ISSN Online: 2177-1235 | ISSN Impresso: 1983-5175

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Busca por : Claudia Regina Furquim de Andrade

Correlação entre eletromiografia e índice de inabilidade facial em pacientes com paralisia facial de longa duração: implicações para o resultado de tratamentos

Fernanda Chiarion Sassi; Paula Nunes Toledo; Laura Davison Mangilli; Nivaldo Alonso; Claudia Regina Furquim de Andrade
Rev. Bras. Cir. Plást. 2011;26(4):596-601 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Apesar de o movimento facial e de a atividade muscular poderem ser quantificados por meio de diversas técnicas e de a inabilidade facial poder ser quantificada por meio de questionários de autoavaliação, a relação entre essas medidas objetivas e subjetivas ainda não foi investigada. O objetivo do presente trabalho foi correlacionar dados eletromiográficos dos músculos elevadores do ângulo da boca com o índice de inabilidade facial em pacientes com paralisia facial de longa duração. A hipótese do estudo foi de que indivíduos com maior assimetria facial apresentariam escores menores no índice de inabilidade facial. MÉTODO: A avaliação consistiu na aplicação de uma escala clínica para avaliação da mímica facial, de duas subescalas do Índice de Inabilidade Facial e da realização do exame de eletromiografia de superfície (EMGs). Foram analisados 17 pacientes com paralisia facial de longa duração e os resultados foram comparados ao grupo controle, composto por 17 indivíduos saudáveis pareados por gênero e idade. RESULTADOS: Os participantes do grupo pesquisa apresentaram diferenças significantes entre as hemifaces nas tarefas de repouso e sorriso. O mesmo não foi observado para os participantes do grupo controle. A análise estatística indicou correlação fraca entre os dados da EMGs (assimetria facial) e o Índice de Inabilidade Facial. CONCLUSÕES: O uso de técnicas científicas modernas de análise de dados, como a EMGs, combinadas a medidas de autoavaliação oferece grandes possibilidades para clínicos e seus pacientes. A combinação de diferentes medidas em estudos randomizados que verifiquem o tipo de tratamento que oferece melhor resultado aos pacientes com paralisia facial deverá ser abordada em estudo futuro.

Palavras-chave: Paralisia facial. Assimetria facial. Qualidade de vida. Eletromiografia.

 

ABSTRACT

BACKGROUND: Several techniques are available for the assessment of facial movement and activity, and facial disability can be evaluated through self-administered questionnaires. However, the relationship between these objective and subjective measurements has not been examined to date. The present study examined the relationship between electromyographic data of the levator anguli oris muscle with the facial disability index in patients with long-term facial paralysis. We hypothesized that individuals with greater facial asymmetry have lower facial disability index scores. METHODS: Patients were assessed using a clinical scale for the evaluation of facial expression, 2 facial disability index subscales, and the results of surface electromyography (sEMG). Seventeen long-term facial paralysis patients were analyzed and compared to 17 age- and gender-matched healthy controls. RESULTS: Significant differences between right and left hemifaces during smiling and at rest were detected in the experimental group, but not in the controls. Statistical analyses also indicated a weak correlation between sEMG (facial asymmetry) and facial disability index. CONCLUSIONS: The use of modern data analysis techniques such as sEMG in combination with self-reported data is of great benefit to clinicians and their patients. The identification of a combination of measurements from randomized trials that can best determine the most effective treatment for patients with facial paralysis should be the objective of future studies.

Keywords: Facial paralysis. Facial asymmetry. Quality of life. Electromyography.

 

Fraca pressão aérea intraoral na fala após correção cirúrgica da fissura palatina

Daniela Aparecida Barbosa; Laura Davison Mangilli; Claudia Regina Furquim de Andrade; Nivaldo Alonso
Rev. Bras. Cir. Plást. 2012;27(4):542-546 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Diversas alterações anatômicas e funcionais são observadas nos indivíduos portadores de fissuras labiopalatinas, dentre elas anormalidades estruturais da musculatura orofaríngea, que podem causar prejuízo da função velofaríngea e, consequentemente, de funções como sucção, deglutição e fala. O presente estudo teve por objetivo avaliar a presença de fraca pressão aérea intraoral na fala de indivíduos com fissura palatina submetidos a palatoplastia primária em tempo adequado e tardiamente, e comparar se o momento do procedimento cirúrgico pode acarretar maior ocorrência do distúrbio. A hipótese é de que os indivíduos submetidos a palatoplastia primária tardiamente apresentam maior ocorrência de fraca pressão aérea intraoral em comparação àqueles que realizaram a palatoplastia primária no momento adequado. MÉTODO: Participaram do estudo 37 indivíduos de ambos os sexos, com diagnóstico de fissura de palato associada ou não à fissura de lábio, divididos em dois grupos: 1) grupo precoce (GP), composto por 22 pacientes submetidos a palatoplastia primária até o 2º ano de vida; e 2) grupo tardio (GT), composto por 15 pacientes submetidos a palatoplastia primária tardiamente, após o período de aquisição dos sons da fala. Todos os participantes foram submetidos a rotina de avaliação fonoaudiológica com intervalo de, no mínimo, 3 meses de pós-operatório. Dentre os parâmetros avaliados encontra-se a análise da fraca pressão aérea intraoral, que foi a variável considerada para este estudo. RESULTADOS: A análise dos dados possibilitou observar maior frequência de fraca pressão aérea intraoral no GT (33%) em comparação ao GP (18%). Entretanto, tal diferença não foi estatisticamente significante (P = 0,44). CONCLUSÕES: A hipótese do estudo foi rejeitada. A presença de fraca pressão aérea intraoral foi observada na fala dos dois grupos estudados, não sendo a idade na ocasião da palatoplastia primária um fator determinante.

