ISSN Online: 2177-1235 | ISSN Impresso: 1983-5175

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Busca por : Anne Karoline Groth

Reconstrução oromandibular complexa com dois retalhos microcirúrgicos

Anne Karoline Groth, Alfredo Benjamim Duarte da Silva
Rev. Bras. Cir. Plást. 2009;24(1):11-21 - Artigo Original

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RESUMO

Introdução: O tratamento cirúrgico de tumores localmente avançados de cabeça e pescoço deixa como sequelas defeitos extensos e complexos. Retalhos microcirúrgicos são a primeira opção para reconstrução. Objetivo: Determinar a segurança e o impacto na sobrevida em pacientes submetidos a dois retalhos microcirúrgicos. Método: Vinte e três pacientes foram submetidos a reconstrução oromandibular entre 2006 e 2007 e divididos em 2 grupos, de acordo com o número de retalhos. Idade, sexo, tabagismo, desnutrição, tipo histológico, radioterapia, recidiva, complicações e sobrevida foram avaliados. Resultados: Dezessete pacientes foram submetidos a retalho microcirúrgico único (grupo I) e seis pacientes, a dois retalhos microcirúrgicos simultâneos (grupo II). Carcinoma epidermóide foi o tumor mais comum (83,3% grupo II versus 47,1% grupo I). No grupo I, o retalho mais utilizado foi o retalho de fíbula em 8 (47,1%) casos. No grupo II, os retalhos mais utilizados foram fíbula + ântero-lateral da coxa em 4 casos. Recidivas ocorreram em 3 pacientes do grupo I e 1 paciente do grupo II (17,6% versus 16,7%; p = 0,928). Tempo médio de sobrevida livre de doença foi de 11,8 + 6,8, no grupo I, versus 10,8 + 8,4, no grupo II (p = 0,77). Houve três perdas totais do retalho (90,3% sobrevida do retalho), sendo uma perda de retalho fibular no grupo II e perda de um retalho fibular e ântero-lateral da coxa no grupo II, com sobrevida no grupo II de 86,4%. Conclusão: Acreditamos que o uso de dois retalhos microcirúrgicos é seguro, com sobrevida do retalho semelhante ao grupo que realizou apenas um retalho microcirúrgico.

Palavras-chave: Microcirurgia. Cirurgia plástica. Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos. Carcinoma de células escamosas. Neoplasias mandibulares/cirurgia.

 

ABSTRACT

Introduction: Ablative surgery for locally advanced head and neck tumors can lead to devastating sequels. Free flaps are the gold standard in reconstruction. Aim: To determine safety and survival impact in patients submitted to double free flaps procedures. Method: Twenty three patients were submitted do oromandibular reconstruction between 2006 and 2007. For comparison purposes they were divided in two groups: group I - single free flap, and group II - double free flap. Data such as age, sex, smoking history, malnutrition, histological type, radiotherapy, recurrence, complications and survival were collected. Results: Seventeen patients were distributed in group I and 6 patients in group II. Squamous cell carcinoma was the most common histological type (83.3% group II versus 47.1% group I). Fibular free flap was the most used flap in group I (8 cases - 47.1%). The most common flap combination in group II was fibular free flap+anterolateral thigh flap in 4 cases. Recurrence was observed in three patients from group I and one patient from group II (17.6% versus 16.7%; p = 0.928). Mean survival time free from disease was 11.8 months + 6.8 in group I versus 10.8 + 8,4 in group II (p = 0.77). There were three total flap loss (90.3% flap survival), one fibular flap from group I and one fibular and one anterolateral thigh flap in group II. Flap survival in group II was 86.4%. Conclusion: We believe that double free flap reconstruction in head and neck is safe, reliable and has similar flap survival as single free flap procedures.

Keywords: Microsurgery. Plastic surgery. Reconstructive surgical procedures. Squamous cell carcinoma. Mandibular neoplasms/surgery.

