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ABSTRACT
Introduction Mastectomy for breast cancer has a significant psychological impact, making breast reconstruction an essential component of comprehensive care. Techniques using tissue expanders and implants have become widely adopted due to their accessibility; however, they may be associated with complications such as capsular contracture, infection, and implant rupture. In contrast, autologous reconstruction provides greater naturalness, consistency, and long-term durability. The latissimus dorsi musculocutaneous flap, first described by Tansini and popularized in the 1970s, has evolved through technical modifications and the incorporation of fat grafting, enabling its use as a standalone method. The thoracolateral latissimus dorsi (TLLD) flap was introduced in 2016. The current study describes its anatomical characteristics, surgical technique, and clinical outcomes.
Materials and Methods The present descriptive study was based on a review of medical records and a prospective database of patients who underwent breast reconstruction with the TLLD flap at Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) between 2017 and 2023.
Results In total, 95 patients underwent surgery, with a mean age of 43.5 years and a mean body mass index (BMI) of 32.8 kg/m2. Delayed reconstruction was performed in 70% of the cases. The main indications were recurrent capsular contracture, implant infection or rupture, and contraindication to abdominal flaps. Fat grafting was performed in 16% of the patients. Complications, including seroma, wound dehiscence, and epidermolysis, occurred in 11 cases.
Conclusion The LDTL flap proved to be an effective and safe alternative for breast reconstruction, particularly in cases of previous reconstructive failure or complications related to alloplastic materials, establishing itself as a versatile salvage technique.
Keywords: breast neoplasms; mammaplasty; surgical flaps; myocutaneous flap; anatomy
RESUMO
Introdução A mastectomia para o tratamento do câncer de mama provoca grande impacto psicológico, e a reconstruçãomamária é fundamental. As técnicas com expansores e implantes se popularizaram pelo fácil acesso, mas podem apresentar complicações como contratura capsular, infecção e ruptura. Em contrapartida, as reconstruções autólogas oferecem naturalidade, consistência e durabilidade. O retalho miocutâneo do músculo latíssimo do dorso, descrito por Tansini e difundido na década de 1970, evoluiu com modificações técnicas e o uso de lipoenxertia, o que possibilita o seu emprego isolado. Em 2016, foi proposta uma variação: o retalho do músculo latíssimo do dorso toracolateral (LDTL), que expandiu as indicações para a reconstrução total da mama. Este estudo descreve as suas características, a técnica cirúrgica e os resultados clínicos.
Materiais e Métodos Trata-se de estudo descritivo, baseado na revisão de prontuários de pacientes submetidas à reconstrução como retalho LDTL no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) entre 2017 e 2023.
Resultados Ao todo, foram operadas 95 pacientes, com idade média de 43,5 anos e índice de massa corporal (IMC) médio de 32,8 kg/m2. A reconstrução tardia foi realizada em 70% dos casos. As principais indicações foram contratura capsular recidivante, infecção ou ruptura de implantes e impossibilidade de uso de retalhos abdominais. A lipoenxertia foi aplicada em 16% das pacientes. Complicações, incluindo seroma, deiscência e epidermólise, ocorreram em 11 casos.
Conclusão O retalho LDTL demonstrou ser alternativa eficaz e segura para a reconstrução mamária, especialmente em situações de falhas reconstrutivas ou complicações associadas a materiais aloplásticos, de modo que se configura como técnica versátil e de resgate.
Palavras-chave: neoplasias da mama; mamoplastia; retalho miocutâneo; retalhos cirúrgicos; anatomia
Abstract
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ABSTRACT
INTRODUCTION: Placement of breast implants is the most commonly used form of breast reconstruction. Despite its advantages, infection of the implant, either in the tissue expander or mammary prosthesis, can be a significant problem, including the need to remove it. The objective of this work is to evaluate the infection rate of breast implants used for breast reconstruction in patients submitted to surgery at the Cancer Institute of the State of São Paulo (ICESP), as well as its correlation with clinical, oncological, and surgical factors. PATIENTS AND METHODS: This is a retrospective study on 120 patients submitted to breast reconstruction with breast implants at the ICESP from February 2009 to March 2010. RESULTS: The infection rate (24.3%) was statistically related to immediate reconstruction (88.9%), diabetes mellitus (25%), body mass index >30 (52.8%), systemic arterial hypertension (52.8%), and skin injury due to mastectomy (27.8%). Of the infected implants, 44% were removed, most of which were expanders placed during immediate reconstruction. CONCLUSIONS: Breast reconstruction with implants is the safest and most effective form of treatment. However, consideration should be given to patients who are prone to the development of infection, in order to optimize its prevention and attempt to perform its treatment at an early stage.
Keywords: Breast cancer; Expander/Breast implant; Infection.
RESUMO
INTRODUÇÃO: A utilização de implante mamário é a forma de reconstrução de mama mais comumente realizada. Apesar de suas vantagens, a infecção do implante, seja este expansor tecidual ou prótese mamária, pode ser um problema significativo, incluindo a necessidade de sua retirada. O objetivo deste trabalho é avaliar o índice de infecção de implantes mamários utilizados na reconstrução de mama de pacientes operadas no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), bem como sua correlação com aspectos clínicos, oncológicos e cirúrgicos. PACIENTES E MÉTODOS: Estudo retrospectivo de 120 pacientes submetidas à reconstrução mamária com implante mamário no ICESP, no período de fevereiro de 2009 a março de 2010. RESULTADOS: O índice de infecção foi de 24,3% e esteve relacionado estatisticamente a reconstrução imediata (88,9%), diabetes mellitus (25%), IMC acima de 30 (52,8%), HAS (52,8%) e sofrimento de pele da mastectomia (27,8%). Nota-se que 44% dos implantes infectados foram retirados, sendo a maioria expansores colocados em reconstrução imediata. CONCLUSÕES: A reconstrução mamária com implante é uma forma segura e eficaz de tratamento. Deve-se, entretanto, estar atento aos subgrupos de pacientes mais propensas ao desenvolvimento de infecção, para otimizar a sua prevenção e atentar ao seu tratamento precoce.
Palavras-chave: Câncer de mama; Expansor/Implante mamário; Infecção.
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