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Abstract
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ABSTRACT
Introduction The World Health Organization (WHO) classifies obesity as a chronic noncommunicable disease. This condition affects 63% of Brazilian adults. Although patients often seek reconstructive plastic surgery after bariatric surgery, many have unrealistic expectations, leading to dissatisfaction. A psychological evaluation is essential to manage expectations and prevent the worsening or onset of psychological disorders.
Objective To identify and manage real and imaginary expectations of postbariatric patients undergoing reconstructive plastic surgery by assessing potential disorders and psychological preparedness under multidisciplinary support.
Materials and Methods: The study included 203 patients (164 women and 39 men) who underwent reconstructive plastic surgery at Hospital Ruben Berta, in São Paulo, Brazil. All subjects underwent pre- and postoperative psychological evaluations, including the application of the Revised Neuroticism, Extraversion, and Openness Five-Factor Inventory (NEO-FFI-R) and a specific questionnaire. The patients signed an informed consent form.
Results Of the 203 patients, 162 presented psychological disorders: among women (n=136), these conditions included body dysmorphic disorder (n=49), somatic symptoms (n=23), bulimia (n=17), orthorexia (n=13), mood disorder (n=13), anorexia (n=10), muscle dysmorphia (n=6), and alcohol-related disorder (n=5); among men (n=28), they included muscle dysmorphia (n=12), alcohol-related disorder (n=6), body dysmorphic disorder (n=3), mood disorder (n=3), orthorexia (n=2), and somatic symptoms (n=2).
Discussion Although most patients underwent a psychological evaluation before the bariatric surgery, the lack of follow-up favored the persistence or worsening of the disorders, compromising the effectiveness of the reconstructive surgery and generating potential doctor-patient conflicts. Continuous follow-up contributes to body-image readjustment and relapse prevention.
Conclusion The integration of psychology and a multidisciplinary team from the decision to undergo bariatric surgery through the postoperative period is essential to maximize outcomes and patient satisfaction.
Keywords: bariatric surgery; compulsive personality disorder; obesity; patient care team; plastic surgery procedures
RESUMO
Introdução A obesidade, classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como doença crônica não transmissível (DCNT), afeta 63% dos adultos brasileiros. Após cirurgia bariátrica, os pacientes frequentemente buscam cirurgia plástica reparadora; contudo, muitos mantêm expectativas irreais, o que favorece a insatisfação. A avaliação psicológica é fundamental para manejar expectativas e prevenir o agravamento ou o surgimento de transtornos psíquicos.
Objetivo Identificar e manejar expectativas reais e imaginárias de pacientes pósbariátricos em cirurgia plástica reparadora, avaliando possíveis transtornos e preparo psicológico, com apoio multidisciplinar.
Materiais e Métodos Realizamos um estudo com 203 pacientes (164 mulheres e 39 homens) submetidos a cirurgia plástica reparadora no Hospital Ruben Berta, em São Paulo. Todos passaram por avaliações psicológicas pré e pós-operatória, aplicação do instrumento Revised Neuroticism, Extraversion, and Openness Five-Factor Inventory (NEO FFI-R) e questionário específico. Foi obtido consentimento esclarecido.
Resultados Dos 203 pacientes, 162 apresentaram transtornos psíquicos: entre as mulheres (n=136), foram observados transtorno dismórfico corporal (n=49), sintomas somáticos (n=23), bulimia (n=17), ortorexia (n=13), transtorno de humor (n=13), anorexia (n=10), vigorexia (n=6) e transtorno relacionado ao álcool (n=5); e entre os homens (n=28), vigorexia (n=12), transtorno relacionado ao álcool (n=6), transtorno dismórfico corporal (n=3), transtorno de humor (n=3), ortorexia (n=2) e sintomas somáticos (n=2).
Discussão Embora a maioria dos pacientes tenha feito avaliação psicológica antes da cirurgia bariátrica, a falta de acompanhamento favoreceu a persistência ou o agravamento de transtornos, o que compromete a eficácia cirurgia da reparadora e gera possíveis conflitos médico-paciente. O acompanhamento contínuo ajuda na readequação da imagem corporal e na prevenção de recaídas.
Conclusão A integração de psicologia e equipe multidisciplinar desde a decisão pela cirurgia bariátrica até o pós-operatório é essencial para maximizar os resultados e a satisfação.
Palavras-chave: cirurgia bariátrica; cirurgia plástica; equipe de assistência ao paciente; obesidade; transtorno da personalidade compulsiva