ISSN Online: 2177-1235 | ISSN Impresso: 1983-5175

Mostrando de 1 até 2 de 2 resultado(s)

Busca por : André Coelho Nepomuceno

Reconstrução microcirúrgica em cabeça e pescoço: análise retrospectiva de 30 retalhos livres

André Coelho Nepomuceno; José Francisco de Sales Chagas; Maria Beatriz Nogueira Pascoal; José Luis Braga de Aquino; Thalita dos Reis Ruba; Fernanda Garcia Callegari; Douglas Alexandre Rizzanti Pereira; José Carlos Marques de Faria
Rev. Bras. Cir. Plást. 2016;31(4):481-490 - Artigo Original

PDF Português PDF Inglês

RESUMO

INTRODUÇÃO: Cirurgia reconstrutiva em cabeça e pescoço representa desafio ao cirurgião plástico e requer amplo arsenal técnico, no qual a microcirurgia figura papel essencial. O objetivo é analisar retrospectivamente as reconstruções microcirúrgicas em cabeça e pescoço realizadas na Pontifícia Universidade Católica de Campinas no período de dois anos. MÉTODOS: Pacientes submetidos à reconstrução microcirúrgica após cirurgia de cabeça e pescoço, entre junho de 2014 e outubro de 2016, tiveram seus prontuários revisados para avaliação do retalho utilizado, comprimento do pedículo vascular, vasos receptores, anastomoses microvasculares, duração da cirurgia, tempo de internação, complicações e índice de sucesso. RESULTADOS: Foram realizadas 30 reconstruções microcirúrgicas com três tipos de retalhos: anterolateral da coxa (n = 15), antebraquial radial (n = 8) e fíbula (n = 7). Vasos receptores: artéria facial (70%) e veia facial (50%), sendo que 92,4% das anastomoses microvasculares foram término-terminais. As cirurgias duraram, em média, 10,1 horas. O tempo médio de internação hospitalar foi de 10,7 dias. Houve perda de dois retalhos por trombose arterial, levando à taxa de sucesso de 93,3%. CONCLUSÕES: As reconstruções microcirúrgicas analisadas foram eficazes na reparação dos defeitos complexos, restaurando parcialmente forma e função dos tecidos acometidos. Foram observadas complicações em menos da metade dos casos, porém com morbidade elevada. O índice de sucesso foi semelhante ao de grandes centros de microcirurgia reconstrutiva. A curva de aprendizado é longa, mas tende a melhorar com o treinamento da equipe e aquisição de experiência ao longo do tempo.

Palavras-chave: Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Microcirurgia; Neoplasias de cabeça e pescoço; Retalhos cirúrgicos.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: Reconstructive head and neck surgery is a challenge for the plastic surgeon and requires a large technical arsenal, in which microsurgery plays an essential role. The objective to retrospectively analyze microsurgical head and neck reconstruction performed at the Pontifical Catholic University of Campinas over a period of 2 years. METHODS: The medical charts of patients who underwent microsurgical reconstruction after head and neck surgery between June 2014 and October 2016 were reviewed to determine which flap was used, the length of the vascular pedicle, recipient vessels, microvascular anastomoses, surgical time, length of hospital stay, complications, and success rate. RESULTS: Thirty microsurgical reconstructions were performed using 3 types of flaps: anterolateral thigh (n = 15), antebrachial radial (n = 8), and fibula (n = 7). Recipient vessels: facial artery (70%) and facial vein (50%), as 92.4% of microvascular anastomoses were end-to-end. The average operative time was 10.1 hours. The average length of hospital stay was 10.7 days. Two flaps were lost due to arterial thrombosis, resulting in a success rate of 93.3%. CONCLUSIONS: The microsurgical reconstructions were effective for the repair of complex defects as well as to partially restore the shape and function of the affected tissues. Complications were observed in less than 50% of the cases, although these presented with significant morbidity. The success rate was similar to that reported by major centers of reconstructive microsurgery. The learning curve is long, although it tends to improve with staff training and the acquisition of experience over time.