 

Ossificação do pedículo vascular de um retalho livre de fíbula: relato de caso

Maria Cecília Closs Ono; Anne Karoline Groth; João Manoel Moreira; Alfredo Benjamin Duarte da Silva; Ivan Maluf Junior
Rev. Bras. Cir. Plást. 2014;29(2):198-200 - Relato de Caso

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Várias são as vantagens da utilização de retalhos fibulares para as reconstruções de defeitos craniomaxilofaciais, incluindo a baixa morbidade da área doadora, boa qualidade óssea possibilitando a realização de implantes osteointegrados quando indicados, além da possibilidade de inclusão de uma ilha de pele quando indicado. Durante a dissecção do retalho, próximo à região do pedículo vascular, normalmente inclui-se um cuff muscular e uma faixa de periósteo. O potencial osteogênico do periósteo transplantado tem sido objeto de estudo. RELATO DE CASO: paciente de 15 anos, submetido à reconstrução microcirúrgica com um retalho fibular para um defeito mandibular pós-ressecção de um sarcoma ósseo. Evoluiu com aumento de volume, de consistência óssea na região cervical próximo à cervicotomia realizada para anastomose vascular. Exames de imagem mostravam características ósseas da massa. Foi então submetido à nova cervicotomia e exploração da massa, sendo observada uma formação de tecido ósseo no local da anastomose vascular. Exame anatomopatológico da peça mostrava formação de tecido ósseo adjacente ao retalho periostal. DISCUSSÃO: Durante a dissecção do retalho fibular, a osteotomia é realizada a alguns centímetros da articulação do joelho, isto a fim de facilitar a dissecção do pedículo vascular na região do oco poplíteo. O pedículo vascular fica então envolto por uma cuff muscular e por uma tira de periósteo. Este mantém sua capacidade osteogênica, que pode ser ativada de acordo com o estímulo do local. A ossificação do periósteo do pedículo vascular de retalhos livres de fíbula permanece um evento raro, porém relatado por centros diferentes.

Palavras-chave: Capacidade osteogênica; Retalho livre de fíbula; ossificação.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: The use of fibula flaps for the reconstruction of craniomaxillofacial defects has many advantages, including the low morbidity of the donor area, good bone quality for use of osseointegrated implants, and the possibility to include a skin island, when indicated. During the dissection of the flap, a muscle "cuff" and a periosteal strip are usually included near the region of the vascular pedicle. The osteogenic potential of the transplanted periosteum has been the object of studies. CASE REPORT: A 15-year-old male patient underwent microsurgical reconstruction using a fibula flap for a mandibular defect caused by the resection of a bone sarcoma. He developed increased volume and bone consistency in the cervical region next to the area where a cervicotomy was performed for vascular anastomosis. Imaging examinations showed the characteristics of the bone mass. He then underwent a new cervicotomy and mass exploratory surgery because bone tissue formation was observed at the site of vascular anastomosis. Anatomopathological examination of the specimen showed bone tissue formation next to the periosteal flap. DISCUSSION: During fibula flap dissection, osteotomy is performed a few centimeters from the knee joint to facilitate the dissection of the vascular pedicle in the region of the popliteal fossa. Then, the vascular pedicle is surrounded by a muscle cuff and periosteal strip. This maintains its osteogenic capacity, which can be activated according to the stimulus of the area. Although periosteal ossification of the vascular pedicle in fibula free flaps is a rare event, it has been reported in different centers.

Keywords: osteogenic capacity; fibula free flaps; ossification.

 

