ISSN Online: 2177-1235 | ISSN Impresso: 1983-5175

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Busca por : Alessandra Martinelli

Reconstrução parcial de nariz baseada em retalho nasogeniano após ressecção de carcinoma espinocelular envolvendo septo nasal, columela e lábio superior

Anderson Ricardo Ingracio; Maurício Silva Carvalho; Daniel Ongaratto Barazzetti; Gabriela Pavan; Alessandra Martinelli
Rev. Bras. Cir. Plást. 2014;29(3):312-315 - Relato de Caso

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Reconstruções de defeitos complexos na face constituem um desafio para os cirurgiões. Após ressecção da lesão, o reparo nasal é difícil, já que possui uma variedade de tecidos e área local doadora reduzida para reconstrução. Já as lesões de lábio possuem como principal dificuldade a restauração da função, priorizando a integridade da estrutura esfincteriana, a continência oral, a abertura bucal e a sensibilidade. Entre as alternativas para reconstrução dessas áreas, podemos optar por retalhos locais, entre os quais o nasogeniano. OBJETIVO: Analisar desfechos de reconstrução nasal e de lábio superior em dois tempos cirúrgicos, utilizando retalho nasogeniano, após defeito complexo causado por ressecção de carcinoma espinocelular (CEC). RELATO DO CASO: Paciente do gênero feminino, 56 anos, apresentou CEC de progressão avançada em região nasal da columela, terço anterior do septo e parte do lábio superior. A paciente foi submetida à reconstrução com retalho nasogeniano e, em segundo momento cirúrgico, ao enxerto de cartilagem costal para reconstrução de columela. Apresenta evolução com boa integração e viabilidade dos enxertos e retalhos. O resultado estético foi satisfatório. CONCLUSÃO: A utilização de retalho nasogeniano como opção terapêutica para a reconstrução parcial de nariz e de lábio superior apresentou desfechos funcionais/estéticos favoráveis. Além disso, a segmentação do procedimento cirúrgico traz segurança na utilização dos retalhos locais, principalmente em indivíduos de difícil cicatrização.

Palavras-chave: Reconstrução nasal; Tumor espinocelular; Retalho nasogeniano; Cirurgia reconstrutiva.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: Reconstruction of complex facial defects is a challenge for surgeons. After the excision of a lesion, nasal reconstruction is challenging because of the variety of tissues involved and the reduced local donor area for reconstruction. On the other hand, a major difficulty in the reconstruction of lip lesions is restoration of function, with the priority being the maintenance of the integrity of the sphincter structure, oral continence, mouth opening, and sensitivity. Among the alternatives for the reconstruction of these areas are local flaps, including the nasolabial flap. AIM: To analyze the outcome of nasal and upper lip reconstruction performed in two surgical stages, by using a nasolabial flap for complex defects resulting from the resection of squamous cell carcinoma (SCC). CASE REPORT: A 56-year-old female patient presented with advanced SCC in the nasal region of the columella, anterior third of the septum, and part of the upper lip. She underwent reconstruction with a nasolabial flap and, in a second surgical procedure, with a costal cartilage graft for the reconstruction of the columella. The procedures resulted in good integration and viability of grafts and flaps. The aesthetic result was satisfactory. CONCLUSION: The use of a nasolabial flap as a therapeutic option for the partial reconstruction of the nose and upper lip produces favorable functional and aesthetic outcomes. In addition, the division of the surgical procedure into stages provides safety in the use of local flaps, particularly in patients with poor healing.

Keywords: Nasal reconstruction; Squamous cell carcinoma; Nasolabial flap; Reconstructive surgery.

 

Reconstrução nasal total: uso da "técnica em sanduíche" durante a residência

Renato Franz Matta Ramos; Leonardo Spencer; Paula Girelli; Karina Meneguzzi; Alessandra Martinelli; Carlos Oscar Uebel
Rev. Bras. Cir. Plást. 2017;32(2):174-180 - Artigo Original

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Um dos locais mais comuns para o surgimento de câncer de pele é o nariz e, devido à sua distinta estruturação em três dimensões, a reconstrução do suporte da ponta nasal apresenta-se como um desafio para os cirurgiões plásticos. MÉTODOS: Este artigo apresenta uma das opções de reconstrução nasal total utilizando como recursos o retalho frontal bilateral e o enxerto de cartilagem auricular bilateral em bloco. Apresentamos um relato do uso da "técnica em sanduíche", constituída por dois retalhos frontais intercalados pelas cartilagens auriculares. Enquanto o primeiro retalho origina o novo teto das fossas nasais, a cartilagem configura o formato tridimensional e garante o suporte da nova estrutura nasal. O segundo retalho fica, então, responsável pela cobertura exterior. RESULTADOS: Neste caso comprovou-se tanto a mínima morbidade da área doadora quanto a excelente perfusão dos retalhos autonomizados, o que se considerou um resultado amplamente satisfatório. CONCLUSÕES: Embora a reconstrução nasal total seja um procedimento infrequente na vida do cirurgião plástico, a técnica aqui descrita mostra-se como uma opção atraente para estes casos.

Palavras-chave: Retalhos cirúrgicos; Nariz/cirurgia; Neoplasias nasais; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: One of the most common sites of skin cancer is the nose, and because of its distinct three-dimensional structure, reconstruction of the nasal tip support is challenging for plastic surgeons. METHODS: This article presents an alternative option for total nasal reconstruction using the bilateral frontal flap and the block bilateral auricular cartilage graft. We present an account of the use of the "sandwich technique", consisting of two frontal flaps interspersed by auricular cartilage. While the first flap gives rise to the new roof of the nasal fossa, the cartilage configures the three-dimensional shape and provides support for the new nasal structure. The second flap is then responsible for the outer coverage. RESULTS: In this case, both the minimal morbidity of the donor area and excellent perfusion of the autonomized flaps were verified, leading to a largely satisfactory result. CONCLUSIONS: Although total nasal reconstruction is an infrequent procedure in the career of a plastic surgeon, the technique described here is a viable option for these cases.

Keywords: Surgical flaps; Nose/surgery; Nasal tumors; Reconstructive surgical procedures.

 

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