Open Access Revisão por pares

Review Article - Year 2026 - Volume 41Issue 1

Intercorrências associadas à aplicação de injetáveis na face: toxina botulínica e ácido hialurônico

Complications from the Facial Application of Injectables: Botulinum Toxin and Hyaluronic Acid

http://www.dx.doi.org/10.1055/s-0046-1816067

RESUMO

Nos últimos anos, observou-se um aumento significativo na realização de procedimentos estéticos minimamente invasivos, em resposta à crescente demanda por soluções rápidas e eficazes para o rejuvenescimento facial e a simetria estética. Paralelamente a esse crescimento, registrou-se uma elevação nas complicações associadas a tais procedimentos. A toxina botulínica é amplamente utilizada no tratamento de rugas dinâmicas e na melhoria da simetria facial, ao passo que o ácido hialurônico é comumente empregado como preenchedor de linhas de expressão e rugas. Este estudo realiza uma revisão integrativa da literatura com o intuito de identificar e analisar as complicações mais comuns associadas ao uso de toxina botulínica e ácido hialurônico em procedimentos estéticos faciais minimamente invasivos. Foi realizada uma busca na base de dados PubMed, com os descritores toxina botulínica, Botox, ácido hialurônico e complicações, restrita a artigos publicados entre 2008 e 2023. Foram selecionados 12 estudos, sendo 7 dedicados às complicações do ácido hialurônico e 5, às da toxina botulínica. Os achados evidenciam uma gama de complicações imediatas, como reações inflamatórias locais, paralisia muscular temporária, necrose facial, despigmentação e oclusão vascular. Complicações mais graves, como reações alérgicas severas e, em casos raros, óbitos, também foram relatadas. Eventos adversos tardios, como surgimento de biofilmes e granulomas, foram igualmente identificados. Embora raras, essas complicações demandam uma abordagem cautelosa por parte dos profissionais. O estudo sugere a implementação de regulamentações mais rigorosas e o desenvolvimento de novas técnicas para mitigar os riscos associados a essas intervenções estéticas.

Palavras-chave: ácido hialurônico; assimetria facial; efeitos adversos; estética; toxinas botulínicas

ABSTRACT

In recent years, the growing demand for fast, efficient solutions for facial rejuvenation and esthetic symmetry has significantly increased the performance of minimally-invasive esthetic procedures. Parallel to this growth, the occurrence of complications after such interventions has also increased. Botulinum toxin treats dynamic wrinkles and improves facial symmetry, while hyaluronic acid is a filler for expression lines and wrinkles. The present study is an integrative review of the literature to identify and analyze the most common complications from botulinum toxin and hyaluronic acid in minimally-invasive facial esthetic procedures. We conducted a search in the PubMed database using the terms botulinum toxin, Botox, hyaluronic acid, and complications; The search was limited to articles published between 2008 and 2023, and we retrieved 12 studies: 7 focusing on hyaluronic acid and 5, on botulinum toxin. The results revealed a wide range of immediate complications, including local inflammatory reactions, temporary muscle paralysis, facial necrosis, depigmentation, and vascular occlusion. More serious complications, such as severe allergic reactions and, in rare cases, deaths, were also reported. Late adverse events, such as the development of biofilms and granulomas, were also identified. Although rare, these complications require a cautious approach by professionals. Our review suggests that implementing stricter regulations and developing new techniques may mitigate the risks associated with these esthetic interventions.

Keywords: adverse effects, aesthetics, botulinum toxin, facial asymmetry, hyaluronic acid


Introdução

Nos últimos anos, o aumento significativo na demanda por procedimentos estéticos minimamente invasivos reflete a busca por soluções menos agressivas e mais rápidas para a correção de imperfeições faciais e o combate ao envelheci-mento. Procedimentos como a aplicação de toxina botulínica e ácido hialurônico (AH) se tornaram os mais realizados no campo da estética facial, impulsionados pela crescente popu-laridade de tratamentos de harmonização facial e rejuvenes-cimento.1 De acordo com a International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS),2 de 2019 a 2023, os procedimentos não cirúrgicos injetáveis tiveram um aumento significativo, de 54,4%. A toxina botulínica continua sendo o procedimento não cirúrgico mais comum para homens e mulheres. Houve também um aumento significativo de 30,3% em aplicações de AH.