Escolha do vaso receptor em reconstrução de mama microcirúrgica

Maria Cecília Closs Ono; Anne Karoline Groth; Alfredo Benjamim Duarte da Silva; Ivan Maluf Junior
Rev. Bras. Cir. Plást. 2013;28(2):227-232 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: A transferência microvascular de tecido autógeno se tornou o padrão de referência para a reconstrução da mama. Como em qualquer reconstrução com tecido livre, a escolha do vaso receptor é fundamental para o planejamento adequado na reconstrução mamária. O objetivo do presente estudo é determinar quais dentre os vasos receptores disponíveis (a artéria mamária interna e seus vasos perfurantes ou os vasos circunflexos escapulares) são mais adequados para a reconstrução microvascular da mama. MÉTODO: Foi realizada análise retrospectiva de 117 pacientes consecutivas submetidas a reconstrução da mama microvascular, entre janeiro de 2005 e dezembro de 2007. Foi estabelecido um algoritmo que pode ser aplicado para a seleção do vaso receptor com base em alguns parâmetros, como dissecção axilar, tempo da reconstrução (imediata ou tardia) e presença de radioterapia pré-operatória. Foram avaliadas as complicações relacionadas ao retalho, a taxa de conversão e os resultados clínicos. RESULTADOS: A artéria mamária interna e seus vasos perfurantes e os vasos circunflexos escapulares são adequados para a reconstrução da mama, com taxas semelhantes de complicações e de viabilidade. Observou-se, também, maior risco de perda do retalho com o uso do retalho da artéria epigástrica inferior superficial em comparação ao retalho da artéria epigástrica inferior profunda ou retalho musculocutâneo abdominal transverso de músculo reto do abdome com preservação do músculo. CONCLUSÕES: A reconstrução mamária microcirúrgica é um método seguro e confiável, com alta viabilidade do retalho e baixas taxas de complicação.

Palavras-chave: Mama. Microcirurgia. Retalhos cirúrgicos.

 

ABSTRACT

BACKGROUND: Microvascular transfer of autogenous tissue have become the gold standard for breast reconstruction. As in any free tissue reconstruction, recipient vessel choice is fundamental for adequate planning in breast reconstruction. The purpose of the present study is to determine which of the available recipient vessels (the internal mammary artery and its perforators vessels or circumflex scapular vessels) are adequate for microvascular breast reconstruction. METHODS : A retrospective analysis of 117 consecutive patients who underwent microvascular breast reconstruction between January 2005 and December 2007 was performed. An algorithm that could be applied to the selection of the recipient vessel based in the axillary node dissection, immediate or late reconstruction, preoperative radiotherapy was established. Flap related complications, conversion rate and clinical outcomes were analised. RESULTS: The internal mammary perforator, the internal mammary and the circumflex scapular are adequate recipient vessels for breast reconstruction, with similar rates of complications and viability. We also observed a lower flap viability rate when using superficial inferior epigastric artery flap comparing to deep inferior epigastric artery perfurator and transverse rectus abdominis musculocutaneous with muscle preservation flaps. CONCLUSIONS: Microsurgical breast reconstruction is a safe and reliable method, with high flap viability and low complications.

Keywords: Breast. Microsurgery. Surgical flaps.

 

Displasia fibrosa óssea fronto-orbital

Bruna Ferreira Bernert Varaschin*; Flávia David João de Masi ; Anne Karoline Groth ; Alfredo Benjamim Duarte da Silva; Renato da Silva Freitas; Maria Cecília Closs Ono
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):43-46 - Face I

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RESUMO

Displasia fibrosa óssea (FD) consiste em uma desordem congênita do esqueleto que leva a um crescimento ósseo "benigno". A região órbito-craniana está envolvida em aproximadamente 20% dos casos de FD. Deformidades craniofaciais e cefaleia consistem nas principais formas de apresentação da FD craniofacial. O comprometimento visual é a sequela mais temida e mais potencialmente debilitante da FD. Descrevemos nossa experiência com uma série de 7 casos de displasia fibrosa óssea orbitária, e discutimos aspectos baseados na revisão da literatura sobre o tema. O tratamento da displasia fibrosa fronto-orbital ainda é rodeado de controvérsias entre abordagem radical ou mais conservadora. Alguns autores argumentam a favor do manejo radical com ampla ressecção das lesões, porém é inquestionável a maior possibilidade da ocorrência de sequelas em ressecções mais amplas. Nesse contexto, o manejo conservador, como remodelamento, mostra evolução aceitável em casos em que a ressecção ampla e reconstrução ocasionariam certamente maus resultados estético-funcionais. Cirurgia precoce para manejo de distúrbio sensitivo progressivo é recomendada a fim de evitar o prejuízo de uma descompressão tardia.

