Original Article - Year 2026 - Volume 41Issue 1
Frontoplastia vídeo-endoscópica com ancoragem dupla modificada
Endoscopic Eyebrow Lift with a Modified Double Anchorage
RESUMO
Introdução A frontoplastia vídeo-endoscópica consolidou-se como técnica eficaz no rejuvenescimento do terço superior da face, permitindo a elevação da cauda da sobrancelha por meio de uma abordagem minimamente invasiva. Contudo, a busca por uma técnica de ancoragem que garanta maior durabilidade dos resultados sempre foi um ponto crítico, sobretudo diante da recidiva precoce verificada em alguns casos.
Objetivos Apresentar os resultados de frontoplastias vídeo-endoscópicas em que foi empregada uma modificação no método de ancoragem.
Métodos Foram analisados retrospectivamente 44 casos de pacientes submetidas ao procedimento, com seguimento mínimo de 12 meses. Resultados: a taxa de satisfação manteve-se elevada em ambos os momentos de avaliação (6° e 12° meses), com índices superiores a 88% (p < 0,001) de resultados considerados satisfatórios ou excelentes. Não houve intercorrências relevantes como hematomas, infecções, necrose ou lesões nervosas. A ancoragem dupla modificada mostrou-se segura e reprodutível, com resultados duradouros e altos índices de satisfação.
Conclusão A ancoragem dupla modificada configura-se como uma alternativa promissora às modalidades previamente descritas para a fixação do retalho frontal, com potencial de ampliar a longevidade dos resultados das frontoplastias vídeo-endoscópicas.
Palavras-chave: estética; face; videoendoscopia; elevação das sobrancelhas; procedimentos de cirurgia plástica; rejuvenescimento
ABSTRACT
Introduction Endoscopic forehead lift has become an established technique for rejuvenation of the upper third of the face, allowing elevation of the tail of the eyebrow through a minimally invasive approach. However, the search for an anchoring technique capable of ensuring greater outcome durability has always been a critical concern, particularly given the early recurrence observed in some cases.
Objectives This study aimed to present the outcomes of endoscopic forehead lift using a modified anchoring method.
Methods A retrospective analysis was performed on 44 patients who underwent the procedure, with a minimum follow-up of 12 months. Results: satisfaction rates remained high in both evaluation periods (6 and 12 months), with more than 88% (p<0.001) of the outcomes considered satisfactory or excellent. No relevant complications, such as hematomas, infections, necrosis, or nerve injuries, were observed. The modified double anchoring technique proved to be safe and reproducible, providing long-lasting outcomes and high satisfaction rates.
Conclusion The modified double anchoring technique represents a promising alternative to previously described modalities for fixation of the frontal flap, with the potential to increase the longevity of endoscopic forehead lift outcomes.
Keywords: aesthetics; face; video endoscopy; eyebrow lift; plastic surgery procedures; rejuvenation
Introdução
Desde os relatos de Vasconez et al.,1 em 1992, a frontoplastia vídeo-endoscópica consolidou-se como uma excelente alternativa para o tratamento dos sinais do envelhecimento do terço superior da face. O tratamento do descenso da sobrancelha por meio de acesso minimamente invasivo surgiu como grande novidade no final dos anos 2000 e cativou grande parte dos cirurgiões plásticos na época.2
Entretanto, como todo procedimento novo, apesar do seu sucesso inicial, a técnica acabou enfrentando algumas resistências, especialmente por exigir treinamento especializado, necessitar de material específico e aumentar o tempo cirúrgico, o que acabava refletindo no aumento do custo final do procedimento.3 No entanto, foi a durabilidade dos seus resultados que afastou muitos dos cirurgiões interessados.4
Em uma proporção significativa dos casos, o descenso da sobrancelha acabava recidivando em médio prazo, principalmente nos casos mais complexos e nas mãos de cirurgiões menos experientes.4 Os especialistas atribuíam essa recorrência à dissecção inadequada da fronte ou à fixação incorreta dos tecidos avançados durante o procedimento.5
Fato é que, nas abordagens iniciais, o descolamento era limitado e as fixações ou não eram realizadas ou eram apenas cutâneas - com fios na maior parte dos casos.6 Na tentativa de obtenção de melhores resultados, Ramirez et al.7 defenderam os descolamentos mais ampliados, ultrapassando a lateral da peri-órbita. Autores como Romo et al.,8 Gladstone et al.9 e Graça Neto et al.,10 por outro lado, defenderam fixações mais duradouras, utilizando, por exemplo, parafusos, Endotine® e fixação do retalho na fáscia temporal profunda com fios inabsorvíveis, respectivamente.
