ISSN Online: 2177-1235 | ISSN Impresso: 1983-5175

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Busca por : Rafael Clark de Oliveira Piteri

Segurança e viabilidade de um novo formato de retalho toracoepigástrico na reconstrução da parede torácica em câncer de mama localmente avançado: um estudo transversal

Ana Claudia Benjamim Burattini; Rafael Clark de Oliveira Piteri; Lia Fleissig Ferreira; Vagner Franco da Silveira Junior; Julia Broetto; Carlos Augusto Richter; Luiz Eduardo Felipe Abla; Luiz Henrique Gebrim
Rev. Bras. Cir. Plást. 2016;31(1):2-11 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Pacientes submetidas à mastectomia radical, com extensa perda tecidual, necessitam de procedimento cirúrgico de fechamento rápido e simples da lesão, com boa cobertura cutânea e mínima morbidade, para que possam receber precocemente tratamentos complementares. Estudamos a eficácia e a segurança de um novo formato do retalho toracoepigástrico com o posicionamento semissentado (Fowler) da paciente durante a cirurgia. A hipótese é de que o procedimento, além de obter adequado fechamento de grandes lesões, permita garantir a sobrevivência do retalho. MÉTODOS: Foram analisadas todas as pacientes consecutivamente operadas com mastectomias radicais entre 2009 e 2014 submetidas a reconstruções torácicas. Os principais desfechos analisados foram a viabilidade do retalho e a eficácia no fechamento cirúrgico. RESULTADOS: No período do estudo, foram operadas 29 pacientes com tumor localmente avançado (90%) ou recidivado (10%), uma operada bilateralmente (30 retalhos); vinte e três (79%) com estadiamento III e seis (21%), estadiamento IV. A extensão das áreas ressecadas variou de 20 x 15 cm a 13 x 9 cm (média 15,5 x 11,6 cm). Retalho toracoepigástrico foi utilizado com dimensões variando de 25 x 12 cm a 18 x 8 cm (média de 21,3 x 10,4 cm). Houve apenas duas deiscências (7%), que cicatrizaram sem necessidade de intervenção cirúrgica, e um hematoma, drenado cirurgicamente. Uma paciente faleceu no 11º dia pós-operatório. CONCLUSÃO: O retalho toracoepigástrico foi eficaz e seguro, sem necessidade do uso de outros retalhos ou enxertos cutâneos, fechando a área doadora adequadamente em todos os casos. Todas as pacientes, excluindo o óbito, estavam aptas para o tratamento complementar após um mês.

Palavras-chave: Tórax; Parede torácica; Mastectomia; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Retalhos cirúrgicos.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: Patients who undergo radical mastectomy with extensive tissue loss require a surgical procedure for rapid and simple closure of the lesion, with good skin coverage and minimal morbidity, to make them eligible for early complementary treatments. We evaluated the efficacy and safety of a new format of thoracoepigastric flap with patients in the Semi-Fowler position during surgery. We hypothesized that this procedure would achieve proper closure of large lesions and ensure the survival of the flap. METHODS: All consecutive patients who underwent radical mastectomy between 2009 and 2014 and had chest wall reconstruction were evaluated. The main outcomes evaluated were the viability of the flap and effectiveness of the surgical closure. RESULTS: During the study period, we operated on 29 patients with locally advanced (90%) or recurrent tumor (10%), and one patient was operated on bilaterally (total of 30 flaps). Of the study sample, 23 patients (79%) were at stage III and 6 (21%), at stage IV. The dimensions of the resected areas varied from 20 x 15 cm to 13 x 9 cm (average 15.5 x 11.6 cm). The dimensions of the thoracoepigastric flaps varied from 25 x 12 to 18 x 8 cm (average 21.3 x 10.4 cm). There were only 2 cases of dehiscence (7%), which resolved without surgical intervention, and one case of hematoma, which was drained surgically. One patient died on the eleventh postoperative day. CONCLUSION: Thoracoepigastric flaps were effective and safe, did not require the use of other flaps or skin grafting, and adequately closed the donor areas in all cases. All patients, except the patient who died, were eligible for complementary treatment one month after surgery.