Palavras-chave: Displasia fibrosa óssea; Reconstrução; Crânio; Órbita; Osso frontal.

 

Reconstrução de rádio proximal após ressecção de neoplasia com retalho livre de fíbula: relato de caso

BRUNO GUILHERME ZAMPIRI DE PIERI; MARIANA HAYASHIDA; ANDRÉ LUIZ BILIERI PAZIO; WILLIAM MASSAMI ITIKAWA; BRUNO CESAR LEGNANI; ANNE KAROLINE GROTH
Rev. Bras. Cir. Plást. 2019;34(Suppl.1):54-56 - 35ª Jornada Sul Brasileira de Cirurgia Plástica

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RESUMO

Existem diversas opções para a reconstrução de defeitos ósseos no membro superior. Um boa opção é a utilização do retalho livre da fíbula, que oferece grande quantidade de osso e suporte, além de poder ser associado a um componente cutâneo ou muscular. O caso relatado mostra a reconstrução do rádio proximal utilizando o retalho livre da fíbula após a ressecção de displasia fibrosa monostótica em um paciente jovem com sintomas associados. Displasia fibrosa é uma desordem intramedular que corresponde a aproximadamente 5% dos tumores ósseos benignos. O tratamento é geralmente conservador ou com medicamentos, mas casos sintomáticos podem ser tratados cirurgicamente. Nesse caso, o retalho e a área doadora não apresentaram complicações e os movimentos do cotovelo foram presevados.

Palavras-chave: Microcirurgia; Extremidade superior; Displasia fibrosa óssea; Displasia fibrosa monostótica

 

ABSTRACT

Reconstruction of upper limb bone defects involves a large number of options. A good option is to use the free fibular flap, which offers a large amount of bone and support, and can also be associated with cutaneous or muscular components for coverage and monitoring. The case reported shows a proximal radius reconstruction using the free fibular flap after a monostotic fibrous dysplasia resection in a young male patient with a symptomatic lesion. Fibrous dysplasia is an intramedullary disorder that corresponds to approximately 5% of benign bone tumors. The treatment is often conservative and drug-based, but symptomatic cases can be treated surgically. In this case, the flap and the donor site did not have any complications and elbow movements were preserved.

Keywords: Microsurgery; Free tissue flaps; Monostotic fibrous dysplasia; Fibrous dysplasia of bone; Upper extremity

 

Reconstrução pós-glossectomia com retalho grácil funcional livre

ANDRÉ LUIZ BILIERI PAZIO; ANNE KAROLINE GROTH; ALFREDO BENJAMIN DUARTE SILVA; MARIA CECILIA CLOSS ONO; BRUNO GUILHERME ZAMPIRI DE PIERI; THAYLINE MYLENA SANTANA DE CAMARGO
Rev. Bras. Cir. Plást. 2019;34(Suppl.1):57-59 - 35ª Jornada Sul Brasileira de Cirurgia Plástica

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RESUMO

Introdução: A reconstrução da língua permanece uma tarefa desafiadora para o cirurgião plástico. Na tentativa de obter a melhor reconstrução funcional pós-glossectomia, utilizamos o retalho inervado do músculo grácil em pacientes submetidos a tratamento de neoplasia de cavidade oral. Objetivo: Demonstrar a experiência na reconstrução de língua com retalho livre e funcional do músculo grácil.
Método: No período de 2009 a 2018, seis pacientes foram submetidos a reconstrução com retalho do músculo grácil. Eles foram avaliados no pós-operatório quanto à capacidade de fala e deglutição e o acompanhamento variou de 4 meses a 108 meses.
Resultados: Todos os pacientes tiverem sucesso na transferência do retalho do músculo grácil para o defeito e foram capazes de deglutir e falar sem sinais clínicos ou radiológicos de broncoaspiração.
Conclusão: A reconstrução da língua pós-glossectomia com retalho livre e funcional do músculo grácil é uma opção segura, com bons resultados em longo prazo e baixa morbidade.