Esse crescimento também vem acompanhado de um aumento no número de intercorrências e complicações, muitas vezes decorrentes de uma avaliação inadequada do paciente ou de técnicas inapropriadas durante a execução do procedimento. Embora sejam considerados seguros quando realizados por profissionais capacitados, os procedimentos com toxina botulínica e AH podem resultar em complicações como assimetrias faciais, hematomas, necroses, infecções e até cegueira, no caso de preenchimentos mal aplicados.3

A toxina botulínica tipo A (TBa), amplamente utilizada para finalidades estéticas, é uma neurotoxina produzida pela bacté-ria Clostridium botulinum, que tem a capacidade de relaxar a musculatura ao inibir a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular. Desde sua aprovação pela Food and Drug Administration (FDA) em 2002,4 a toxina botulínica tornou-se uma das opções mais eficazes para tratar rugas e linhas de expressão, sendo considerada segura, porém sujeita a compli-cações, como queda de pálpebra e fraqueza muscular temporária.5

O AH, por sua vez, é amplamente utilizado em técnicas de preenchimento facial para restaurar volume e suavizar rugas, sendo uma substância naturalmente presente no organismo. No entanto, com o avanço da idade, sua produção diminui, o que resulta em sinais visíveis de envelhecimento.6 Entre as com-plicações mais comuns associadas ao uso de ácido hialurônico estão edemas, hematomas, infecções e, em casos mais graves, necrose e embolia, especialmente quando injetado de maneira inadequada ou sem uma correta avaliação prévia do paciente.7 Nesse contexto, torna-se essencial a realização de uma anamnese detalhada antes de qualquer procedimento estético, a fim de identificar possíveis contraindicações, como o uso de anticoagulantes ou a presença de condições que possam comprometer a segurança do tratamento. A suspensão tempo-rária de medicamentos anticoagulantes, por exemplo, pode reduzir a chance de hematomas e outras complicações.8

Diante disso, este artigo tem como objetivo descrever as principais intercorrências associadas ao uso de toxina botu-línica e AH em procedimentos estéticos faciais, com o intuito de auxiliar profissionais da área a identificar, tratar e pre-venir essas complicações, bem como melhorar a conduta em cada tratamento.

Materiais e Métodos

A pesquisa adotou o método de revisão integrativa da literatura, com o objetivo de investigar e analisar complica-ções associadas ao uso de toxina botulínica e AH em proce-dimentos estéticos faciais. A revisão integrativa é uma abordagem que permite a inclusão de diferentes tipos de estudos (revisões sistemáticas, estudos observacionais, ensaios clínicos, entre outros), o que possibilita uma com-preensão abrangente do tema e integra resultados de múlti-plas fontes para fornecer uma síntese crítica.

A busca por artigos científicos foi realizada na base de dados PubMed, com as seguintes palavras-chave: botulinumtoxin AND facial, Botox AND complications,e hyaluronic acid AND compli-cations. A pesquisa inicial englobou artigos publicados entre 2008 e 2023, com filtros aplicados para o idioma inglês e foco em estudos relacionados a complicações estéticas faciais.

As etapas do processo de revisão seguiram um protocolo da declaração Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), adaptado para garan-tir a seleção rigorosa e a validade dos estudos incluídos.

Etapa 1-Busca inicial e análise de títulos

Na primeira etapa, foi realizada uma busca preliminar na base de dados PubMed. Os títulos dos artigos encontrados foram analisados para verificar sua relevância. Os critérios de exclusão abrangeram estudos que investigavam o uso de toxina botulí-nica ou AH para fins terapêuticos não estéticos, bem como artigos que focavam na área odontológica. Foram incluídos artigos que tratavam de complicações estéticas relacionadas ao uso desses injetáveis, incluindo revisões, estudos de caso e análises de notificações compulsórias. Somente os artigos que atendiam a esses critérios foram selecionados para a fase seguinte.

Etapa 2-Análise de resumos

Na segunda etapa, os resumos dos artigos selecionados com base nos títulos foram cuidadosamente revisados para veri-ficar sua pertinência ao tema. Foram aplicados os mesmos critérios de inclusão e exclusão da etapa anterior, buscando-se garantir que os estudos abordassem especificamente as complicações estéticas derivadas do uso de toxina botulínica e AH em procedimentos faciais. Apenas os artigos que demonstraram relevância e clareza em seus resumos passa-ram para a análise completa.

Etapa 3-Análise completa dos manuscritos

A terceira etapa envolveu a leitura integral dos artigos que passaram pelas etapas anteriores. Essa fase teve como obje-tivo a extração de dados detalhados sobre as complicações e intercorrências estéticas associadas ao uso de toxina botulí-nica e AH. Após a leitura completa, artigos que não se centravam em complicações estéticas foram excluídos da revisão final. As informações extraídas foram organizadas de forma sistemática para compor a base de evidências da presente revisão, para oferecer uma visão completa dos riscos e complicações associados a esses procedimentos.