Keywords: Chest; Chest wall; Mastectomy; Reconstructive surgical procedures; Surgical flaps.

 

Uso do retalho cérvico-submandibular transverso nas reparações de defeitos do terço médio da face

Ricardo Thompson Nóra; Rafael Clark de Oliveira Piteri; Érika Renata Motinaga Sunahara; Maria Fernanda Cavalini Barbosa; Ana Carolina Morais Fernandes; Igor Copi; José Álvaro Lourenço Gasques; Antônio Roberto Bozola
Rev. Bras. Cir. Plást. 2015;30(3):374-380 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: As reparações de defeitos extensos do terço médio da face, ao necessitarem de grandes quantidades de pele e subcutâneo, tornam-se complexas. Buscando reduzir morbidade e associar bom resultado estético-funcional, Ariyan & McGrath e, posteriormente, Behan et al. propuseram reconstruções a partir de retalhos transversos cervicais e cérvico-submandibulares, respectivamente. Tais retalhos dispõem de boas quantidades de tecidos e baixa morbidade da área doadora. Os autores propõem e descrevem uma variante do retalho de Behan para reconstruções de grandes defeitos no terço médio de face. MÉTODOS: Foi realizado um estudo retrospectivo de 8 casos de reconstrução do terço médio da face pelo retalho cérvico-submandibular transverso, no período de junho de 2011 a dezembro de 2013. Os parâmetros analisados foram: resultados possíveis e complicações precoces e tardias. RESULTADOS: Foram operados 8 pacientes, com média de idade de 73,5 anos. Todos os pacientes apresentaram resultados estético-funcionais satisfatórios. Dentre as complicações precoces, 3 pacientes apresentaram congestão vascular na primeira semana com resolução espontânea e 1 apresentou fistula salivar consequente à ressecção tumoral. Em relação às complicações tardias, a retração cicatricial foi a complicação observada, manifestada por ectrópio (2 pacientes) e retração labial (1 paciente). CONCLUSÃO: O retalho cérvico-submandibular transverso randomizado e com pedículos axiais é mais uma opção para reconstruções de defeitos do terço médio da face.

Palavras-chave: Retalhos cirúrgicos; Neoplasias de cabeça e pescoço; Reconstrução; Cirurgia plástica; Idoso; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: The need for large amounts of skin and subcutaneous tissue makes it complex to repair extensive defects of the middle third of the face. Aiming to reduce morbidity and attain good aesthetic-functional outcomes, Ariyan and McGrath and, subsequently, Behan et al. proposed reconstruction techniques that use transverse and submandibular cervical flap, respectively. Such flaps have fair amounts of tissue and are associated with low morbidity in the donor area. The present authors propose and describe a variant of the Behan flap for use in the reconstruction of large defects of the middle third of the face. METHODS: We conducted a retrospective study of 8 cases of reconstruction with transverse submandibular cervical flaps for defects of the middle third of the face, conducted between June 2011 and December 2013. The following parameters were analyzed: possible results, and early and late complications. RESULTS: Eight patients with a mean age of 73.5 years were included. All of the patients presented aesthetic-functional satisfactory results. Among the early complications, vascular congestion occurred in 3 patients in the first week with spontaneous resolution, and salivary fistula occurred after tumor resection in 1 patient. With regard to late complications, scar retraction was observed, manifested by either by ectropion (2 patients) or labial retraction (1 patient). CONCLUSION: Randomized transverse submandibular cervical flaps with axial pedicles may be considered as another option for reconstruction of defects of the middle third of the face.

Keywords: Surgical flaps; Head and neck cancer; Reconstruction; Plastic surgery; Elderly; Reconstructive surgical procedures.

 

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