Palavras-chave: Língua; Glossectomia; Microcirurgia; Neoplasias de cabeça e pescoço

 

ABSTRACT

Introduction: Reconstruction of the tongue remains a challenging task for the plastic surgeon. In an attempt to obtain the best post-glossectomy functional reconstruction, we used the free functional gracilis muscle flap in patients undergoing surgical treatment of oral cavity cancer. Objective: Demonstrate the experience in tongue reconstruction with free functional flap of the gracilis muscle.
Method: In the period from 2009 to 2018, six patients underwent tongue reconstruction with free functional gracilis muscle flap. Patients were evaluated in the postoperative period for speech and swallowing capacity and the follow-up ranged from 4 months to 108 months.
Results: All six patients are successful in transferring the gracilis muscle flap to the defect and were able to swallow and speak without clinical or radiological signs of bronchoaspiration.
Conclusions: Reconstruction of the tongue after glossectomy with free and functional flap of the gracilis muscle is a safe option, with good long-term results and low morbidity for the donor area.

Keywords: Tongue; Glossectomy; Microsurgery; Head and neck neoplasms

 

Transplante de linfonodo inguinal associado a retalho abdominal livre, para tratamento de linfedema no membro superior e reconstrução mamária tardia

ANNE KAROLINE GROTH; ANDRÉ PAZIO; BRUNO ZAMPIERI DE PIERI; WILLIAM ITIKAWA; BRUNO CESAR LEGNANI; THAYLINE CAMARGO
Rev. Bras. Cir. Plást. 2019;34(Suppl.3):67-70 - Artigos

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RESUMO

A principal causa de linfedema no membro superior é o tratamento do câncer de mama. Dentre as modalidades cirúrgicas para o tratamento do linfedema temos a transferência de cadeias linfáticas vascularizadas para o local afetado. O objetivo deste trabalho é demonstrar a técnica modificada de reconstrução mamária tardia, utilizando os retalhos msTRAM e DIEP, com transplante de linfonodo da região inguinal no serviço de Cirurgia Plástica Reparadora do Hospital Erasto Gaertner. No período de junho de 2016 a fevereiro de 2019, 5 pacientes foram submetidas à reconstrução tardia de mama com retalho abdominal livre associado à transferência de cadeira linfonodal inguinal com melhora dos sintomas e redução da circunferência do membro afetado. O transplante autólogo de linfonodos da região inguinal para a axila pode melhorar a drenagem linfática da área afetada e é uma técnica segura para ser realizada juntamente com a reconstrução microvascular de mama, utilizando retalhos abdominais.

Palavras-chave: Linfedema; Neoplasias da mama; Microcirurgia

 

Reconstrução microcirúrgica do terço médio da face

Pedro Henrique Gomes Casavechia; Anne Karoline Groth; Alfredo Benjamin Duarte; Maria Cecília Closs Ono; Bruno Legnani; Willian Itikawa
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):70-73 - Face I

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Os defeitos craniofaciais e do terço médio da face após ressecção tumoral representam um grande desafio para os cirurgiões plásticos devido à complexidade das estruturas envolvidas, pela configuração tridimensional do defeito e pelo grande impacto funcional e estético que implicam. Portanto, a utilização dos transplantes microcirúrgicos tornou-se uma grande opção para as reconstruções envolvendo a região craniofacial. MÉTODOS: Análise retrospectiva de pacientes submetidos à ressecção de tumores da região craniofacial e que foram submetidos à reconstrução com retalhos microcirúrgicos no período de maio de 2012 a maio de 2017. RESULTADOS: O retalho microcirúrgico mais utilizado foi o retalho miocutâneo do músculo reto abdominal, com 50% dos casos. Os vasos faciais foram os mais utilizados para anastomose com 68,2% dos casos. E em 90,9% obteve-se sucesso do tratamento. CONCLUSÃO: Tendo em vista a magnitude do defeito residual após a ressecção tumoral, a reconstrução com retalhos microcirúrgicos apresenta-se como opção segura e com elevado índice de sucesso, devolvendo ao paciente a forma e função da região.

Palavras-chave: Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Mi-crocirurgia; Face.