Resultados

NA base de dados, foram identificados 1.505 estudos relacionados a toxina botulínica e 677 estudos relacionados ao AH, em um total de 2.182 artigos encontrados na primeira etapa. Destes, 2.072 (94,96%) estudos foram excluídos na etapa 1 por não atenderem aos critérios estabelecidos para a pesquisa. Desta forma, foram para análise na segunda etapa 110 resumos. Na etapa 2, foram excluídos 98 estudos (89,09%). Assim, 12 (10,90%) estudos9-20 foram analisados integralmente. Esses 12 estudos investigaram as complicações associadas ao uso de AH e TBa em procedimentos estéticos faciais, conforme apre-sentado na ►Tabela 1.

Tabela 1 - Principais fatores investigados relacionados ao uso de ácido hialurônico e toxina botulínica
Fator estudado Autor Tipo de estudo Principais achados
Ácido hialurônico Park et al., 2010.9 Análise de 28 casos clínicos 42,9% dos pacientes apresentaram nódulos ou massas palpáveis; 35,7% apresentaram sintomas inflamatórios; 10,7% apresentaram necrose; e 10,7%, despigmentação.
Ácido hialurônico Signorini et al., 2016.10 Revisão baseada em evidências
e consenso global
Complicações precoces: infarto vascular, necrose de tecidos moles, reações inflamatórias. Complicações tardias: granulomas, nódulos, despigmentação, migração do preenchedor.
Ácido hialurônico Abduljabbar e Basendwh, 2016.11 Pesquisa abrangente do banco de dados das
plataformas digitais
Efeitos adversos de início precoce: edema, dor, eritema, necrose tecidual local, embolização de vasos sanguíneos (cegueira ou acidente vascular cerebral). Eventos adversos retardados: biofilmes, granuloma de corpo estranho, cicatrizes.
Ácido hialurônico Maia e Salvi, 2018.12 Estudo observacional Ácido hialurônico mostrou ser eficaz, porém 5% dos casos apresentaram nódulos ou irregularidades após a aplicação.
Ácido hialurônico Urdiales-Gálvez et al., 2018.13 Revisão de recomendações de especialistas Oclusão vascular com risco de necrose tecidual, o que destaca a eficácia da hialuronidase como intervenção emergencial.
Ácido hialurônico Alharbi et al., 2023.14 Análise de 7 casos clínicos A maioria dos pacientes apresentou perda de visão, ptose, equimose e diminuição de capacidade visual.
Ácido hialurônico Kyriaziids et al., 2023.15 Análise sistemática de 48 artigos Principais eventos adversos comuns (até 14 dias): inchaço ou edema no local da injeção (26 artigos), hematomas ou equimoses (19 artigos). Eventos adversos que duram mais de 21 dias: infecção por Herpes simplex e irregularidades de contorno.
Toxina botulínica Zagui et al., 2008.16 Revisão sistemática com metanálise A revisão encontrou 823 efeitos adversos graves associados ao uso de toxina botulínica, incluindo paralisia muscular e reações alérgicas.
Toxina botulínica Sposito, 2009.17 Revisão de literatura A revisão identificou riscos de paralisia muscular e reações alérgicas graves, o que destaca a necessidade de técnicas seguras de aplicação.
Toxina botulínica Santos, 2013.18 Revisão de literatura Complicações mais comuns incluem ptose palpebral (5%), cefaleia (7%), e assimetrias faciais (3%).
Toxina botulínica Gouveia et al., 2020.19 Revisão de literatura Uso de toxina botulínica é seguro, mas pode causar complicações como ptose palpebral (2-5%), cefaleia (1-10%) e dor no local da injeção (12-25%).
Toxina botulínica Ahsanuddin et al., 2021.20 Análise de banco de dados da Food and Drug Administration Relatados eventos adversos, como reações alérgicas graves, incluindo anafilaxia, e casos raros de morte (0,01%).
Tabela 1 - Principais fatores investigados relacionados ao uso de ácido hialurônico e toxina botulínica

Desses estudos, 79-15 (58,3%) abordaram as complicações relacionadas ao AH, ao passo que os outros 59-15 (41,7%) se centraram nas complicações associadas ao uso de TBa. Os resultados obtidos revelam uma ampla gama de complica-ções, que variam desde reações inflamatórias locais até eventos adversos mais graves, que podem comprometer a segurança e a saúde dos pacientes submetidos a esses procedimentos.