Em 1996, McKinney et al.11 propuseram a fixação do retalho frontal por meio de fios transpassados em túneis ósseos. Os autores preconizavam a passagem de uma única sutura de poliodioxanona 3-0 em cada túnel ósseo, fixada com agulha de Reverdain na cauda da sobrancelha.11 Apesar dos melhores resultados, nos casos mais complexos, com retalhos mais pesados e sobrancelhas mais baixas, os índices de recidiva ainda preocupavam.4
Desde então, diversas técnicas vêm sendo descritas para a fixação da frontoplastia vídeo-endoscópica, sendo que o entendimento atual é que um método “padrão-ouro” ainda não foi plenamente estabelecido e a busca pela alternativa ideal ainda persiste.12 Assim, este estudo foi delineado para apresentar o método de ancoragem dupla utilizado pelos autores, avaliando os índices de satisfação das pacientes.
Métodos
Foram avaliados retrospectivamente os prontuários de todas as pacientes femininas submetidas a frontoplastias vídeo-endoscópicas para elevação primária da cauda das sobrancelhas, no período de janeiro de 2018 a fevereiro de 2024. O estudo foi devidamente aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da clínica privada de um dos autores.
Foram coletados os dados referentes à avaliação que cada paciente realizou acerca do resultado cirúrgico no 6° e no 12° mês de pós-operatórios. Seguindo uma modificação no método descrito por Salles et al.,13 a equipe de enfermagem da clínica solicitou às pacientes que classificassem o resultado cirúrgico obtido em: insatisfatório, satisfatório ou excelente.
A avaliação da mudança no nível de satisfação das mulheres em relação à cirurgia de frontoplastia vídeo-endoscópica com ancoragem dupla modificada foi realizada por meio do teste de McNemar. A comparação entre os momentos de análise, em relação ao escore mediano de satisfação (0 = resultado insatisfatório, 1 = resultado satisfatório e 2 = resultado excelente), foi realizada por meio do teste não paramétrico de Wilcoxon, uma vez que os dados não atenderam ao critério de normalidade de Shapiro-Wilk. A comparação do percentual de mulheres com resultado insatisfatório e o percentual daquelas com resultado satisfatório ou excelente foi realizada por meio do teste binomial. Os demais resultados deste estudo são apresentados na forma de estatística descritiva ou na forma de tabela e gráfico. A análise estatística foi realizada por meio do programa estatístico SPSS, versão 23.0, adotando nível de significância de 5%.14
Para a frontoplastia vídeo-endoscópica, foi utilizada uma técnica baseada na abordagem clássica, descrita por Isse,15 com modificações na fixação, descritas a seguir:
O procedimento é realizado sob anestesia geral, com o paciente posicionado em decubito dorsal, com leve flexão da cabeca. A antissepsia é realizada com solucao degermante de clorexidina a 2%, seguida da colocacao de campos este reis. O cirurgião posiciona-se atrás do paciente e infi ltra os dois terços laterais da região frontal e a região têmporoparietal com aproximadamente 350 mL de uma solução contendo lidocaína 2% com adrenalina 1:200.000. O cirurgião realiza então quatro incisões: duas paramedianas e duas na região temporal. Após a liberação dos planos subperiosteal e interfacial, com o auxílio do endoscópio, o cirurgião libera a crista temporal e o periósteo da periórbita das 12h às 3h (► Fig. 1).

Após o descolamento da área desejada, o cirurgião realiza as tunelizações ósseas através das incisões paramedianas, as quais serão utilizadas para a fixação cranial do retalho têmporo-frontal descolado. Utilizando a furadeira Beltec LB100® e broca esférica de 3 mm, com protetor tipo umbrella drill guard, o cirurgião cria túneis ósseos (um em cada abertura paramediana). Esses túneis são confeccionados bem próximos da extremidade distal da incisão, tracio-nando-se o couro cabeludo caudalmente. (►Fig. 2).

