ISSN Online: 2177-1235 | ISSN Impresso: 1983-5175

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Busca por : Marcelo de Campos Guidi

Estudo do avanço maxilar e das complicações em pacientes fissurados e não-fissurados submetidos a cirurgia ortognática

Cesar A. Raposo-do-Amaral; Cassio E. Raposo-do-Amaral; Daniel Rogge Carone; Alexander F. Pinheiro; Eduardo V. B. Braga; Marcelo de Campos Guidi; Celso Luiz Buzzo
Rev. Bras. Cir. Plást. 2008;23(4):263-267 - Artigo Original

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RESUMO

Introdução: Os pacientes portadores de fissura lábio-palatina podem desenvolver hipomaxilismo devido a cicatrizes presentes no lábio e no palato durante o processo de reabilitação até a fase da adolescência. Objetivos: Avaliar e comparar o índice de avanço horizontal da maxila e das complicações em cirurgias ortognáticas, às quais foram submetidos os pacientes portadores de fissura lábio-palatina e os pacientes com diagnóstico de hipomaxilismo sem cicatrizes no lábio e no palato. Método: Foram revisados 46 prontuários consecutivos de pacientes submetidos a cirurgia entre 2006 e 2007, sendo obtidos os índices de complicações e avanço da maxila. A análise cefalométrica à Ricketts das telerradiografias foi realizada no pré-operatório e pós-operatório de três meses, nos pacientes fissurados e pacientes não-fissurados. Resultados: Os pacientes fissurados tiveram avanço horizontal médio de 4,1 mm e índice complicação de 4,7%. Os pacientes não-fissurados apresentaram avanço horizontal médio de 4,0 mm e índice de complicações de 44%. Conclusão: O avanço horizontal maxilar médio foi semelhante, mas os pacientes não-fissurados tiveram maior índice de complicações no pós-operatório. Concluiu-se, também, que este método de cefalometria é eficaz para avaliação do avanço maxilar horizontal e vertical.

Palavras-chave: Osteogênese por distração. Anormalidades craniofaciais/cirurgia. Ossos faciais/cirurgia. Maxila/cirurgia. Fissura palatina.

 

ABSTRACT

Introduction: Cleft lip and palate patients can develop undergrowth of the maxilla due to scars in the process of rehabilitation until adolescence. Objective: Evaluate and compare the horizontal advancement index of the maxilla and the complications index in the cleft and noncleft that underwent orthognathic surgery. Method: Forty six charts of pacientes underwent to surgery between 2006 and 2007 were reviewed and the indexes were obtained. The of patients horizontal advancement mean was obtained from the Ricketts cephalometric measurements of the pre-operative and three months post-operative cephalograms. Results: Cleft patients had a mean horizontal advancement of 4.1 mm and a complication index of 4.7%. The non-cleft patients had a mean horizontal advancement of 4.0 mm and a complication index of 44%. Conclusion: The mean horizontal advancement of the maxilla was similar but the noncleft patients had higher index of complications. The cephalometric method used is effective in the evaluation of both the horizontal and vertical advancement of the maxilla.

Keywords: Osteogenesis, distraction. Craniofacial abnormalities/surgery. Facial bones/surgery. Maxilla/surgery. Cleft palate.

 

Estudo da recidiva após a correção do hiperteleorbitismo

Cássio Eduardo Raposo do Amaral, César Augusto Raposo do Amaral, James P. Bradley, Marcelo de Campos Guidi, Celso L. Buzzo
Rev. Bras. Cir. Plást. 2009;24(4):425-431 - Artigo Original