No que diz respeito ao AH, Park et al.9 observaram que 42,9% dos pacientes desenvolveram nódulos ou massas palpáveis, um achado relevante que indica a formação de granulomas ou acúmulos de material, frequentemente resul-tante de técnicas inadequadas de injeção. Ademais, 35,7% dos pacientes relataram sintomas inflamatórios, como inchaço e sensibilidade, que podem estar relacionados a uma reação imunológica ao material injetado. Com relação aos casos mais graves, 10,7% dos pacientes sofreram necrose, uma complicação séria que ocorre quando há interrupção no fluxo sanguíneo, geralmente associada à oclusão vascular, e 10,7% apresentaram despigmentação, provavelmente ligada à necrose ou à inflamação crônica.9

Além desses achados, a revisão global conduzida por Signorini et al.10 classifica as complicações relacionadas ao AH em precoces e tardias. Complicações precoces, como infarto vascular e necrose de tecidos moles, são frequente-mente atribuídas à oclusão de vasos sanguíneos causada pela aplicação incorreta do preenchedor. Já as complicações tardias incluem a formação de granulomas e nódulos, que podem surgir semanas ou até meses após o procedimento, e exigem tratamentos complementares, como a administração de cor-ticosteroides ou a dissolução do preenchedor com hialuronidase.10

Esses achados são corroborados por Abduljabbar e Basendwh,11 que identificaram complicações precoces comuns, como edema e dor no local da injeção, além de eventos adversos graves, como embolização de vasos sanguí-neos, que pode levar a consequências severas, como cegueira ou acidente vascular cerebral (AVC). Esses eventos ocorrem principalmente em regiões faciais com alta densidade vascular, como a área periorbital, e são considerados uma das compli-cações mais graves e temidas nos procedimentos estéticos com AH. Além disso, esse estudo11 destacou os efeitos adversos tardios, como a formação de biofilmes, que podem resultar em infecções crônicas, e a formação de granulomas de corpo estranho, ambos requerendo intervenções adicionais.

De forma semelhante, Alharbi et al.14 destacaram com-plicações oculares graves em sete casos clínicos envolvendo o uso de AH. Os pacientes afetados relataram perda de visão, ptose (queda da pálpebra), equimose (manchas roxas) e diminuição da capacidade visual. Esses efeitos estão direta-mente relacionados à injeção inadvertida do preenchedor em vasos que alimentam o sistema ocular, o que pode resultar em isquemia e, em casos mais graves, em cegueira irreversí-vel. Esses dados reforçam a necessidade de maior cuidado ao aplicar AH em áreas próximas aos olhos, uma região com alta vascularização e suscetível a complicações graves.14

Além das complicações de curto prazo, Kyriaziids et al.15 realizaram uma análise sistemática de 48 artigos que exami-naram eventos adversos de longo prazo. As complicações mais comuns relatadas, como inchaço e hematomas, tendem a desaparecer dentro de 14 dias, ao passo que complicações mais persistentes, como infecção por Herpes simplex e irregu-laridades de contorno, podem perdurar por mais de 21 dias. As irregularidades de contorno são frequentemente atribuídas à migração do preenchedor ou à injeção em camadas superfi-ciais da pele, o que destaca a importância de técnicas de injeção adequadas para evitar tais complicações.15

Para lidar com emergências, como a oclusão vascular, Urdiales-Gálvez et al.13 destacaram a importância da hialu-ronidase, uma enzima capaz de dissolver rapidamente o ácido hialurônico, o que reverte complicações graves como a necrose tecidual. A pesquisa13 destaca a importância de intervenções rápidas e eficazes para evitar danos permanen-tes aos pacientes.

Passando à toxina botulínica, Gouveia et al.19 revelaram que complicações como ptose palpebral ocorrem em 2 a 5% dos pacientes. A ptose, que é a queda temporária da pálpebra, ocorre quando a toxina afeta músculos próximos aos que foram alvo da injeção, mas é geralmente uma complicação reversível. Outros efeitos adversos incluem cefaleia, relatada por 1 a 10% dos pacientes, e dor no local da injeção, que pode ser resultado tanto da técnica de aplicação quanto da res-posta natural do organismo à toxina.19

Além disso, Zagui et al.16 e Sposito17 relataram 823 efeitos adversos graves relacionados ao uso da toxina botulínica, incluindo paralisia muscular e reações alérgicas severas. Esses eventos graves são raros, mas destacam a importância da aplicação precisa da toxina para minimizar riscos.16,17

Santos18 também identificou as complicações mais comuns, como ptose palpebral, cefaleia e assimetrias faciais, que ocorrem quando há uma distribuição desigual da toxina, o que leva a resultados estéticos insatisfatórios. Por fim, Ahsanuddin et al.20 documentaram reações alérgicas graves, como anafilaxia, e raros casos de morte (0,01%), ressaltando a necessidade de um ambiente de tratamento seguro e pro-fissionais preparados para lidar com emergências.18,20