 

A versatilidade do retalho anterolateral da coxa em reconstruções oncológicas: série de casos do serviço de cirurgia plástica reconstrutora e microcirurgia do hospital Erasto Gaertnera

Anne Karoline Groth; Alfredo Benjamin Duarte Da Silva; Ivan Maluf Junior; Maria Cecília Closs Ono; Nassib Ahmad Faris; Ana Carolina Chociai
Rev. Bras. Cir. Plást. 2014;29(1):176-178 - Relato de Caso

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Retalho anterolateral da coxa (ALT) foi descrito em 1984, baseado nos vasos perfurantes da artéria circunflexa femoral lateral. Trata-se de um retalho cutâneo, localizado no terço médio da coxa anterior, e lateral aos músculos reto femoral e vasto lateral. A baixa morbidade, relacionada à área doadora, e a possibilidade de utiliza-lo com diversas dimensões o tornam um retalho muito versátil. OBJETIVO: Apresentar sua versatilidade no serviço de Cirurgia Plástica Reconstrutora e Microcirurgia, do Hospital Erasto Gaertner, através do relato de três casos. CASOS: Foram descritos dois casos com utilização do retalho ALT para reconstrução de cabeça e pescoço, e um caso com reconstrução do hemitórax direito.

Palavras-chave: Retalho anterolateral da coxa; Microcirurgia; Versatilidade do retalho.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: The anterolateral thigh (ALT) flap first described in 1984 is based on perforator vessels of the lateral femoral circumflex artery. It is a cutaneous flap located in the middle third of the anterior thigh and lateral to the rectus femoris and vastus lateralis. The low morbidity related to the donor site and its usefulness for different dimensions make it a versatile flap. OBJECTIVE: This study aimed to present the versatility of the ALT flap in plastic and reconstructive surgeries at the Erasto Gaertner Hospital through a report of three cases. CASES: We describe three cases in which the ALT flap was used for the head and neck, and right hemithorax reconstructions.

Keywords: Anterolateral Thigh Flap; Microsurgery; Versatility of the Flap.

 

Retalho músculo cutâneo de pálpebra superior para inferior com pedículo medial para correção de ectrópio

Dayane Raquel de Paula; Maria Cecília Closs Ono; Anne Karoline Groth; Alfredo Benjamim Duarte da Silva; Fabíola Grigoletto Lupion; Renato da Silva Freitas
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):101-103 - Face I

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O ectrópio se caracteriza por uma eversão da margem palpebral, e é mais comum na pálpebra inferior. O processo de exposição ocular associado a esse quadro pode levar a sequelas graves, como a perda ocular. Muitos retalhos foram propostos para tratar esse quadro. Contudo, a taxa de recorrência pode ser alta, e quando o defeito se localiza na porção medial da pálpebra, ele se torna muito mais desafiador. Por isso, é fundamental que o cirurgião disponha de uma variedade de estratégias cirúrgicas para tratar adequadamente esses casos, definindo, em cada circunstância, qual a melhor técnica a ser adotada, entre as possibilidades disponíveis. O objetivo é apresentar o emprego do retalho miocutâneo de pálpebra superior para inferior, pediculado medialmente, como alternativa no tratamento de três casos de ectrópio MÉTODOS: Tratamento de pálpebra inferior com retalho miocutâneo de pálpebra superior para inferior, pediculado medialmente. Três casos pós-ressecção de lesão oncológica que evoluíram com ectrópio de pálpebra inferior (um deles já recidivado) e que foram trados com retalho miocutâneo de pálpebra superior para inferior, pediculado medialmente; nenhum dos 3 casos apresentou recidiva após essa abordagem proposta. CONCLUSÃO: O retalho miocutâneo de pálpebra superior para inferior com pedículo medial demonstrou-se uma opção viável, com resultado funcional e estético satisfatório, sem trazer grande prejuízo à área doadora e apresentando pele de cor, espessura e textura adequada à reconstrução da pálpebra inferior.

Palavras-chave: Ectrópio; Retalhos cirúrgicos; Pálpebras; Carcinoma; Reabilitação.