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RESUMO

Introdução: Paul Tessier propôs, na década de 60, a correção das deformidades craniofaciais por abordagem intracraniana. Objetivo: Os objetivos do presente trabalho foram: 1. Comparar a distância interorbital interna (DIO) do período pré e pós-operatório de pacientes submetidos à correção de hiperteleorbitismo; 2. Aferir o índice de recidiva da posição orbital após 6 meses da cirurgia para a correção do hiperteleorbitismo. Método: Onze pacientes foram submetidos à correção do hiperteleorbitismo. A aferição da DIO foi realizada no período pré-operatório por meio da telerradiografia cefalométrica de frente. A aferição da DIO pós-operatória foi realizada no intra-operatório com paquímetro e no seguimento pós-operatório por meio da telerradiografia cefalométrica, 6 meses após a correção do hiperteleorbitismo. O teste de Wilcoxon foi utilizado para a comparação entre DIO pré e pós-operatória. O nível de significância adotado no presente estudo foi de p<0,05. Resultados: Houve diferença estatisticamente significante entre as DIO pré-operatória (média de 32,14 mm) e pós-operatória (média de 18,73 mm) (p<0,001). O índice de recidiva médio da posição orbital foi de 1,64 mm. Conclusão: A correção do hiperteleorbitismo é uma cirurgia intracraniana que possibilita a mobilização das órbitas medialmente, proporcionando resultados estéticos e funcionais satisfatórios. O índice médio de recidiva da órbita (1,64 mm) representou 12% da extensão da redução óssea média (13,41 mm).

Palavras-chave: Anormalidades craniofaciais/cirurgia. Acrocefalossindactilia. Órbita/anormalidades.

 

ABSTRACT

Introduction: When Tessier introduced his concepts of both an intra and extracranial approach to treat severe craniofacial malformations, like hypertelorbitism, the modern field of craniofacial surgery was ushered in. Objective: The aims of this study were the following: 1. To compare preoperative and postoperative interorbital distance in patients with hypertelorbitism who underwent hyperteleorbitism correction. 2. To evaluate the orbital relapse rate, 6 months after hyperteleorbitism correction. Methods: Eleven patients underwent hypertelorbitism correction. The interorbital distance was measured at frontal cephalograms preoperatively, and with a caliper intraoperatively and at 6 months after surgery using the frontal cephalograms. Orbital relapse was measured by subtracting the follow-up measurement from the intraoperative measurement. Wilcoxon test was used to compare preoperative interorbital distance and postoperative interorbital distance. A value of p <0.05 was considered to be statistically significant. Results: Statistically significant differences between preoperative interobital distance (31.14 mm) and postoperative interorbital distance was shown in this study (18.73 mm) (p < 0.001). The average orbital relapse rate was 1.64 mm. Conclusion: Hypertelorbitism correction allows the orbital mobilization trough an intracranial approach, and leads to a satisfactory aesthetic and functional outcomes. The average orbital relapse rate was 1.64 mm, corresponding to 12% of bone interorbital reduction.

Keywords: Craniofacial abnormalities/surgery. Acrocephalosyndactylia. Orbit/abnormalities.

 

Oftalmopatia na doença de Graves: revisão da literatura e correção de deformidade iatrogênica

Marco Antonio de Camargo Bueno; Marcelo de Campos Guidi; Leonardo Mendes de Oliveira; Paulo Kharmandayan; Paulo Henrique Facchina; Jorge Miguel Psillakis
Rev. Bras. Cir. Plást. 2008;23(3):220-225 - Relatos de Caso

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RESUMO

Introdução: A oftalmopatia de Graves é doença auto-imune. A cirurgia para expandir e descomprimir a órbita está reservada a apenas 5% dos casos. Foi realizada uma revisão da literatura referente a fisiopatologia da doença, indicação do tratamento cirúrgico, técnicas existentes, bem como descrição de uma paciente com lesão iatrogênica cirúrgica. Relato do caso: Paciente com grave deformidade iatrogênica pós-cirurgia, para corrigir a oftalmopatia de Graves. Apresentava, exoftalmia, proptose bilateral e abertura iatrogênica ao nível do sulco das pálpebras superiores, exposição crônica da córnea. Foi tratada cirurgicamente com: osteotomia das paredes das órbitas e ressecção de gordura periocular e síntese dos tecidos palpebrais em três diferentes planos e dispostas de forma não coincidentes. Obtidos completo restabelecimento da integridade palpebral e regressão do exoftalmo. Conclusão: Revisão da literatura mostra que a oftalmopatia de Graves deve ser tratada em 95% dos casos clinicamente. O tratamento cirúrgico está reservado para os casos graves e na fase quiescente cicatricial da doença. A indicação cirúrgica inadequada do presente caso na primeira cirurgia deve servir a todos nós de aprendizado. A expansão de três paredes orbitárias associada à lipectomia foi importante para aliviar a pressão sobre as pálpebras e corrigir a iatrogenia.