Discussão

O AH é amplamente reconhecido como um dos preenchedores dérmicos mais seguros e eficazes, sendo frequentemente utilizado em procedimentos estéticos para melhorar o volume facial e suavizar rugas. No entanto, como mostrado por Park et al.,9 até mesmo procedimentos considerados seguros podem resultar em complicações significativas. Nesse estudo, 42,9% dos pacientes desenvolveram nódulos ou massas palpáveis após a aplicação de AH, ao passo que 35,7% apresentaram sintomas inflamatórios, como inchaço e vermelhidão. Estes resultados sublinham a importância de uma técnica adequada de injeção para evitar a formação de granulomas, que podem ocorrer devido a uma resposta imunológica ao preenchedor.9 Esses achados são reforçados por Signorini et al.,10 que classificam as complicações do AH em precoces e tardias. As complicações precoces, como infarto vascular e necrose tecidual, surgem logo após a aplicação, sendo frequente-mente atribuídas à oclusão de vasos sanguíneos, um pro-blema que pode ser evitado com uma técnica de injeção precisa. Já as complicações tardias incluem granulomas e nódulos, que podem surgir semanas ou até meses após o procedimento. Esse tipo de complicação destaca a necessi-dade de monitoramento de longo prazo dos pacientes, algo que pode ser negligenciado em práticas estéticas que visam resultados imediatos.10

Além disso, Abduljabbar e Basendwh11 acrescentam que complicações graves, como necrose tecidual local e emboli-zação de vasos sanguíneos, que podem resultar em cegueira ou AVC, são preocupações reais em áreas faciais com uma rica rede vascular, como a região periorbital. Esses achados indicam que o risco de complicações graves pode ser sub-estimado, especialmente com a popularização dos procedi-mentos estéticos realizados por profissionais menos experientes ou em contextos não médicos. Alharbi et al.14, por exemplo, destacam que complicações oculares graves, como perda de visão e ptose, ocorrem quando o AH é inadvertidamente injetado em vasos sanguíneos que irrigam o olho, o que desafia a percepção comum de que o AH é um preenchedor de baixo risco.11,14

Nesse contexto, Kyriaziids et al.15 realizaram uma análise sistemática e identificaram que inchaço e edema são compli-cações comuns, mas geralmente temporárias. Entretanto, eles também relataram casos de infecção por H. simplex e irregu-laridades de contorno, que podem surgir em uma pequena porcentagem de pacientes. Esses achados sugerem que, embora as complicações graves sejam raras, a variabilidade na resposta dos pacientes ao AH não deve ser subestimada. Por exemplo, a reativação do H. simplex pode ocorrer em pacientes suscetíveis devido ao trauma causado pela injeção, ao passo que irregu-laridades de contorno podem ser causadas pela migração do preenchedor ou pela injeção superficial.15

O estudo de Maia e Salvi12 acrescenta que 5% dos casos tratados com AH apresentaram nódulos ou irregularidades após a aplicação. Esse percentual, embora baixo, é relevante, pois levanta questões sobre a variabilidade na qualidade do ácido hialurônico utilizado, a técnica de injeção e a resposta biológica individual dos pacientes. Esses achados ressaltam que, embora o AH seja amplamente seguro, sua aplicação requer cautela e um profundo conhecimento técnico por parte dos profissionais.12

Assim como o AH, a TBa é amplamente utilizada para tratar rugas dinâmicas, sendo considerada um tratamento eficaz. No entanto, Gouveia et al.19 relataram que entre 2 e 5% dos pacientes que receberam TBa desenvolveram ptose pal-pebral, uma complicação que, embora temporária, pode ser esteticamente desagradável e causar incômodo significativo. Além disso, entre 1 e 10% dos pacientes relataram cefaleia após a aplicação, e entre 12 e 25% experimentaram dor no local da injeção. Embora essas complicações sejam geral-mente leves e reversíveis, elas podem impactar temporaria-mente a qualidade de vida dos pacientes, o que destaca a importância de uma técnica adequada de injeção para mini-mizar esses efeitos adversos.19

A revisão sistemática com metanálise de Zagui et al.16 oferece uma visão mais ampla e preocupante das complica-ções associadas à toxina botulínica. Eles identificaram 823 efeitos adversos graves, incluindo paralisia muscular e rea-ções alérgicas severas, como anafilaxia. Esses achados con-trastam com a visão mais otimista de Gouveia et al.,19 que apresentaram a toxina botulínica como um procedimento geralmente seguro, com poucos riscos. Essa disparidade entre os estudos pode ser atribuída a diferenças metodológicas, pois Zagui et al.16 se concentraram em um conjunto maior de dados e eventos adversos graves, ao passo que Gouveia et al.19 se centraram em complicações mais comuns e menos severas.

