ISSN Online: 2177-1235 | ISSN Impresso: 1983-5175

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Busca por : Vanessa Lacerda Alves

Avaliação precoce da qualidade de vida e autoestima de pacientes mastectomizadas submetidas ou não à reconstrução mamária

Vanessa Lacerda Alves; Miguel Sabino Neto; Luiz Eduardo Felipe Abla; Carlos Jorge Rocha de Oliveira; Lydia Masako Ferreira
Rev. Bras. Cir. Plást. 2017;32(2):208-217 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Após o diagnóstico e tratamento do câncer de mama, algumas mulheres passam por alterações físicas, sociais e emocionais que repercutem muitas vezes na qualidade de vida e na autoestima. O objetivo é avaliar a qualidade de vida e autoestima de pacientes mastectomizadas submetidas ou não à reconstrução mamária após um mês de cirurgia. MÉTODOS: A casuística foi composta por 89 pacientes, com idade igual ou superior a 30 anos, submetidas ou não à reconstrução mamária, e oriundas dos ambulatórios de Cirurgia Plástica e Mastologia do Hospital São Paulo e do Hospital Pérola Byington. O grupo 1 (n = 30) composto pelas pacientes mastectomizadas sem reconstrução mamária; o grupo 2 (n = 29) mastectomizadas com reconstrução mamária; e o grupo 3 (n = 30) pacientes sem alterações nas mamas. Para a avaliação da qualidade de vida, foram aplicados os instrumentos validados para uso no Brasil EORTC QLQ-C30 e Escala de Autoestima de Rosenberg UNIFESP/EPM. RESULTADOS: Não foram observadas repercussões na qualidade de vida e autoestima das pacientes submetidas à mastectomia com ou sem a reconstrução mamária após um mês de cirurgia. CONCLUSÃO: Mulheres mastectomizadas com ou sem reconstrução mamária após um mês da cirurgia não apresentaram repercussões na qualidade de vida e na autoestima, quando comparadas entre si, bem como comparadas às mulheres sem história de câncer. É necessário que este tipo de avaliação, por meio dos questionários EORTC QLQ-C30 e QLQ-BR23, seja realizado no momento do diagnóstico do câncer de mama até o momento da pós-reconstrução mamária, com a finalidade de identificar em que fase se instalam as repercussões na qualidade de vida e autoestima.

Palavras-chave: Neoplasias da mama; Autoimagem; Mamoplastia; Mastectomia; Qualidade de vida.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: After diagnosis and treatment of breast cancer, some women go through physical, social, and emotional changes that often have an impact on their quality of life and self-esteem. This study aimed to assess the quality of life and self-esteem of mastectomized patients with or without breast reconstruction a month after surgery. METHODS: The study consisted of 89 patients aged ≥ 30 years with or without breast reconstruction. They were recruited from the Plastic Surgery and Mastology clinic of São Paulo Hospital and Pérola Byington Hospital. Group 1 (n = 30) consisted of mastectomized patients without breast reconstruction; group 2 (n = 29) consisted of mastectomized patients with breast reconstruction; and group 3 (n = 30) consisted of patients without changes in the breasts. The EORTC QLQ-C30 and Rosenberg Self-Esteem Scale UNIFESP/EPM instruments, which are validated in Brazil, were used to assess their quality of life. RESULTS: There were no observed effects in the quality of life and self-esteem of the patients who underwent mastectomy with or without breast reconstruction a month after surgery. CONCLUSION: The women with mastectomy with or without breast reconstruction a month after surgery showed no changes in their quality of life and self-esteem when compared among themselves and to women with no cancer history. It is necessary that this assessment, employing the EORTC QLQ-C30 and QLQ-BR23 questionnaires, be performed from the time of breast cancer diagnosis until after breast reconstruction to identify the stage when the quality of life and self-esteem are affected.

Keywords: Neoplasms of the breast; Self-image; Breast augmentation; Mastectomy; Quality of life.

 

Qualidade de vida e autoestima de pacientes mastectomizadas submetidas ou não a reconstrução de mama

Vanessa Lacerda Alves Furlan; Miguel Sabino Neto; Luiz Eduardo Felipe Abla; Carlos Jorge Rocha Oliveira; Ana Claudia de Lima; Bruna Furtado de Olinda Ruiz; Lydia Masako Ferreira
Rev. Bras. Cir. Plást. 2013;28(2):264-269 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O número de casos de câncer de mama vem crescendo abruptamente na população brasileira. Portanto a qualidade de vida (QV) e a autoestima são pautas importantes quando o assunto é abordado, visto que a retirada da mama pode causar grande impacto tanto psicológico como físico. Entretanto, com o avanço de técnicas cirúrgicas, a reconstrução de mama já é prática constante até mesmo no Sistema Único de Saúde (SUS). MÉTODO: Trata-se de um estudo qualitativo de caráter exploratório, que recrutou 22 voluntárias, divididas em dois grupos, de acordo com a cirurgia realizada. O grupo 1 (n = 11) foi formado por mulheres mastectomizadas e o grupo 2 (n = 11), por mulheres pós-reconstrução da mama. As voluntárias dos dois grupos responderam aos questionários de Rosenberg UNIFESP/EPM, EORTC QLQ-C30 e EVA. RESULTADOS: Os resultados sugerem que, em relação à qualidade de vida, quando se observa a função emocional, as voluntárias do grupo 1 apresentam pior média em relação ao grupo 2. Em relação à autoestima, não foi observada diferença estatisticamente significante entre os dois grupos; porém, quando considerada a idade, os resultados apresentam diferenças estatisticamente significantes. Quanto ao nível de dor, os grupos não apresentaram diferença estatisticamente significante. CONCLUSÕES: Os resultados obtidos revelam que mulheres que ainda não passaram pela reconstrução mamária possuem maior fragilidade emocional, porém novos estudos devem ser realizados para obtenção de valores estatisticamente mais relevantes.

Palavras-chave: Neoplasias da mama. Mastectomia. Mama/cirurgia. Qualidade de vida.

 

ABSTRACT

BACKGROUND: The number of breast cancer cases has sharply increased in the Brazilian population. Therefore, quality of life (QOL) and self-esteem (SE) are major causes of concern since removal of the breast can have substantial psychological and physical impacts. With the advancement of surgical techniques, however, breast reconstruction has become a standard procedure, even in the Brazilian Public Health System. METHODS: In this exploratory qualitative study, 22 recruited volunteers were divided into 2 groups: Group 1 (n = 11) consisted of women who underwent mastectomy, whereas Group 2 (n = 11) comprised women who underwent mastectomy plus breast reconstruction. All subjects completed the Rosenberg Universidade Federal de Sao Paulo/Escola Paulista de Medicina, European Organisation for Research and Treatment of Cancer Quality of Life Questionnaire-C30, and Visual Analogue Scale questionnaires. RESULTS: Group 1 subjects had a lower average emotional function than Group 2 subjects. No statistically significant difference between the two groups was observed in the SE; however, statistically significant differences were noted according to age. No differences in pain level were seen between groups. CONCLUSIONS: Women who did not undergo breast reconstruction were more emotionally fragile; however, further studies are required in an effort to obtain more statistically relevant values.

Keywords: Breast neoplasms. Mastectomy. Breast/surgery. Quality of life.

 

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