Keywords: Reconstructive surgical procedures; Microsurgery; Head and neck neoplasms; Surgical flaps.

 

Tratamento a laser para estrias de distensão: revisão bibliográfica

ANDRÉ COELHO NEPOMUCENO; LARISSA CASSEMIRO DA-SILVA
Rev. Bras. Cir. Plást. 2018;33(4):580-585 - Artigo de Revisão

PDF Português PDF Inglês

RESUMO

Estrias de distensão são cicatrizes na derme que constrangem os pacientes e oferecem desafios ao tratamento clínico. Resultam do rápido estiramento da pele, frequentemente presente em adolescentes, gestantes, obesos e indivíduos com rápida mudança de peso. Apresentam-se inicialmente como placas eritematosas e edemaciadas (estrias rubras) e, conforme amadurecem, tornam-se esbranquiçadas e atróficas (estrias albas), devido à degradação e reorganização de fibras de elastina e de colágeno. Atualmente, lasers representam modalidade terapêutica não invasiva emergente, que já demonstrou sucesso na redução da vascularização excessiva das estrias rubras, e no estímulo à produção de colágeno e elastina nas albas. Foi realizada revisão da literatura no PubMed referente ao tratamento de estrias atróficas com laser de janeiro de 2000 até dezembro de 2016. Os autores encontraram 28 artigos que se enquadraram nos critérios de inclusão. Existem poucos estudos clínicos randomizados avaliando a eficácia ao longo prazo e a segurança de aparelhos à base de energia. Baseado em casos clínicos e revisões sistemáticas, ambos os lasers - ablativo e não ablativo - fracionados demonstraram melhora modesta do aspecto das estrias distensas. Há tendência a sugestão do laser não ablativo fracionado de 1.540 nanômetro como sendo opção de primeira escolha para tratamento das estrias distensas. Porém, estudos futuros devem focar em desenhos de pesquisa com duração mais longa, medidas objetivas e padronizadas da avaliação dos resultados como biópsias e estudos moleculares, que demonstrem aumento nas fibras elásticas e fibras de colágeno, que correlacionem com a melhora do aspecto clínico das estrias após aplicação de lasers com parâmetros sistematizados.

Palavras-chave: Estrias de distensão; Terapia a laser; Dermatologia; Pele; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos

 

ABSTRACT

Stretch marks are scars on the dermis that cause patients to be self-conscious and that pose challenges in clinical treatment. They result from rapid stretching of the skin and often observed in adolescents, pregnant women, obese individuals, and people experiencing rapid change in weight. They initially appear as erythematous and edematous plaques (red striae), and as they mature, they become whitish and atrophic (striae alba) due to the degradation and reorganization of elastin and collagen fibers. Currently, laser treatment is an emerging noninvasive therapeutic modality that is successful in reducing the excessive vascularization of red striae and in stimulating the production of collagen and elastin in the alba. In the present literature review, PubMed was searched for articles on the treatment of atrophic striations with laser that were published from January 2000 to December 2016. The authors have found 28 articles that met the inclusion criteria. Only few randomized clinical trials have evaluated the long-term efficacy and safety of energybased treatments. Based on clinical cases and systematic reviews, both ablative and non-ablative fractional lasers caused moderate improvement in the appearance of distending striae. The 1540-nm non-ablative fractional laser is more likely to be considered the first-line treatment for stretch marks. However, future studies should focus on research with longer duration, studies with objective and standardized measures for the evaluation of results, such as biopsy results, and molecular studies showing an increase in elastic and collagen fibers that correlate to the improvement in the clinical appearance of the striae after using lasers with systematized parameters.

Keywords: Stretch marks; Laser therapy; Dermatology; Skin; Reconstructive surgical procedures

 

Patrocinadores

Indexadores

Licença Creative Commons Todos os artigos científicos publicados em http://www.rbcp.org.br estão licenciados sob uma Licença Creative Commons