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Geral - Ano 2012 - Volume 27 - (3 Suppl.1)

INTRODUÇÃO

Criado em 2005, o Banco de Pele Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre (BP) encontra-se, hoje, em pleno funcionamento. Inicialmente dedicado à elaboração de seus Protocolos Operacionais Padrão (POPs), desde 2006 começou o preparo de tecidos. O BP foi o primeiro banco de tecidos do Brasil autorizado pelo Ministério da Saúde a realizar a retirada de pele. Os critérios de inclusão nos protocolos de doação são determinados pelo Ministério da Saúde, e seguidos integralmente pela equipe de captação. O preparo do tecido é feito com base nas diretrizes da American Association of Tissue Banks (Associação Americana de Bancos de Tecidos AATB), conferindo padrões internacionais de qualidade aos tecidos disponibilizados pelo BP.


OBJETIVO

Descrever as estatísticas do Banco de Pele do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre, no período de janeiro de 2009 a junho de 2012.


MÉTODO

De janeiro de 2009 a junho de 2012, foram realizados 78 procedimentos de retirada em doadores que se enquadravam dentro das exigências da CNT, e cuja família concedeu autorização. As doações foram divididas em 184 lotes, com média de 2,35 lotes por doador.


RESULTADOS

Dos 184 lotes, 57 (31%) foram descartados. Os 127 lotes restantes forneceram um total de 81.746,27 cm2 de tecido viável para transplante, com uma média de 444,27 cm2 por lote e 1048,02 cm2 por doador. Foram enviados, e utilizados em pacientes queimados, 67.369,97cm2 de pele alógena, em quatro regiões do país. Restam, liberados para uso, 14.376,3 cm2 de tecido conservado em glicerol e resfriado. O Banco de Pele do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre está em funcionamento e com estatísticas equivalentes às apresentadas na literatura até o presente momento, porém ainda enfrenta dificuldades devido ao pequeno número de doadores.


DISCUSSÃO

A doação de órgão está bem estabelecida no Brasil, enquanto a doação de pele demonstra dificuldades na aceitação pelos familiares. O controle rígido da coleta e preparo do material disponibiliza tecido com boa qualidade para cobertura temporária de grandes áreas queimadas, entretanto, os números referentes à doação e uso de pele para transplante estão abaixo do esperado, comparando-se com a doação de múltiplos órgãos e outros tecidos. Campanhas de conscientização e um controle rígido dos procedimentos nas Centrais de Transplantes Estaduais poderiam ajudar a reverter esse quadro, aumentando o número de pacientes beneficiados.


CONCLUSÃO

Apesar de uma melhora proporcional no número de doadores e da utilização de pele alógena no país, em comparação ao mesmo período de 2008, os números referentes à doação e utilização de pele para transplante estão abaixo do esperado, comparando-se com a doação de múltiplos órgãos e outros tecidos.







 

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