Santos18 também discute complicações associadas ao uso de toxina botulínica, e relata que 5% dos pacientes apresen-taram ptose palpebral, 7% relataram cefaleia, e 3% apresen-taram assimetrias faciais. Essas complicações corroboram os achados de Gouveia et al.,19, que relataram efeitos adversos semelhantes. No entanto, as assimetrias faciais sugerem que a resposta dos músculos à toxina botulínica pode variar entre os pacientes, o que destaca a importância de uma técnica de injeção precisa e de uma avaliação cuidadosa da anatomia facial antes do tratamento.18,19

Os achados podem ser reforçados por Musharbash e Chakra21 que descrevem a ptose palpebral como uma com-plicação relativamente frequente após a aplicação de toxina botulínica, que se manifesta entre o segundo e o décimo dias após o procedimento, quando a toxina atinge o músculo levantador da pálpebra superior, o que resulta em sua paralisia. O estudo21 ressalta que os pacientes também desempenham um papel significativo na prevenção dessa intercorrência, sendo essencial que recebam orientações claras para evitar qualquer manipulação da área tratada durante um período determinado após a injeção, uma vez que friccionar ou massagear a região pode provocar a disse-minação inadvertida da toxina. Ademais, os autores21 apon-tam que, embora a ptose possa ser tratada com o uso de colírios capazes de elevar a pálpebra em 1 a 2 mm, os pacientes acometidos por essa condição induzida pela toxina botulínica podem enfrentar desconforto e comprometimento funcional por várias semanas, até que os efeitos da substância se dissipem completamente. Dessa forma, constata-se que, ao contrário do AH, a toxina botulínica não dispõe de um agente específico para reverter suas complicações, sendo possível apenas a adoção de tratamentos alternativos com o objetivo de diminuir o tempo de ação da toxina.

Ahsanuddin et al.20 oferecem uma perspectiva mais cau-telosa ao analisarem dados do banco de dados da FDA, e relatam reações alérgicas graves, incluindo anafilaxia, e casos raros de morte, com uma frequência de 0,01%. Embora a mortalidade associada à toxina botulínica seja extrema-mente rara, esses dados sublinham a importância de um monitoramento cuidadoso durante e após a administração do produto. Esses achados desafiam a percepção comum de que a toxina botulínica é completamente segura, e sugerem que os profissionais de saúde devem estar preparados para responder a emergências, mesmo que a probabilidade de sua ocorrência seja baixa.20

Ao comparar os resultados dos estudos sobre o AH e a toxina botulínica, é possível observar que as complicações associadas a cada substância refletem diferentes mecanis-mos de ação e áreas de aplicação. O AH, por ser um preen-chedor, está mais relacionado a complicações físicas, como nódulos, granulomas e necrose tecidual. Essas complicações, embora raramente fatais, podem ser esteticamente desfavo-ráveis e difíceis de manejar, especialmente quando surgem tardiamente.11,15 Já a toxina botulínica, embora menos frequentemente associada a complicações graves imediatas, pode causar efeitos adversos significativos, como paralisia muscular e reações alérgicas graves.

Os estudos de Santos,18 e de Ahsanuddin et al.20 destacam a importância de considerar tanto as complicações comuns quanto as raras ao avaliar a segurança da toxina botulínica. Ao passo que Santos18 se concentra nas complicações mais comuns, como ptose palpebral e cefaleia, Ahsanuddin et al.20 chamam atenção para os raros, mas graves, casos de anafi-laxia e morte. Esse contraste entre a frequência das com-plicações e sua gravidade potencial sugere que os profissionais devem estar preparados para lidar com uma ampla gama de reações adversas, mesmo aquelas de ocorrência rara.18,20

Quando se trata da técnica de aplicação, os achados de Park et al.9 sobre o AH reforçam que a precisão é fundamental para evitar complicações como nódulos e necrose. Esses resultados são consistentes com os de Abduljabbar e Basendwh,11 que ressaltam o risco de complicações graves, como a embolização vascular, quando o AH é aplicado de forma inadequada. Portanto, apesar de o AH ser amplamente considerado um produto seguro, a técnica do profissional desempenha um papel crítico na determinação do resultado e na minimização dos riscos.9,11

Por outro lado, a escolha entre AH e toxina botulínica deve considerar não apenas o objetivo estético, como também o perfil de complicações associado a cada um. O ácido hialu-rônico, por ser um preenchedor, está mais relacionado a complicações físicas, como nódulos e necrose, ao passo que a toxina botulínica, que atua bloqueando a liberação de ace-tilcolina nas sinapses neuromusculares, está mais relacio-nada a complicações funcionais, como paralisia muscular e reações alérgicas.19,20 Isso implica que a decisão entre usar AH ou TBa deve levar em consideração o desejo do paciente e a complexidade do procedimento e os riscos potenciais.

