ISSN Online: 2177-1235 | ISSN Impresso: 1983-5175

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Busca por : Marcelo Felix da Silva

Reparação da parede abdominal com tela dupla de polipropileno e poliglecaprone pós-retalho TRAM em reconstrução mamária

Evelyne Gabriela Schmaltz Chaves Marques; João Luis Gil Jorge; Camila Zirlis Naif de Andrade; Marcelo Felix da Silva; Jayme Adriano Farina Junior
Rev. Bras. Cir. Plást. 2014;29(4):544-549 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: A reparação da parede abdominal após reconstrução mamária com retalho TRAM representa um desafio para o cirurgião, ainda sem consenso na literatura em relação à melhor técnica. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficiência da tela Ultrapro® em dois planos anatômicos distintos para reparação da parede abdominal pós-retalho TRAM. MÉTODO: Um estudo retrospectivo foi realizado por meio da revisão de prontuários de 24 pacientes submetidas à reconstrução de mama com retalho TRAM pediculado e reparo da área doadora abdominal com tela dupla de polipropileno e poliglecaprone - Ultrapro® pela Divisão de Cirurgia Plástica do HCFMRP-USP. Foram avaliados fatores de risco para hérnias ou abaulamentos abdominais, momento da reconstrução de mama; complicações pós-operatórias, incluindo hérnias ou abaulamentos abdominais, e tempo de seguimento pós-operatório. RESULTADOS: Do total de 24 pacientes com idade média de 51 anos, 10 (41,6%) apresentavam alguma comorbidade. Em 95,8% das pacientes a reconstrução mamária foi tardia e o retalho TRAM foi unipediculado em 58,4% dos casos. As complicações pós-operatórias mais frequentes foram deiscência de sutura (25%) e seroma (21%). Duas pacientes (8,4%) tiveram diagnóstico de hérnia abdominal e três pacientes (12,5%) apresentaram abaulamento abdominal. O tempo de seguimento pós-operatório variou de 5 a 48 meses (média 23,4 meses, DP: 13,28). CONCLUSÃO: O uso da tela híbrida Ultrapro® em dois planos anatômicos demonstrou ser mais uma alternativa para o reparo da parede abdominal pós retalho TRAM em reconstrução mamária, com baixa morbidade da área doadora abdominal e índices de complicações semelhantes aos dados da literatura.

Palavras-chave: Reconstrução mamária; Hérnia abdominal; Tela sintética; Retalho TRAM; Mastectomia.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: The repair of the abdominal wall after breast reconstruction with a transverse rectus myocutaneous (TRAM) flap is a challenge for the surgeon, and there is still no consensus in the literature about which is the best technique. The objective of this study is to evaluate the efficiency of the Ultrapro® mesh in two different anatomical planes for the repair of the abdominal wall after TRAM flap surgery. METHOD: This is a retrospective study conducted through a medical records review of 24 patients who underwent breast reconstruction with a pedicle TRAM flap, and repair of abdominal donor site with a dual mesh of polypropylene and polyglecaprone - Ultrapro, at the Plastic Surgery Division of the Clinics Hospital of the Medicine Faculty of Ribeirão Preto - University of São Paulo. We evaluated the risk factors for abdominal hernias or bulges, time of breast reconstruction, postoperative complications (including abdominal hernias or bulges), and postoperative follow-up. RESULTS: Of the 24 patients with a mean age of 51 years, 10 (41.6%) had a comorbidity. In 95.8% of the patients, breast reconstruction was late; the TRAM flap was a single pedicle in 58.4% of cases. The most frequent postoperative complications were suture dehiscence (25%) and seroma (21%). Two patients (8.4%) were found to have abdominal hernia, and three patients (12.5%) had abdominal bulging. The postoperative follow-up ranged from 5 to 48 months (average, 23.4 months, SD = 13.28). CONCLUSION: The use of the Ultrapro hybrid mesh at two anatomical planes proved to be an alternative for the repair of the abdominal wall after TRAM flap surgery for breast reconstruction, with low morbidity of the abdominal donor site and complication rates similar to literature data.