Palavras-chave: Fissura palatina. Insuficiência velofaríngea. Fala.

 

ABSTRACT

BACKGROUND: Several anatomical and functional changes are observed in individuals with cleft lip and palate, including structural abnormalities of the oropharyngeal muscles, which can cause loss of velopharyngeal function and other functions such as sucking, swallowing, and speaking. The present study aimed to evaluate the presence of weak intraoral air pressure in the speech of individuals with cleft palate who underwent primary palatoplasty at the appropriate time or at a late stage and assess whether surgical timing may lead to a higher occurrence of the disorder. We hypothesized that individuals who undergo belated primary palatoplasty show a higher occurrence of weak intraoral air pressure compared to those who undergo primary palatoplasty at the appropriate time. METHODS: This study included 37 patients of both sexes with a diagnosis of cleft palate, with or without cleft lip, who were divided into 2 groups: 1) early group (GP), consisting of 22 patients who underwent primary palatoplasty during the second year of life, and 2) the late group (GT), comprising 15 patients who underwent primary palatoplasty at a later stage, after acquiring speech sounds. All participants underwent routine clinical assessment with an interval of at least 3 months after surgery. Among the parameters evaluated, weak intraoral air pressure was an important variable considered in this study. RESULTS: Data analysis revealed a higher frequency of weak intraoral air pressure in the GT group (33%) as compared to the GP group (18%). However, this difference was not statistically significant (P = 0.44). CONCLUSIONS: The study hypothesis was rejected. The presence of weak intraoral air pressure was observed in the speech of both groups, and the study findings showed that the timing at which primary palatoplasty was performed is not an influencing factor.

Keywords: Cleft palate. Velopharyngeal insufficiency. Speech.

 

Alterações do sistema miofuncional orofacial na síndrome de Parry-Romberg: revisão crítica da literatura

Flávia Marques Ribeiro; Laura Davison Mangilli; Fernanda Chiarion Sassi; Claudia Regina Furquim de Andrade
Rev. Bras. Cir. Plást. 2015;30(1):114-122 - Artigo de Revisão

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RESUMO

INTRODUÇÃO Esta revisão qualitativa da literatura analisou publicações científicas internacionais sobre possíveis alterações miofuncionais orofaciais em pacientes acometidos pela Síndrome de Parry-Romberg, por meio da base de dados PubMed. MÉTODOS: O levantamento realizado limitou-se a seres humanos, de qualquer faixa etária, no idioma inglês, entre os anos 2002 e 2012. As publicações sem acesso completo, repetidas por sobreposição das palavras-chave, revisões de literatura, cartas ao editor e as não relacionadas diretamente ao tema foram excluídas. RESULTADOS: Foram identificados 719 estudos, sendo 21 dentro dos critérios estabelecidos. Com base nos estudos selecionados, pacientes acometidos pela Síndrome de Parry-Romberg podem apresentar alterações dos tecidos mole e duro, tais como atrofia dos músculos esternocleidomastoideo, masseter e pterigoideos; atrofia na região da bochecha e depressão da prega nasolabial; desvio dos lábios e nariz; atrofia unilateral da língua; atrofia do ângulo da boca; reabsorção progressiva do osso da maxila e da mandíbula; atrofia do arco zigomático, do osso frontal e assimetria facial; desenvolvimento atrófico das raízes ou reabsorção patológica dos números de dentes permanentes; redução da mandíbula e erupção atrasada dos dentes superiores e inferiores. CONCLUSÃO: Apesar do crescente interesse pelo diagnóstico e pela descrição sintomatológica de indivíduos com Síndrome de Parry-Romberg, a escassez de publicações que abordem tratamentos funcionais e interdisciplinares é evidente. Verifica-se a necessidade da realização de estudos mais específicos que visem à melhoria da qualidade de vida desses pacientes.

