rev. Bras. Cir. Plást. 2019;34(Suppl.2):34-37 - Suplemento Simpósio Mineiro de Intercorrências 13º SIMPÓSIO - 2019

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RESUMO

Introdução: As cicatrizes, muitas vezes, causam profundas comoções e seu tratamento requer uma compreensão da dificuldade psíquica e social que o paciente pode vivenciar. Para determinar se uma pessoa é uma candidata adequada para o procedimento cirúrgico desejado, os cirurgiões plásticos devem ter um olho treinado e boa intuição. O propósito deste estudo é relatar à comunidade científica um caso operado em nosso serviço, de correção de cicatriz deformante em abdome anterior com a técnica de abdominoplastia em flor-de-lis, que evoluiu com grande deiscência de ferida operatória vertical, de modo a discutir as condutas pré e pós-operatórias que possam ter contribuído para a ocorrência dessa complicação, bem como as táticas utilizadas no seu tratamento.
Materiais e método: A paciente em questão apresentava cicatriz deformante em parede anterior do abdome, xifopúbica, resultante de cirurgia prévia, além de tabagismo, sobrepeso e transtorno bipolar misto.
Resultado: Evoluiu no pós-operatório com grande deiscência e dificuldade de condução do caso devido a baixa adesão ao tratamento.
Discussão e conclusão: a cirurgia plástica pode ser psicologicamente benéfica mesmo para pacientes com distúrbios psiquiátricos, considerando que eles sejam acompanhados adequadamente por seus médicos e psiquiatras. É necessário um cuidado especial na orientação quanto às possíveis complicações e deve-se certificar se o paciente estará preparado para lidar com elas. Os efeitos do tabagismo nos resultados da cirurgia plástica devem ser usados para orientar os pacientes no abandono do tabagismo no pré-operatório e avaliar protocolos para o manejo de pacientes que fumam.

Palavras-chave: Abdominoplastia em âncora; Dermolipectomia abdominal; Tabagismo; Deiscência de ferida operatória; Complicações cirúrgicas

 

Análise retrospectiva de pacientes pós-bariátrica submetidos à abdominoplastia com neo-onfaloplastia: 70 casos

Aline Mizukami; Bruna Borguese Ribeiro; Brenda Artuzi Renó; Ivana Leme de Calaes; Davi Reis Calderoni; Rafael de Campos Ferreira Basso; Paulo Kharmandayan; Guilherme Cardinali Barreiro; Marco Antonio Camargo Bueno
Rev. Bras. Cir. Plást. 2014;29(1):89-93 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Com o crescente aumento do tratamento cirúrgico da obesidade, surge para o cirurgião plástico um grupo de pacientes com grande flacidez cutânea após perda ponderal. Para aqueles submetidos à gastroplastia redutora convencional ou aberta, a abdominoplastia vertical, em âncora ou em T invertido, tem sido largamente utilizada para a melhoria do contorno abdominal, e no presente trabalho foi associada à amputação umbilical seguida de neo-onfaloplastia. MÉTODO: Foram operados 70 pacientes, com peso estável há no mínimo 18 meses, procedentes do ambulatório de Cirurgia Plástica da UNICAMP, no período de março de 2011 a abril de 2013. Em todos foi utilizada a técnica de abdominoplastia em âncora com exérese do umbigo original, juntamente com a peça cirúrgica e confecção de neo-umbigo, através de retalhos dermo-gordurosos bilaterais. Procedeu-se à análise retrospectiva dos prontuários médicos e arquivo fotográfico dos mesmos. RESULTADOS: Nos 70 pacientes operados, houve predominância do sexo feminino (91%) e da raça branca (83%), com média de 40 anos. Após tempo de espera de aproximadamente 16 meses, foram submetidos à abdominoplastia em âncora associada a neo-onfaloplastia, que durou em média 2 horas. Observaram-se complicações pós-operatórias em 29,85% - deiscências pequenas, cicatrizes inestéticas, alargadas ou hipertróficas, queloides, seromas, excessos dermo-gordurosos relevantes e infecção de ferida operatória. Os neo-umbigos obtidos são muito semelhantes aos umbigos originais. Não observamos necroses, estenoses, distorções morfológicas e nem mau posicionamento dos mesmos. CONCLUSÃO: Esta técnica tem permitido a obtenção de umbigos com aspecto natural, é de fácil execução e reduz o tempo operatório.