Keywords: Breast reconstruction; Abdominal hernia; Synthetic mesh; TRAM flap; Mastectomy.

 

Avaliação oncológica após reconstrução mamária com lipoenxertia

Gabriel Vieira Braga Ferraz Coelho; Felipe de Vilhena Moraes Nogueira; Vagner Franco da Silveira Junior; Camila Zirilis Naif de Andrade; Hélio Humberto Angotti Carrara; Harley Francisco de Oliveira; Marcelo Felix da Silva; Jayme Adriano Farina Junior
Rev. Bras. Cir. Plást. 2014;29(2):243-247 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: A reconstrução mamária é etapa fundamental no tratamento de pacientes com câncer de mama, sendo a lipoenxertia um importante recurso para melhora no resultado estético. Todavia, recentemente, alguns autores têm questionado a segurança da lipoenxertia, sugerindo que essa técnica possa aumentar o risco de recidiva tumoral local. MÉTODOS: Estudo retrospectivo, tipo coorte transversal, realizado por meio de revisão de prontuários médicos de pacientes submetidas a reconstrução mamária com lipoenxertia pela Divisão de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas da FMRP-USP, no período de 2006 a 2010. RESULTADOS: Foram selecionadas 18 pacientes, sendo que oito (44%) apresentaram tumor do tipo histológico ductal. Três pacientes (17%) foram submetidas a quimioterapia neoadjuvante, sendo que destas, duas (11%) foram submetidas também a quimioterapia adjuvante; nove (50%) foram submetidas apenas a quimioterapia adjuvante. Onze pacientes (61%) foram submetidas a radioterapia adjuvante, e treze (72%) fizeram tratamento hormonal. Quanto à reconstrução da mama, oito pacientes (44,4%) realizaram TRAM, seis (33,3%), expansor mais prótese e quatro (22,2%), grande dorsal mais prótese. O número de sessões de lipoenxertia variou entre um e quatro. Não foi identificado nenhum caso de recidiva tumoral locorregional. CONCLUSÃO: Não foi evidenciado nenhum caso de recidiva tumoral locorregional, o que acrescenta, até o momento, confiabilidade e segurança à lipoenxertia como arsenal para os procedimentos que visam melhorar os resultados da reconstrução mamária após o tratamento oncológico.

Palavras-chave: Reconstrução de Mama; Câncer de Mama; Lipoenxertia; Recidiva Tumoral.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: Breast reconstruction is an essential step in the treatment of patients with breast cancer. Fat grafting is an important resource for improved esthetic results. Recently, however, some authors have questioned the safety of fat grafting, suggesting that this technique can increase the risk of local tumor recurrence. METHODS: A retrospective, cross-sectional cohort study was conducted through a review of medical records of patients who underwent breast reconstruction with fat grafting by the Plastic Surgery Division of the Clinical Hospital of the Ribeirão Preto Faculty of Medicine of the University of São Paulo (FMRP-USP), from 2006 to 2010. RESULTS: We selected 18 patients, of whom eight (44%) had ductal carcinoma by histology. Three patients (17%) underwent neoadjuvant chemotherapy, and of these, two (11%) were also subjected to adjuvant chemotherapy. Nine (50%) received only adjuvant chemotherapy. Eleven patients (61%) underwent adjuvant radiotherapy, and thirteen (72%) had hormonal therapy. For breast reconstruction, eight patients (44.4%) underwent a transverse rectus abdominis myocutaneous (TRAM) flap procedure, six (33.3%) had an expander and prostheses, and four (22.2%) underwent a procedure with the latissimus dorsi muscle flap and prostheses. The number of fat grafting sessions ranged from one to four. No cases of locoregional recurrence of breast cancer were identified. CONCLUSION: There has been no evidence of locoregional recurrence to date, demonstrating that fat grafting is a reliable and safe procedure for improving the results of breast reconstruction after cancer treatment.

Keywords: Breast reconstruction; Breast cancer; Fat grafting; Tumor recurrence.

 

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