Palavras-chave: Oftalmopatia de Graves. Doença de Graves. Exoftalmia.

 

ABSTRACT

Introduction: Graves ophthalmopathy it is an autoimmune disease. Surgical treatment for expansion and decompression of the orbits are indicated in 5% of the patients. A literature revision has been done, related to the physiopathology, surgical treatment indication, critical review of the existing techniques and description of an iatrogenic surgical lesion and how it was corrected. Case report: Patient with an iatrogenic severe deformity, after surgery to correct Graves ophthalmopathy disease. She had bilateral exophthalmia and proptose and the overall thickness of the superior eyelids were open, with chronic exposition of the cornea. It was treated surgically with orbital walls osteotomy and orbital fat resection and synthesis of the eyelids tissues in three different planes in a way to avoid coincident plane suture. It was possible to obtain complete reestablishment of the continuity of the eyelid and regression of the exophthalmia. Conclusion: Literature revision showed that Graves Ophthalmopathy should be treated clinically in 95% of the cases. Surgical treatment is indicated only for severe cases and in the resting healing phase of the disease. Improper surgical indication of the present case, at the first operation, should be of a teaching experience to all of us. Surgical expansion of three walls of the orbits associated to orbital lipectomy was important to reduce the pressure over the eyelids and correct the iatrogenia.

Keywords: Graves ophthalmopathy. Graves Disease. Exophthalmos.

 

Mastopexia com uso de implantes associados a retalho de músculo peitoral maior: técnica utilizada na Disciplina de Cirurgia Plástica da Unicamp

Andrea Boldrin Soares; Fernando Fabrício Franco; Endrigo Torezan Rosim; Brenda Artuzi Renó; Jussara Olivo Pinheiro Alves Hachmann; Marcelo de Campos Guidi; Marco Antonio de Camargo Bueno; Paulo Kharmandayan
Rev. Bras. Cir. Plást. 2011;26(4):659-663 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: A correção da ptose mamária associada à flacidez de pele e baixa projeção é ainda tema de discussões e controvérsias na literatura. O objetivo deste estudo é descrever a experiência da Disciplina de Cirurgia Plástica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com a técnica de mastopexia com implante mamário associado a retalho de sustentação do músculo peitoral maior. MÉTODO: Foi realizado estudo retrospectivo de 20 pacientes com ptose mamária graus II ou III, operadas no período de junho de 2008 a setembro de 2010. RESULTADOS: Após seguimento pós-operatório entre 9 meses e 12 meses, não foram observados casos de deformidades mamárias ou torácicas e nenhuma paciente evoluiu com recidiva da ptose. Foram observados, em todas as pacientes, manutenção de boa projeção da mama e adequado preenchimento do polo superior mamário, gerando resultados duradouros e satisfatórios. CONCLUSÕES: A técnica de mastopexia com uso de implantes associados a retalho de músculo peitoral maior é de fácil realização, com curva de aprendizado relativamente curta, boa reprodutibilidade, e resultados duradouros e satisfatórios.

Palavras-chave: Mamoplastia. Mama/cirurgia. Implante mamário. Retalhos cirúrgicos.

 

ABSTRACT

BACKGROUND: The correction of breast ptosis associated with skin sagging and low projection is still a subject of controversy in the literature. This study aims to describe the experience of the Plastic Surgery Department of Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) with the technique of mastopexy with breast implants in a double plane and the pectoralis major muscle flap. METHODS: A retrospective study of 20 patients with grade II or III mammary ptosis, who underwent surgery between June 2008 and September 2010, was performed. RESULTS: A 9- and 12-month follow-up of patients showed neither breast or chest deformities nor recurrence of ptosis. All patients presented with good breast projection and adequate upper pole fill, with long-lasting and satisfactory results. CONCLUSIONS: Mastopexy with breast implants and the pectoralis major muscle flap technique is easy to perform, with a relatively short learning curve, good reproducibility, and satisfactory long-lasting results.

Keywords: Mammaplasty. Breast/surgery. Breast implantation. Surgical flaps.

 

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