A ancoragem dupla descrita aqui é baseada em uma modificação na técnica clássica descrita por Mckinney et al.11: um fio de mononylon 2-0 trançado (Biosut®, TC-40, curvatura 3/8) é passado pelo túnel ósseo cortical, mantendo-se a extremidade agulhada na região occipital. Com uma agulha de Casagrande (Richter®), a extremidade não-agulhada do fio é passada subperiostealmente, por cerca de 2 cm, em direção à região medial da sobrancelha. Nesse ponto, a agulha perfura a pele e o fio é exteriorizado. (►Fig. 3-A a C)

O fio é retirado da agulha, sendo ela tirada pela incisão paramediana. A extremidade do fio, que está agora saindo pela pele da fronte, é passada novamente pela agulha, que então entra pelo orifício onde o fio está saindo, e - através do subcutâneo, em um trajeto paralelo de 1 cm -, leva o fio até a região mais lateral da fronte (próximo à área pilosa), onde é então exteriorizada novamente. (►Fig. 3-D a E)
O fio é retirado da agulha e esta sai pelo orifício de entrada na região frontal. Novamente, o fio - que agora está saindo próximo ao couro cabeludo - é transpassado na Agulha de Casagrande e esta é passada - no plano subcutâneo - até sair pela incisão paramediana, trazendo o fio. Com isso, confecciona-se uma alça mista - parte subperiosteal e parte subcutânea - que será fixada no túnel ósseo. (►Fig. 3 - F)
Com o assistente tracionando posteriormente o retalho temporal descolado, com um gancho de Gilles, o fio de Mononylon 2.0 trançado é preso junto ao túnel ósseo (com um nó cirúrgico), avançando o retalho frontal posteriormente. O vetor de ascensão é mais medial do que na técnica clássica, elevando mais a região temporal, valorizando a ascensão da cauda da sobrancelha e minimizando a sobra de pele na região. (►Fig. 3 - G)
Após essa primeira sutura, e antes de cortar o fio, uma segunda ancoragem é realizada. A agulha do fio é passada no retalho frontal, no ponto mais anterior possível da incisão paramediana, englobando a derme reticular, o subcutâneo e o periósteo. Esse fio é então preso, com um nó cirúrgico, no coto distal do fio, que já estava fixado no túnel ósseo na primeira ancoragem. Essa conduta cria mais um ponto de fixação, auxiliando na manutenção do retalho frontal na sua nova posição e minimizando a recidiva do descenso tecidual. (►Fig. 3-H e I). A pele é então suturada com mononylon 3.0 com suturas simples.
Nos casos mais complexos, em que a expectativa de recidiva é maior, outro fio ainda pode ser passado no túnel ósseo para que uma terceira ancoragem seja realizada.
Resultados
No período do estudo, 54 pacientes foram submetidas ao procedimento descrito. Destas, oito foram exclmdas por na o retornarem a todas as consultas de acompanhamento pós-operatório ou por não terem respondido à avaliação de qualidade do resultado; e duas por terem sido reabordadas precocemente (uma por apresentar assimetria de sobrancelhas e a outra por estar insatisfeita com a limitada elevação emitida).
Assim, foram avaliadas 44 mulheres submetidas à cirurgia de frontoplastia vídeo-endoscópica. A idade das pacientes incluídas variou entre 37 e 75 anos, com média de 53,82 ± 9,52 anos. A recuperação pós-operatória transcorreu sem intercorrências, sendo que nenhuma paciente evoluiu com hematoma, infecção, necrose superficial, fístula liquórica ou lesões nervosas.