Palavras-chave: Hemiatrofia facial; Sistema estomatognático; Face; Ossos faciais; Tecido conjuntivo.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION This qualitative literature review analyzed international scientific publications on possible orofacial myofunctional alterations in patients with Parry-Romberg syndrome by using PubMed. METHODS: The survey was conducted in English, between 2002 and 2012, and was limited to human beings of any age. Publications without full access, duplicated by overlapping keywords, literature reviews, letters to the editor, and those not directly related to the research topic were excluded. RESULTS: We identified 719 studies, of which 21 were within the established criteria. Based on the selected studies, patients with Parry-Romberg syndrome may show changes in soft and hard tissues such as atrophy of the sternocleidomastoid, masseter, and pterygoid muscles; atrophy in the cheek region and depression of the nasolabial fold; deviation of the lips and nose; unilateral tongue atrophy; atrophy of the mouth angle; progressive resorption of the maxilla and mandible bone; atrophy of the zygomatic arch and frontal bone, and facial asymmetry; atrophic root development or pathological resorption of permanent tooth numbers; and jaw reduction and delayed eruption of the upper and lower teeth. CONCLUSION: Despite the growing interest in the diagnosis and symptomatic description of individuals with Parry-Romberg syndrome, publications that address functional and interdisciplinary treatments are scarce. Therefore, specific studies aimed at improving the quality of life of these patients are needed.

Keywords: Facial hemiatrophy; Stomatognathic system; Face; Facial bones; Tissue.

 

Sistema miofuncional orofacial e trauma de face: revisão crítica da literatura

Glória Oti Câmara; Laura Davison Mangilli; Fernanda Chiarion Sassi; Claudia Regina Furquim de Andrade
Rev. Bras. Cir. Plást. 2014;29(1):151-158 - Artigo de Revisão

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Esta revisão qualitativa da literatura levantou publicações científicas internacionais sobre a funcionalidade do sistema miofuncional orofacial nos traumas faciais, por meio da base de dados PubMed. MÉTODO: O levantamento realizado limitou-se a seres humanos, de qualquer faixa etária, no idioma inglês, entre os anos de 2005 e 2011. As publicações sem acesso completo, repetidas por sobreposição das palavras chave, estudos de caso, revisões de literatura, cartas ao editor e as não relacionadas diretamente ao tema foram excluídas. RESULTADOS: Foram identificados 831 estudos, sendo 14 dentro dos critérios estabelecidos. Notou-se que a avaliação mais frequente foi a da função mandibular e depois análise de tratamentos; ocorreu mais fratura no côndilo que ângulo mandibular; utilizou-se mais tratamento cirúrgico juntamente com o conservador, seguido pelo somente cirúrgico e finalmente somente conservador; a maior incidência de traumas faciais foi em adultos do sexo masculino; poucas pesquisas foram realizadas com crianças e grupo-controle; utilizaram-se mais avaliações da função mandibular e clínicas, na maioria pré e pós-cirurgia; a força de mordida e a área oclusal apresentaram melhora pós-tratamento, no entanto a assimetria mandibular permaneceu; os valores de abertura máxima da boca atingiram a normalidade, porém inferiores ao grupo-controle; houve persistência de alterações na mobilidade mandibular e dor, mesmo após o tratamento; e a terapia miofuncional melhorou o quadro de alterações. CONCLUSÃO: É necessário mais publicações sobre o tratamento fonoaudiológico baseado na abordagem miofuncional orofacial nos traumas faciais.

Palavras-chave: Lesões Faciais; Terapia Miofuncional; Reabilitação; Fonoaudiologia; Sistema Estomatognático.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: This qualitative literature review aims to highlight international scientific publications selected from the PubMed database that describe the changes in the function of the orofacial myofunctional system after facial trauma and the associated treatment outcomes. METHODS: Studies published in English between 2005 and 2011 and including individuals of all age groups were included in this review. Publications that were not open access, studies appearing more than once because of overlapping keywords, case studies, literature reviews, letters to the editor, and studies that were not directly related to the subject were excluded. RESULTS: A total of 831 studies were identified, 14 of which fulfilled the established criteria. Assessment of jaw function was the most frequent evaluation performed in the included studies, followed by the analysis of treatments. The incidence of condylar fractures was higher than that of mandibular angle fractures. The majority of cases were managed by surgery combined with conservative treatment, followed by surgery alone and conservative treatment alone. Adult men exhibited a higher incidence of facial trauma. Few studies included children or control groups. Further assessment of jaw and clinical functions before and after surgery revealed the following findings. The bite force and occlusal contact area improved after treatment, whereas mandibular asymmetry persisted even after surgery. The maximum mouth opening returned to normal after treatment, although the range of mouth opening was lower in patients with facial trauma than in controls. Persistent mobility in the mandibular teeth and pain were observed even after treatment. Myofunctional therapy resulted in an overall improvement in jaw function. CONCLUSIONS: Although the number of studies on facial trauma is increasing, few studies address the use and benefits of orofacial myofunctional therapy in this field. Further studies on orofacial myofunctional therapy combined with surgery and/or conservative treatment for facial trauma are necessary.

Keywords: Facial trauma; Myofunctional Therapy; Rehabilitation; Speech Therapy; Stomatognathic System.

 

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