ISSN Online: 2177-1235 | ISSN Impresso: 1983-5175

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Busca por : David Silveira Farias de Melo

Uso do pedículo inferior não areolado na amputação mamária: aprimorando resultados

Wellerson Marcos Mattioli; Sergio Augusto Penazzi Júnior; David Silveira Farias de Melo
Rev. Bras. Cir. Plást. 2017;32(3):339-345 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Pacientes com gigantomastia apresentam múltiplos sintomas físicos e psicossociais. Várias técnicas foram propostas para o seu tratamento. A amputação mamária, descrita por Torek em 1922, apresenta com excelente alternativa, porém com prejuízo na funcionalidade mamilar e no formato da mama. Liacyr Ribeiro, em 1975, descreveu o retalho inferior dermoglandular não areolado a fim de proporcionar tecido de segurança para ressecção mamária, facilitar a montagem da mama e melhorar sua projeção. Este trabalho propôs unir estas duas consagradas técnicas, visando aprimorar os resultados das amputações mamárias. MÉTODOS: Foram operadas 11 pacientes com gigantomastia com prole definida, pela técnica de amputação mamária associada ao pedículo inferior não areolado. RESULTADOS: Distância média da fúrcula esternal ao mamilo foi de 35,6 centímetros na mama direita e 35 centímetros na mama esquerda, variando de 30 a 44 centímetros. A ascensão do complexo areolomamilar foi em média de 16,9 centímetros na mama direita e 16,4 centímetros na mama esquerda, variando de 12 a 25 centímetros. A quantidade de ressecção média de tecido mamário por paciente foi de 3559,5 gramas, variando de 1600 a 5890 gramas. A hipopigmentação do complexo areolamamilar esteve presente em três (27%) pacientes. A deiscência do T foi observada em dois (18%) pacientes. A não integração parcial do enxerto ocorreu em três (27%) das pacientes, com perdas estimadas de 10%, 30% e 80% do enxerto. CONCLUSÃO: A associação da amputação mamária com o pedículo dermoglandular inferior não areolado nos oferece um melhor remodelamento da mama, segurança na montagem desta, além de proporcionar uma adequada projeção da mesma.

Palavras-chave: Mama/anormalidades; Mamoplastia; Hipertrofia; Amputação.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: Patients with gigantomastia have multiple physical and psychosocial symptoms. Various techniques have been proposed for their treatment. Described by Torek in 1922, mammary amputation was presented as a great alternative, but resulted in reduced mammillary functionality and loss of breast format. In 1975, Liacyr Ribeiro described the use of dermaglandular inferior pedicle as safety tissue to allow for mammary resection, to facilitate breast assembly and to improve projection. The author proposed to unite these two consolidated techniques with the intention of improving breast amputation outcomes. METHODS: Eleven gigantomastia patients were operated on by means of the amputation technique using dermaglandular inferior pedicle. RESULTS: The mean distance between the sternal notch and the nipple was 35.6 cm for the right breast and 35 cm for the left breast, with all measures ranging between 30 cm and 44 cm. Rise of the nipple-areola complex was in average 16.9 cm for the right breast and 16.4 cm for the left breast, varying from 12 to 25 cm. The amount of breast tissue resection per patient was, in average, 3559.5 grams, ranging from 1600 grams to 5890 grams. Hypopigmentation of the nipple-areola complex was present in three patients (27%). Dehiscence of the T was observed in two patients (18%). Partial non-integration of the graft occurred in three patients (27%), with loses estimated at 10%, 30% and 80% of the graft. CONCLUSION: Associating mammary amputation with an inferior dermaglandular pedicle provides good remodeling and safe assembling of the breast, in addition to providing proper projection.

Keywords: Breast/abnormalities; Mammaplasty; Hyperthophy; Amputation.

 

Cirurgia plástica pós-gastroplastia: perfil das deficiências nutricionais com implicações na cicatrização

Igor Chaves Gomes Luna; Ernando Luis Ferraz Cavalcanti; Ivo Vieira Salgado; David Silveira Farias de Melo; Ana Luiza Melo C. de Almeida; Rui Manoel R. Pereira
Rev. Bras. Cir. Plást. 2014;29(4):557-561 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Os cirurgiões plásticos têm recebido em seus consultórios e ambulatórios um número cada vez maior de pacientes com queixa de deformidade do contorno corporal após maciças perdas ponderais secundárias a cirurgias bariátricas. Todavia, em função das restrições alimentares e disabsorções cirúrgicas, são frequentes complicações metabólicas e distúrbios nutricionais no pós-operatório tardio das gastroplastias. O objetivo deste estudo é detectar a prevalência dos principais distúrbios nutricionais relacionados à cicatrização em pacientes de ambulatório especializado em cirurgia plástica do paciente pós-gastroplastia. MÉTODO: é um estudo observacional, transversal e descritivo, em que os pacientes foram avaliados clinicamente e através de protocolo laboratorial. RESULTADOS: foram avaliados 32 pacientes com gastroplastia há pelo menos dois anos e estabilidade ponderal há no mínimo seis meses. Os principais distúrbios detectados foram: anemia (56% dos pacientes), com carências na bioquímica do ferro (31,2%) e da vitamina B12 (25%), bem como deficiências dos íons zinco (18,7%) e cobre (3,1%). Houve carências discretas no perfil proteico e ausência de déficits na bioquímica básica e lipidograma. CONCLUSÃO: é dever do cirurgião plástico conhecer a fundo a prevalência dos principais distúrbios nutricionais relacionados à cicatrização na população de pacientes pós-gastroplastia no sentido de corrigir eventuais carências e prevenir complicações. Sabe-se, contudo, que ainda são necessários mais estudos para correlacionar qualquer deficiência alimentar às intercorrências observadas no pós-operatório deste grupo de pacientes.

Palavras-chave: Gastroplastia; Ex-obeso; Cirurgia bariátrica; Cirurgia plástica.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: Plastic surgeons have received in their outpatient clinics an increasing number of patients complaining of body contour defects due to the massive weight loss after a bariatric surgery. However, owing to dietary restrictions and surgical desorption, metabolic complications and nutritional disorders are commonly observed in the late postoperative period after gastroplasty. The aim of this study was to determine the prevalence of major nutritional disorders related to healing in patients at a specialized outpatient plastic surgery clinic who underwent gastroplasty. METHOD: This is an observational, transversal, and descriptive study, in which a laboratory protocol was used to clinically evaluate and assess the patients. RESULTS: Thirty-two patients who underwent gastroplasty at least 2 years previously with weight stability for at least 6 months were evaluated. The major disorders identified included anemia (56% of patients) and deficiency in iron (31.2%), vitamin B12 (25%), zinc ions (18.7%), and copper (3.1%). Mild deficiencies in the protein profile were also observed; however, no deficiencies in basic and lipid biochemistry were noted. CONCLUSION: The plastic surgeon should have an in-depth knowledge about the prevalence of the major nutritional disorders related to healing in postbariatric patients, to allow correction of possible deficiencies and prevention of complications. However, more studies would be required to correlate any dietary deficiency to the complications observed in the postoperative period in this group of patients.

Keywords: Gastroplasty; Ex-obese; Bariatric surgery; Plastic surgery.

 

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