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Busca por : Roney Gonçalves Fechini Feitosa

Classificação clínica de ptose da cauda do supercílio

Daniel Sundfeld Spiga Real; Rodrigo Pacheco Reis; Roney Gonçalves Fechini Feitosa; Elvio Bueno Garcia; Lydia Masako Ferreira
Rev. Bras. Cir. Plást. 2016;31(3):354-361 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O estudo do supercílio se emoldura como um grande desafio para a cirurgia plástica por sua complexa relação com as estruturas faciais. O objetivo é descrever uma classificação clínica de ptose da cauda do supercílio. MÉTODOS: Estudo transversal, com pacientes de ambos os sexos, com idade de 18 a 100 anos, subdivididos em três grupos segundo a faixa etária. Grupo 1: 18 a 30 anos, Grupo 2: 31 a 60 anos e Grupo 3: 61 a 100 anos. Realizaram-se três medidas de cada lado por examinadores distintos, sem que cada um soubesse o valor da aferição dos demais. RESULTADOS: Total de 90 pacientes, com idades variando entre 18 e 94 anos, sendo 39 (43,3%) do sexo masculino e 51 (56,7%)do sexo feminino. As medidas do Grupo 1, considerado como normal, com média de idade de 26,7 anos, e com média de 2,14 cm em relação a medidas da ptose da cauda do supercílio. Já no Grupo 2, média da faixa etária foi de 44,2 anos e a média foi de 1,9 cm. No Grupo 3, média de idade de 72,6 anos com média de 1,27 cm. A tabela com a Classificação da Ptose da Cauda do Supercílio, em que se atribuiu a cada intervalo um grau de ptose, variando de grau I ao grau IV. Cada grau foi correlacionado com um intervalo numérico em que: > 1,8 cm representa a normalidade; 1,7-1,5 cm o grau I de ptose; 1,4-1,2 cm o grau II de ptose;1,1-0,9 cm o grau III de ptose e < 0,8 cm o grau IV de ptose. Em referência à indicação cirúrgica, essa teve sua indicação nos graus II, III e IV. CONCLUSÃO: A medida objetiva da posição da cauda do supercílio possibilitou classificação do grau de ptose e orientação quanto à necessidade de intervenção cirúrgica.

Palavras-chave: Classificação; Sobrancelhas; Rejuvenescimento; Antropometria.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: The study of the eyebrow is a great challenge for plastic surgery because of its complex relationship with facial structures. The present study aims to describe a clinical classification of brow ptosis. METHODS: A cross-sectional study with patients of both sexes and ages ranging from 18 to 100 years, subdivided into 3 groups according to age. Group 1: 18 to 30 years of age, Group 2: 31 to 60 years of age, and Group 3: 61 to 100 years of age. Three measurements were taken on each side by different examiners blinded to each other's results. RESULTS: A total of 90 patients, with ages ranging from 18 to 94, including 39 (43.3%) men and 51 (56.7%) women, were studied. Group 1, with a mean age of 26.7 years was considered normal, with mean brow ptosis of 2.14 cm. In Group 2, with a mean age of 44.2 years, the mean brow measurement was 1.9 cm. In Group 3, the mean age was 72.6 years and the mean brow measurement was 1.27 cm. The table outlining the brow ptosis classification assigns a degree of ptosis to each interval, ranging from I to IV. Each degree was correlated with a numerical range in which > 1.8 cm is normal, 1.7-1.5 cm corresponds to degree I ptosis, 1.4-1.2 cm to degree II ptosis, 1.1-0.9 cm to degree III ptosis, and < 0.8 cm to degree IV ptosis. Surgery was indicated for degrees II, III, and IV. CONCLUSION: The objective measurement of brow tail position enabled classification of the degree of ptosis and guides surgical decision-making.

Keywords: Classification; Eyebrows; Lift; Anthropometry.

 

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