ISSN Online: 2177-1235 | ISSN Impresso: 1983-5175

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Busca por : Jason César de Abrantes Figueiredo

Quelóide: fatores de influência prognóstica

Jason César de Abrantes Figueiredo; Francisco Claro de Oliveira Junior; Antonio Gustavo Zampar; José Marcos Mélega
Rev. Bras. Cir. Plást. 2008;23(4):274-280 - Artigo Original

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RESUMO

Introdução: Quelóides são um dos maiores problemas relacionados ao processo de cicatrização. O tratamento pode ser difícil e envolver uma variedade de possibilidades terapêuticas, com resultados muitas vezes frustrantes. Considerando-se estas informações, este trabalho objetiva estudar variáveis que poderiam estar correlacionadas à recidiva dos quelóides tratados. Método: Foram analisados, retrospectivamente, 48 quelóides tratados em um período de cinco anos, que mantiveram seguimento mínimo de 18 meses após término do tratamento. Os resultados obtidos com várias modalidades terapêuticas foram correlacionados com outras variáveis. Foram considerados para análise a regressão completa e o tratamento sem resposta favorável. Resultados: Das 48 lesões analisadas (45% do sexo masculino e 55% do feminino), a idade média foi de 24 anos (8-69 anos), a melhora completa, considerando-se os diversos tratamentos adotados no serviço, foi alcançada em 64,5% dos quelóides. O tamanho da lesão mostrou-se significativo (t-Student; p< 0,04 e ANOVA; p= 0,042) em recidiva para lesões > 40 mm e cura para as menores que 20 mm. A terapêutica nas lesões > 20 mm com exérese associada à betaterapia foi significativamente superior à associação com corticóide injetável (quiquadrado; p < 0,04). Conclusão: A exérese associada à betaterapia é significativamente superior à associação com corticóide injetável nas lesões maiores que 20 mm. Quanto à resposta terapêutica, o tamanho da lesão foi o principal fator prognóstico.

Palavras-chave: Quelóide. Triancinolona/uso terapêutico. Radioterapia adjuvante. Resultado de tratamento.

 

ABSTRACT

Introduction: Keloids are a challenging problem related to the wound healing process. The treatment can be difficult and includes a variety of therapeutical possibilities that sometimes show frustrating outcomes. Considering that information, the present study aimed to analyze the features that could be correlated to the recurrence of treated keloids. Methods: Forty eight lesions were analyzed retrospectively in a period of five years, with a follow-up of at least 18 months. The therapeutical response was correlated with other keloids variables. It was considered for analysis the complete regression and the treatment without favorable response. Results: Considering 48 analyzed keloids (45% male and 55% female). The average age was 24 year-old (8-69 year-old). The complete regression obtained with diverse treatments was 64.5%. The keloid size was statistically significant (t-Student; p< 0.04 e ANOVA; p= 0.042) for recurrence in lesions > 40 mm and for cure in lesions < 20 mm. Keloids bigger than 20 mm reached statistically significant favorable outcomes with excision and superficial radiation than those treated with excision and steroid injections (chi-square; p < 0.04). Conclusions: The excision associated to the betatherapy is significantly better than the excision with steroid injections in lesions bigger than 20 mm. The size of the keloid was the main prognostic factor for cure.

Keywords: Keloid. Triamcinolone/therapeutic use. Radiotherapy, adjuvant. Treatment outcome.

 

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