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Busca por : João Batista Portocarrero Costa Sobrinho

Avaliação de técnica de mastoplastia redutora com cicatriz em

João Batista Portocarrero Costa Sobrinho; Marcelo Lima Portocarrero; Mariana Lima Portocarrero; José Humberto Oliveira Campos
Rev. Bras. Cir. Plást. 2012;27(4):562-568 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: A preocupação com o aspecto das cicatrizes nas mastoplastias levou diversos cirurgiões a explorar técnicas com cicatrizes reduzidas, preferencialmente nas mastopexias não-redutoras. O objetivo deste estudo é avaliar uma técnica de mastoplastia redutora com cicatriz em "L" nas hipertrofias mamárias grau II ou maiores pela classificação de Berrocal Revueltas. MÉTODO: Foi realizado estudo descritivo e retrospectivo, com 70 pacientes submetidas a mastoplastia redutora com cicatriz em "L", entre abril de 2007 e março de 2011. Foram incluídas pacientes portadoras de hipertrofia mamária graus 2, 3 e gigantomastia, pela classificação de Berrocal Revueltas. A técnica cirúrgica preconizou a marcação de pele em dois tempos, no início da cirurgia e no intraoperatório, após formação do novo cone mamário. Foram avaliadas as complicações encontradas. A qualidade dos resultados foi avaliada por 4 membros titulares da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. A análise estatística foi realizada com auxílio do programa SPSS. RESULTADOS: A média de idade das pacientes foi de 32,9 anos e 62,9% apresentavam sobrepeso. A média de peso do tecido ressecado foi de 718,7 g na mama direita, e de 713,5 g na mama esquerda. Foi evidenciada taxa de 1,4% de hematoma, 2,9% de seroma, 1,4% de epidermólise, 1,4% de queloide, 2,9% de cicatriz hipertrófica e 5,7% de excesso de pele, sendo a taxa de reabordagem cirúrgica de 8,6%. Os avaliadores consideraram forma, simetria, ascensão do complexo areolopapilar e cicatriz das mamas muito boa (9 a 10) em 78,6%, 82,1%, 96,4% e 67,9% dos casos, respectivamente. CONCLUSÕES: A mastoplastia redutora com cicatriz em "L" se mostrou eficaz para o tratamento das grandes hipertrofias mamárias.

Palavras-chave: Mamoplastia. Cirurgia plástica. Mama/cirurgia.

 

ABSTRACT

BACKGROUND: Many surgeons have attempted to develop techniques to reduce the scarring resulting from mastoplasty, particularly in cases undergoing nonreducing mastopexy. The aim of this study was to evaluate an L-shaped scar-reducing mastoplasty technique used for grade II or higher mammary hypertrophies, according to the rating system of Berrocal Revueltas. METHODS: We conducted a retrospective study of 70 patients who underwent L-shaped scar-reducing mastoplasty between April 2007 and March 2011. We included patients with Berrocal Revueltas grades II and III breast hypertrophy and gigantomastia. The surgical technique involved marking of the skin both at the beginning of surgery as well as during the surgery after the formation of the new breast cone. We evaluated the complications encountered. The quality of the results was assessed by 4 full members of the Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (Brazilian Society of Plastic Surgery). Statistical analysis was performed using SPSS. RESULTS: The mean patient age was 32.9 years and 62.9% of patients were overweight. The average weight of resected tissue was 718.7 g in the right breast and 713.5 g in the left breast. Among the patients, hematoma (1.4%), seroma (2.9%), epidermolysis (1.4%), keloids (1.4%), hypertrophic scar (2.9%), and excess skin (5.7%) were noted, and the surgical reoperation rate was 8.6%. The evaluators assessed breast shape, breast symmetry, elevation of the nipple-areola complex, and scar appearance, which were considered very good (rating of 9-10) in 78.6%, 82.1%, 96.4%, and 67.9% of cases, respectively. CONCLUSIONS: The L-shaped scar-reducing mastoplasty technique was effective for the treatment of large breast hypertrophy.

Keywords: Mammaplasty. Surgery, plastic. Breast/surgery.

 

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