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Crânio, Face e Pescoço - Ano 2010 - Volume 25 - (3 Suppl.1)

INTRODUÇÃO

Os autores apresentam uma técnica de tratar o terço médio da face, na qual a dissecção da pele é realizada de duas maneiras distintas. O primeiro segmento a ser abordado está limitado entre a região pré-auricular e a 2 cm avante do bordo anterior do músculo masseter, onde o descolamento é realizado com tesoura ou bisturi. O segundo segmento está limitado por um triângulo na região geniana e a dissecção é feita com descoladores progressivos, deixando bridas nessa região. A tração da pele é realizada e são dados os pontos dermogordurosos para a fixação. A indicação de cirurgia para obter resultados favoráveis deve ser precisa e minuciosa. O tratamento cirúrgico tem algumas alterações táticas e peculiares, apresentadas pelos autores, mantendo a irrigação da pele e a integridade da artéria transversa, o que torna o tratamento seguro e de pouca agressão. Abordar as várias modificações na face produzidas pelo tempo é uma maneira adequada de se fazer correções precisas. Dessa forma, a cirurgia deve ser feita de forma segmentar e dividida em regiões anatômicas.


OBJETIVO

Discutir uma maneira de abordagem da face, onde o triângulo da região geniana é atingido (chamado também de área de ninguém), ficando respeitada a integridade das artérias faciais e promovendo melhor qualidade de irrigação.


Figura 1 - Demarcação segmentar da face, demonstrando os diversos segmentos a serem abordados de maneira distinta. Triângulo da região geniana (B), com abordagem inédita realizada com os descoladores progressivos, indo até o sulco nasogeniano e deixando bridas que garantirão uma melhor irrigação da pele.



MATERIAL E MÉTODOS

Anestesia local com sedação, acompanhada pelo anestesista. A marcação da face é feita com azul de metileno ou similar, demarcando as regiões préauricular, masseterina e geniana. Deste modo, o terço médio da face fica dividido em duas áreas, A e B. A dissecção é iniciada na região pré-auricular, com tesoura, abordando toda a região masseterina (área B), em um plano em que se consiga deixar um pouco de tecido gorduroso aderido à pele. O triângulo geniano (área B) é descolado com os descoladores progressivos de números 1, 2, 3, até o limite previamente demarcado. Os pontos dermogordurosos são dados com fio de nylon 4.0, fixando a pele no SMAS. São realizados de 4 a 5 pontos.


Figura 2 - Bridas mantidas na região do triângulo geniano (B), com preservação da irrigação da pele e, possivelmente, com a manutenção da artéria transversa.



RESULTADOS

Foram operados 25 pacientes usando este procedimento, com anestesia local e sedação assistida. As pacientes evoluíram bem, com discretas equimoses e reabilitação para a vida social em torno de 10 a 15 dias. Houve um caso de hematoma na região submandibular, que foi tratado com drenagem e irrigação.


CONCLUSÃO

A abordagem segmentar da face pelo processo descrito, ressaltando o triângulo da região geniana, favorece a melhor irrigação da pele, maior área de dissecção, demonstrando ser um tratamento eficaz e seguro. O ponto dermogorduroso mantém a suspensão da pele e diminui a tensão na cicatriz pré-auricular, bem como o espaço entre a pele e a SMAS.

 

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