Outro fator crítico é a variabilidade na resposta dos pacien-tes aos procedimentos. Kyriaziids et al.15 observaram que eventos adversos comuns, como edema e inchaço, podem persistir por mais de 21 dias em alguns pacientes, o que sugere uma variabilidade na resposta inflamatória ao AH. De forma semelhante, Gouveia et al.19 e Santos18 identificaram que complicações como assimetrias faciais e ptose palpebral após a aplicação de TBa podem variar entre os pacientes, dependendo da distribuição do produto e da anatomia indi-vidual. Essa variabilidade indica que a personalização do tratamento é essencial. Em vez de adotar um protocolo-padrão para todos os pacientes, os profissionais devem avaliar cuida-dosamente fatores como a saúde geral do paciente, o histórico de reações anteriores e características anatômicas específicas para minimizar os riscos e maximizar os resultados.15,18,19

Essa abordagem personalizada é particularmente impor-tante em áreas de risco, como a região periorbital. Alharbi et al.14 destacam que injeções de AH próximas aos olhos são especialmente delicadas, pois qualquer erro pode causar isquemia ocular e até cegueira. Por isso, é fundamental que os profissionais que realizam esses procedimentos tenham um profundo conhecimento da anatomia facial e usem téc-nicas adequadas para garantir a segurança dos pacientes.14

Além das técnicas e da variabilidade individual, outro aspecto relevante é o contexto no qual esses procedimentos são realizados. A crescente popularidade dos tratamentos estéticos tem levado a uma maior oferta desses procedimen-tos em ambientes não médicos, como clínicas de estética e spas, muitas vezes por profissionais sem treinamento médico formal.22 Estudos como os de Ahsanuddin et al.20 e Alharbi et al.14 indicam que a realização de procedimentos estéticos por profissionais não qualificados pode aumentar o risco de complicações, especialmente em procedimentos mais com-plexos, como a aplicação de AH na região periorbital.14,20,22

A falsificação de produtos utilizados em procedimentos estéticos é uma preocupação crescente que pode resultar em complicações graves para os pacientes. O uso de produtos falsificados, como AH e toxina botulínica, pode aumentar o risco de reações adversas, uma vez que esses produtos não passam pelos rigorosos processos de controle de qualidade exigidos por órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) ou a FDA. Estudos14,23 apontam que produtos falsificados podem conter substâncias conta-minantes, dosagens incorretas ou até mesmo ingredientes tóxicos, o que eleva significativamente o risco de complica-ções, como reações alérgicas severas, infecções ou necrose tecidual. Essa questão ressalta a importância de os profissio-nais garantirem que estão adquirindo produtos de fontes confiáveis e devidamente regulamentadas.

Além disso, a falsificação de produtos estéticos é um problema global, com impactos significativos sobre a segurança dos pacientes e a credibilidade dos tratamentos. De acordo com Santos,18, a falsificação de toxina botulínica tem sido relatada com certa frequência em mercados inter-nacionais, o que compromete a eficácia do produto e coloca os pacientes em risco de desenvolver complicações graves, como paralisia muscular indevida ou infecções. A ANVISA e outros órgãos reguladores internacionais têm intensificado os esforços para combater essa prática, por meio da rastrea-bilidade dos lotes e da exigência de que os profissionais de saúde adquiram esses produtos diretamente dos fabricantes ou distribuidores autorizados.18

A necessidade de uma regulamentação mais rigorosa para garantir a segurança dos pacientes foi ressaltada pela ANVISA,24 que publicou o Informe de Segurança GGMON n ° 01/2024, que destaca a importância da cosmetovigilância. Este documento destaca que a notificação de eventos adver-sos deve ser obrigatória, o que corrobora os achados de Abduljabbar et al.,11 que sugerem que muitos eventos adver-sos podem estar sendo subnotificados, o que dá uma falsa sensação de segurança em procedimentos com AH e TBa. A subnotificação de eventos adversos pode levar a uma sub-estimação dos riscos e, como resultado, a uma regulamentação insuficiente.11,24

