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Experimental - Ano 2012 - Volume 27 - (3 Suppl.1)

INTRODUÇÃO

O estudo da rinoplastia é um grande obstáculo na formação do cirurgião plástico, devido ao pequeno campo operatório, ao grande leque de opções terapêuticas e à longa curva de aprendizado.


OBJETIVO

Avaliar a possibilidade do uso de um modelo de fácil obtenção, sem obstáculos legais ou burocráticos, que possa facilitar o treinamento da rinoplastia.


MÉTODO

Foi realizada documentação, sistemática e detalhada, do estudo da rinoplastia em material não humano usando cabeça de ovelha, com grande semelhança anatômica à rinoplastia em humanos. Seguiu-se, então, os passos de uma rinoplastia convencional, com infiltração, dissecção, confecção dos principais tipos de enxertos, manipulação estrutural e realização de fratura do processo frontal da maxila.


RESULTADOS

Com o uso da cabeça de ovelha foi constatada enorme semelhança anatômica e reproduzidos os passos de uma rinoplastia convencional. Com um campo operatório amplo, houve facilidade de entendimento das técnicas cirúrgicas.


DISCUSSÃO

Um modelo experimental para o estudo da rinoplastia é visado há muito tempo. No Brasil, o estudo em cadáver fresco tem sido dificultado, a obtenção desse material tem se tornado rara, com vários obstáculos legais. O uso de um material não humano com grande semelhança anatômica vem suprir essa deficiência, principalmente na dissecção nasal e de suas cartilagens, obtenção de enxerto septal, manipulação cartilaginosa, confecção de variados tipos de enxertos, etc.


CONCLUSÃO

A realização da rinoplastia em ovelhas tem grande aplicabilidade no treinamento da rinoplastia, com fácil mobilização de cartilagens alares, manipulação do septo, extração de enxerto, entre outras habilidade que podem ser adquiridas com a manipulação das cartilagens nasais, sendo assim uma nova opção no treinamento da rinoplastia.


Figura 1 - No treinamento da rinoplastia, pode-se realizar a demarcação das cartilagens alares, seguida da ressecção de sua margem cefálica.


Figura 2 - Retirada de enxerto septal, mantendo o septo estruturado em forma da letra "L".


Figura 3 - Posicionamento de enxerto alargador, com sua fixação.


Figura 4 - Realização de osteotomia sob visualização direta.

 

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