Palavras-chave: Neo-umbigo; Neoumbilicoplastia; Neo-onfaloplastia; Abdominoplastia vertical; Abdominoplastia em âncora; Cirurgia pós-bariátrica.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: With the increasing surgical treatment of obesity, a new group of patients is being attended by plastic surgeons: those with large flaccid skin following weight loss. For patients treated with conventional or open bariatric surgery, vertical, anchor-line, or inverted "T" abdominoplasty has been widely used to improve the abdominal contour. In this study, abdominoplasty was associated with umbilical amputation followed by neo-omphaloplasty. METHODS: Seventy patients with stable weight for at least 18 months underwent surgery at the UNICAMP Plastic Surgery Outpatient Clinic, from March 2011 to April 2013. In all patients, anchor-line abdominoplasty with excision of the original navel was executed, together with the surgical specimen and preparation of neo-umbilicus, through bilateral dermal-fat flaps. A retrospective analysis of medical records and photographic archives was performed. RESULTS: The 70 patients were predominantly female (91%) and white (83%) with a mean age of 40 years. After a wait time of approximately 16 months, they were subjected to anchor-line abdominoplasty associated with neo-omphaloplasty, which lasted an average of 2 hours. There were post-operative complications in 29.85% of the patients, including small dehiscence, unsightly, enlarged, or hypertrophic scars, keloid, seroma, relevant dermo-fatty excesses, and wound infection. The neo-umbilicus obtained from the surgery is very similar to the original umbilicus. We did not observe necrosis, stenosis, morphological distortions, or bad positioning. CONCLUSION: This technique has made it possible to obtain an umbilicus with a natural look, is easy to perform, and shortens operating time.

Keywords: Neo-umbilicus; neoumbilicoplasty; neo-omphaloplasty; Vertical abdominoplasty; anchor-line abdominoplasty; post-bariatric surgery.

 

Onfaloplastia: o retorno ao processo natural

William Libardo Murillo
Rev. Bras. Cir. Plást. 2014;29(3):416-421 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Desde do início da abdominoplastia moderna, os cirurgiões têm focado sua atenção na estética do umbigo. Relatos mostram os esforços realizados para recriar um aspecto natural do umbigo, sendo que diversas técnicas têm sido descritas, publicadas, e utilizadas pelos cirurgiões. Este estudo, imitando o processo de cicatrização natural do umbigo de um recém-nascido, apresenta outra perspectiva em relação a essa abordagem cirúrgica. MÉTODO: Os dados foram coletados entre 2008 e 2012. Nosso estudo incluíu 103 pacientes, idade variando de 19 a 52 anos, submetidos a abdominosplastia e reconstrução do umbigo por meio da técnica imitando o processo de cicatrização natural do umbigo. Após ressecção do excesso de pele do abdome e replicação, o retalho é posicionado corretamente, e uma incisão vertical de 2cm é realizado no retalho para acomodar a nova posição do umbigo. Após um nó feito ao redor da pedúnculo a extremidade do umbigo é amputada. Finalmente, o umbigo é fixado nos quatro pontos cardinais da derme com sutura intradérmica, portanto, iniciando processo secundário de cicatrização. Em cerca de três semanas no período pós-operatório, a cirurgia é concluída e o efeito anatômico natural desejado é alcançado. CONCLUSION: A facilidade para realizar o procedimento e o aspecto final jovial do umbigo ao longo prazo torna o procedimento apropriado para as abdominoplastias.

Palavras-chave: Umbilicoplastia; Neo-onfaloplastia; Abdominoplastia.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: Since the beginning of modern abdominoplasty, plastic surgeons have fixed their attention on the aesthetic aspect of the umbilicus. Reports show the efforts made to recreate a natural looking belly button and several techniques have been described, published, and put to use by surgeons. The author, imitating the course of action of the navel's natural healing process of a newborn child, presents another perspective in this surgical field. METHOD: Results were collected between year 2008 to 2012, with patients ranging from 19 to 52 years of age, making a total 103 patients who were submitted to abdominoplasty and navel reconstruction under the technique proposed in this article. After the abdominal skin excess resection and rectiplication, the skin flap is correctly positioned, and a 2 cm vertical incision on the skin flap is performed to fit the new umbilicus position. Afterward a knot is made around the stalk and the extremity of the umbilicus is amputated. Finally the umbilicus is fixated in four cardinals points to the dermis of the skin incision with buried stitches and a secondary healing process begins. After about three weeks of postoperative period, the surgery concludes with the desired natural anatomic effect. RESULTS: The umbilical shape and scar had a natural, clean aspect, leaving aside the common stigmata usually found after abdominoplasty such as noticeable scar, widening, stenotic appearance, etc. CONCLUSION: The easy procedures and the final long-term youthful aspect of the umbilicus, make it suitable for the abdominoplasties armamentarium.

Keywords: Umbilicoplasty; Neo-omphaloplasty; Abdominoplasty.

 

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