 

Perfil dos casos de ectrópio em um centro de referência de tratamento oncológico

Dayane Raquel de Paula; Maria Cecília Closs Ono; Anne Karoline Groth; Alfredo Benjamim Duarte da Silva; William Itikawa; Renato da Silva Freitas
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(Suppl.1):122-124 - Face I

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RESUMO

INTRODUÇÃO: O ectrópio é a alteração de mal posicionamento da pálpebra mais comum. A pálpebra e a região periocular são as áreas mais comumente afetadas pelos cânceres de pele - entre 5 e 10% dos cânceres de pele ocorrem nessa topografia. O ectrópio ocorre em 2,5 a 7% dos casos de remoção de lesões da pálpebra. Frequentemente, o tratamento do ectrópio vai requerer uma intervenção cirúrgica, e, infelizmente, a taxa de recorrência pode ser alta. Objetivo: Relatar a experiência de um centro de referência no atendimento de pacientes oncológicos no tratamento de casos de ectrópio. MATERIAIS E MÉTODO: Avaliação retrospectiva dos casos de ectrópio atendidos no nosso Serviço de Cirurgia Plástica e Reparadora do Hospital Erasto Gaertner, no período entre junho de 2012 e dezembro de 2017. RESULTADOS: Quarenta e sete casos de ectrópios foram levantados nessa pesquisa. A idade média dos pacientes foi de 67,65 anos. Vinte e oito pacientes do sexo feminino e 19 do sexo masculino. O tempo médio transcorrido entre a ressecção inicial e a cirurgia de correção do ectrópio foi de 27 meses. Sobre as neoplasias, 24 casos eram carcinoma basocelular, 16 casos de carcinoma espinocelular, 4 casos de melanoma e 1 caso de carcinoma de células de Merckel. Em 14 casos, houve necessidade de radioterapia adjuvante para o tratamento da neoplasia. Houve recidiva do ectrópio em 11 casos, sendo que em 4 deles havia história de radioterapia prévia. Entre estes mesmos 11 casos de recidiva, a reconstrução imediata foi feita pela própria equipe da Oncologia Cirúrgica em 8. CONCLUSÃO: A avaliação dos casos de ectrópio em centros de tratamento oncológico tem elementos muito relevantes que devem ser levados em consideração, como a equipe que realizará a reconstrução imediata e os casos em que será necessário complementar o tratamento com radioterapia. Esses dois elementos parecem, numa primeira análise, relacionados com aumento das taxas de recidiva.

Palavras-chave: Ectrópio; Carcinoma; Recidiva; Neoplasias palpebrais; Retalhos cirúrgicos.

 

Reconstrução de defeitos complexos da fronte e couro cabeludo

Dirlene Taysa Berri; Maria Cecília Closs Ono; Marlon Camara Lopes; Anne Karoline Groth; Alfredo Benjamin Duarte da Silva
Rev. Bras. Cir. Plást. 2012;27(3 Suppl.1):45 - Crânio, Face e Pescoço

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Reconstrução microcirúrgica da maxila: uma revisão de 33 casos

João Manoel Agner Grubba Moreira; Anne Karoline Groth; Alfredo Benjamin Duarte da Silva; Maria Cecília Closs Ono; Dirlene Taysa Berri
Rev. Bras. Cir. Plást. 2011;26(3 Suppl.1):48 - Crânio, Face e Pescoço

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Reconstrução do complexo areolopapilar e da mama com colocação de implante no mesmo tempo cirúrgico

Priscilla Balbinot; Maria Cecília Closs Ono; Anne Karoline Groth; Alfredo Benja min Duarte Silva
Rev. Bras. Cir. Plást. 2013;28(3 Suppl.1):65 - Tórax e Tronco

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Técnica de reconstrução imediata após quadrantectomia superior externa com zetaplastia

Ana Carolina Alves dos Santos Chociai; Alfredo Benja min Duarte da Silva; Ivan Maluf Junior; Anne Karoline Groth; Maria Cecília Closs Ono
Rev. Bras. Cir. Plást. 2013;28(3 Suppl.1):76 - Tórax e Tronco

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