Outro ponto importante levantado por Maia e Salvi12 e Trindade et al.23 (2020) é a importância de uma seleção criteriosa dos pacientes para minimizar os riscos de com-plicações. Pacientes com histórico de reações alérgicas, doenças autoimunes ou sensibilidade a procedimentos esté-ticos podem estar em maior risco de desenvolver complica-ções graves após a aplicação de AH ou TBa. Esses achados destacam que a consulta inicial e a avaliação médica são etapas cruciais para se determinar a segurança do procedimento.12,23

Por fim, as discussões legislativas recentes, como o Projeto de Lei n° 9.602/2018,25 refletem uma crescente preocupação com a segurança dos procedimentos estéticos no Brasil. A proposta prevê a notificação compulsória de complicações associadas a procedimentos estéticos, sejam eles cirúrgicos ou não cirúrgicos, o que reforça a importância de um acompanhamento contínuo. Isso também se alinha com as advertências de Gouveia et al.19 e Abduljabbar et al.,11 que ressaltam que uma melhor regulamentação e maior trans-parência nas notificações de complicações poderiam ajudar a identificar padrões de risco e mitigar complicações futuras.

Ante o exposto, torna-se evidente que, tanto o AH quanto a toxina botulínica são amplamente utilizados em procedi-mentos estéticos e apresentam perfis de segurança favorá-veis quando realizados por profissionais capacitados. No entanto, as complicações, embora raras, podem ser signifi-cativas e, em alguns casos, graves. A personalização do tratamento, o uso de técnicas adequadas e a regulamentação rigorosa dos profissionais que realizam esses procedimentos são essenciais para garantir a segurança dos pacientes. Além disso, o monitoramento contínuo e a notificação obrigatória de eventos adversos, como preconizado pela ANVISA,24 podem ajudar a identificar riscos potenciais e a melhorar a prática desses procedimentos estéticos.

Conclusão

Este estudo destacou a importância de uma abordagem criteriosa e informada ao utilizar toxina botulínica e AH em procedimentos estéticos faciais. Embora ambas as sub-stâncias sejam amplamente utilizadas e consideradas segu-ras, as evidências analisadas demonstram que complicações podem ocorrer, e variam desde efeitos leves e temporários até eventos mais graves que exigem intervenções imediatas. O AH, apesar de ser um preenchedor popular devido à sua capacidade de restaurar volume e suavizar rugas, pode causar complicações como nódulos, necrose e reações infla-matórias, especialmente quando aplicado inadequadamente ou em áreas anatomicamente complexas. Já a toxina botu-línica, amplamente utilizada para suavizar linhas de expres-são, também apresenta riscos, incluindo ptose palpebral, cefaleia e, em casos mais raros, reações alérgicas severas.

A revisão da literatura sugere que a técnica de injeção e a experiência do profissional desempenham papéis cruciais na minimização dos riscos. Portanto, é essencial que os profis-sionais de saúde envolvidos na aplicação desses injetáveis estejam devidamente capacitados e atualizados em relação às melhores práticas e técnicas, além de terem um entendi-mento profundo da anatomia facial. A individualização do tratamento para cada paciente, levando em consideração fatores como histórico médico, características anatômicas e expectativas, é fundamental para garantir resultados estéti-cos seguros e eficazes.

Adicionalmente, a conscientização dos pacientes sobre os potenciais riscos e a importância do seguimento pós-procedimento é um aspecto crucial na prevenção e no manejo precoce de complicações. Este estudo também sugere a necessidade de regulamentações mais rigorosas e de uma educação continuada para profissionais que reali-zam esses procedimentos, visando sempre a segurança e o bem-estar dos pacientes. No futuro, a investigação contínua e o desenvolvimento de novas técnicas e produtos poderão contribuir para a redução das complicações asso-ciadas ao uso de toxina botulínica e AH, o que aprimorará ainda mais os resultados estéticos e a segurança dos procedimentos.

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1. Escola de Ciências da Saúde, Universidade do Vale do Itajaí, -Itajaí, SC, Brasil

Suporte financeiro

Os autores declaram que não receberam suporte finan-ceiro de agências dos setores público, privado ou sem fins lucrativos para a realização deste estudo.

Endereço para correspondência Alexandre Geraldo, Escola de Ciências da Saúde, Universidade do Vale do Itajaí, Rua Uruguai, 458, Centro, Itajaí, SC, 88302-901, Brasil (e-mail: alexandregeraldo@univali.br alexandregeraldo01@gmail.com).

Artigo submetido: 06/11/2024.
Artigo aceito: 26/08/2025.

Conflito de Interesses

Os autores não têm conflito de interesses a declarar.