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Tórax e Tronco - Ano 2012 - Volume 27 - (3 Suppl.1)

INTRODUÇÃO

As pacientes portadoras de hipotrofia e ptose mamária leve que optam pela cirurgia plástica desejam mamas maiores, bem posicionadas e mais firmes. A associação com a dermolipectomia abdominal também proporciona que tais objetivos sejam alcançados, eliminando as cicatrizes próximas da região torácica. A diversidade das mamas quanto a forma, quantidade e qualidade do tecido mamário e característica do revestimento cutâneo, bem como um abdome flácido e inestético, fazem com que a procura por cirurgias plásticas associadas sejam frequentes. Podemos utilizar métodos cirúrgicos em um só estágio para obtenção de formato, volume e simetria adequada das mamas, cicatrizes localizadas na região abdominal, sem aumento do tempo operatório, apresentando baixos índices de complicações e resultados duradouros.


OBJETIVO

A associação de abdominoplastia com mastoplastia de aumento é muito frequente na cirurgia plástica, apresentando resultados seguros e estéticos. A inclusão dos implantes mamários através dermolipectomia abdominal permite a obtenção do abdome estético e de mamas com boa projeção, volume adequado e consistência firme, sem as cicatrizes na região mamária.


MÉTODO

Entre março de 2011 e junho de 2012, 10 pacientes com hipomastia e abdome flácido foram submetidas à inclusão dos implantes mamários através da abdominoplastia. A faixa etária variou de 30 a 47 anos. Os implantes mamários introduzidos foram de silicone gel coesivo, superfície texturizada, formato redondo, com volume variando entre 265 e 350 ml. Todas as cirurgias foram realizadas sob anestesia geral, no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. A abdominoplastia inicia-se com a incisão transversal baixa obedecendo à marcação prévia, descolamento do panículo dermogorduroso em sentido do apêndice xifoide e arcos costais, preservando o cordão umbilical. Segue-se a diérese com bisturi e confecção de túneis em direção das aréolas, com cerca de 6 cm de largura. O descolamento retroglandular é feito sob visão direta, com afastador longo de fibra óptica. Após confecção da loja e revisão da hemostasia, introduz-se o implante mamário, posicionando-o de forma adequada. O mesmo procedimento é conduzido na mama contralateral. Fechamento dos túneis com fios de náilon 2.0, realizando sutura do retalho na aponeurose do músculo reto abdominal abaixo do sulco mamário pré-existente. Correção da diástase dos músculos retos abdominais através de plicatura longitudinal da aponeurose entre o xifoide e o cordão umbilical e deste até o púbis, com fio de náilon 2.0. Fixação do umbigo na aponeurose com náilon 3.0. Tracionamento e exérese do excesso do retalho infraumbilical, com hemostasia. Após posicionamento do umbigo, realizamos incisão em forma de "U", na parede do retalho, desengorduramento nessa área e revisão da hemostasia. Realização dos pontos de adesão do retalho na aponeurose com poliglactina 2.0 ou náilon 2.0. Colocação de dreno de sucção em região abdominal e fixação na pele pubiana com náilon 3.0. Onfaloplastia ao nível das cristas ilíacas e fechamento da parede utilizando fios de náilon 3.0 no tecido subcutâneo e síntese da pele com náilon 4.0.


RESULTADOS

Neste período de 15 meses, foram realizadas mastoplastia de aumento através da abdominoplastia em 10 pacientes. Essas pacientes apresentavam hipotrofia sem ptose e abdome flácido tipo grau V. Pôde-se observar no pós-operatório que as mamas estavam bem posicionadas, com excelente projeção, formato natural, consistência firme e sem cicatrizes nas região torácica. Foram observadas complicações na região abdominal, como: deiscência parcial de ferida operatória em região suprapúbica, cicatriz hipertrófica e necrose parcial de umbigo. Não ocorreram complicações como necrose, infecção ou hematoma.


CONCLUSÃO

A inclusão de implantes mamários através da abdominoplastia é uma opção segura e confiável na cirurgia plástica de aumento mamário, com baixos índices de complicações, bons resultados estéticos e sem cicatrizes nas mamas.

 

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