Os resultados da satisfação das pacientes com a frontoplastia estão apresentados na ►Tabela 1 e na ►Figura 4.
| Nível de satisfação com o resultado | Momento após a cirurgia | Valor de p | |
|---|---|---|---|
| 6° mês (n = 44) | 12° mês (n = 44) | ||
| Resultado insatisfatório | 6,8% (n = 3) | 11,4% (n = 5) | 0,675 |
| Resultado satisfatório | 40,9% (n = 18) | 43,2% (n = 19) | |
| Resultado excelente | 52,3% (n = 23) | 45,5% (n = 20) | |
| Escore mediano | 2 (0 a 2) | 1 (0 a 2) | 0,344 |
Em relação ao escore total: 0= Resultado insatisfatório; 1= Resultado satisfatório; 2= Resultado excelente. Os resultados estão apresentados em frequência relativa (frequência absoluta) ou em mediana (mínimo a máximo). Valores de p referentes ao teste de McNemar (nível de satisfação) ou ao teste de Wilcoxon (escore mediano).

A avaliação revelou que não houve uma mudança significativa no nível de satisfação das pacientes entre o 6°eo 12° mês (teste de McNemar, p = 0,675; teste de Wilcoxon, p = 0,344).
A avaliação ainda revelou que, com 6 e 12 meses após a cirurgia, o percentual de mulheres que consideraram o resultado satisfatório ou excelente (6 meses: 93,2% - n = 41; 12 meses: 88,6% - n = 39) foi significativamente maior do que aquelas que consideraram o resultado insatisfatório (6 meses: 6,8% - n = 3; 12 meses: 11,4% - n = 5) (teste binomial, p < 0,001 para ambos os momentos). Demonstrado na ►Tabela 2 e na ►Figura 5.
| Nível de satisfação com o resultado: | Momento após a cirurgia: | |
|---|---|---|
| 6° mês (n = 44) | 12° mês (n = 44) | |
| Resultado Insatisfatório | 6,8% (n = 3) | 11,4% (n = 5) |
| Resultado satisfatório ou excelente | 93,2% (n = 41) | 88,6% (n = 39) |
| Valor de p | <0,001 | <0,001 |
Os resultados estão apresentados em frequência relativa (frequência absoluta) Valores de p no teste binomial.

A ►Figura 6 apresenta o transoperatório de uma paciente submetida à elevação da sobrancelha direita (comparando com a esquerda ainda sem tratamento). A ►Figura 7 apresenta imagens do final da cirurgia, de 24h e de 72h depois do procedimento. A ►Figura 8 apresenta o resultado pós-operatório de 12 dias de uma paciente submetida à técnica. As ► Figuras 9 e 10 apresentam aspectos do pré-operatório, assim como do pós-operatório de 6 e 12 meses.





Discussão
A literatura descreve diversas alternativas técnicas para a fixação do retalho frontal avançado nas frontoplastias vídeo-endoscópicas e a ausência de um consenso sobre qual a abordagem ideal, reflete a complexidade do tema e a distância ainda existente para o estabelecimento de um consenso sobre o assunto.16-18
Nos últimos anos, quando o objetivo era a manutenção dos resultados a longo prazo, observou-se uma mudança na tendência sobre o método de escolha para essa fixação.17,19,20 A necessidade de uma ancoragem mais efetiva tem sido cada vez mais valorizada.17-22 Autores como Guyuron23 e Ramirez24 relataram melhores resultados e menores taxas de recidiva após a adoção de técnicas de fixação mais eficazes. Autores como Rohrich et al.,5 Romo et al.8 e Kennedy et al.25 também enfatizaram a importância de fixações mais duradouras nas frontoplastias vídeo-endoscópicas modernas.
Nesse sentido, a literatura descreve algumas opções não amplamente utilizadas no Brasil, como a fixação com parafusos (inabsorvíveis ou não) e com o Endotine®,26 que tem fragilidades relacionadas ao custo, à complexidade operacional, à possível palpabilidade do dispositivo e ao relato de reações de corpo estranho apresentada por algumas pacientes.3,27 Além disso, recidivas da ptose da cauda da sobrancelha também são relatadas com a utilização desses métodos.27
Uma alternativa de ancoragem mais simples e, ao mesmo tempo, mais robusta, é a fixação do retalho frontal com fios ancorados em túneis ósseos.28 Essa opção, que foi descrita pela primeira vez por McKinney et al.,11 em 1996, vem ganhando mais adeptos nos últimos anos.18,21 Utilizando-se furadeiras e - idealmente - equipamentos protetivos especiais, como o protetor "umbrella drill guard", um túnel ósseo cortical é confeccionado e, através dele, um fio, de diferentes materiais e calibres, é transpassado, em concordância com o que já relataram McKinney et al.,11 Malata et al.,12 Graf et al.,16 Mowlavi et al.18 e Kim et al..21
Diferentes fixações, utilizando os túneis corticais, já foram descritas, sendo a mais comum, a fixação única e direta do retalho frontal com um fio transpassado no túnel ósseo. Mckinney et al.11 preconizaram a fixação através do uso de fios de sutura, que são passados pela borda do periósteo, ligando-o ao túnel ósseo anteriormente realizado, que permite a tensão e extensão da sobrancelha, de modo a realizar uma fixação firme e com uma força vetorial adequada. Essa fixação, apesar de muito utilizada e também bastante confiável, também recebia críticas relativas ao descenso da sobrancelha, a necessidade de treinamento específico e de instrumentos e equipamentos cirúrgicos especializados.4,15,22
Para melhorar os resultados da fixação óssea, alguns autores recomendaram a confecção de dois túneis ósseos em cada incisão paramediana com o objetivo de ampliar os pontos de fixação e distribuir a pressão exercida da frontoplastia.2,21,29 Apesar do sucesso inicial descrito pelos autores, não houve diferença significativa na manutenção dos resultados a partir da confecção de túneis duplos.21 O maior tempo cirúrgico, a necessidade de incisões paramedianas maiores e o aumento da agressão óssea são tópicos de importância, que desestimula-ram a adesão desse método pela maior parte dos especialistas.
Utilizando fixações com fios, sem túneis ósseos, Borille et al.,2 identificaram a ocorrência de uma queda da altura da elevação do supercílio nos primeiros 6 meses após a cirurgia, com tendência de estabilização após 12 a 24 meses. Os autores relacionaram essa ocorrência à perda da força tênsil do mononylon utilizado nas fixações.
Em um metanálise publicada recentemente, Caceres et al.,28 demonstraram que a frontoplastia com fixação por túnel ósseo apresentou o menor perfil de complicações, altas taxas de satisfação e durabilidade quando comparadas às quatro categorias de fixação mais comuns (Endotine ®, sutura, fixação com parafusos e o túnel ósseo). No fluxo-grama proposto, a fixação com túnel ósseo foi indicada como padrão-ouro tanto em pacientes com pele fina, pele frágil, quanto nos pacientes com mais de 50 anos, desde que haja experiência e familiaridade com a técnica.
Os resultados obtidos em nossa casuística corroboram a tendência proposta pela literatura especializada mais recente, sugerindo a confecção de apenas um túnel ósseo em cada hemisfério, com uma alteração na técnica de fixação - a ancoragem dupla modificada. Com um índice de satisfação elevado, mesmo após 12 meses de pós-operatório, a ancoragem dupla modificada aqui apresentada surge como alternativa promissora, oferecendo durabilidade, segurança e satisfação com os resultados.

Conclusão
A frontoplastia vídeo-endoscópica com ancoragem dupla modificada proporcionou resultados satisfatórios e duradouros por meio de uma fixação simples e acessível. A alta satisfação das pacientes posiciona a técnica como alternativa promissora para a fixação do retalho frontal na frontoplastia vídeo-endoscópica.
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1. Faculdade de Medicina, Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo
Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil
2. Clínica João Ilgenfritz de Cirurgia Plástica, Campo Grande, Mato Grosso do Sul,
Brasil
Disponibilidade dos Dados Os dados serão disponibilizados mediante solicitação ao autor correspondente.
Endereço para correspondência Daniel Nunes, Rua Marco Túlio Murando Garcia 51, Chácara Cachoeira, Campo Grande – MS – ZIP Code: 79040-010 (e-mail: dermatoeplastica@gmail.com).
Artigo submetido: 19/01/2026.
Artigo aceito: 10/04/2026.
Conflitos de interesse: Os autores não têm conflito de interesses a declarar.
Editor-chefe: Dov Charles Goldenberg
















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